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	<title>Blog dos Perrusi</title>
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	<description>Crônica, política, doidice, o escambau!</description>
	<lastBuildDate>Thu, 11 Mar 2010 23:50:17 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Faust</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 23:49:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentário]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Rogério, o cientista de Boston, que procura movimentos sociais na Era Lula e não encontra, coitadinho, envia um vídeo do Faust:
FAUST &#8211; It&#8217;s a bit of a Pain
Outra versão:
Um show ao vivo:
Krautrock &#8211; Faust
A banda, experimentando nos idos de 1971:
FAUST (1971, rare footage documentary)
Não conhecia o grupo. E ele é antigo. Foi fundado em 1971. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rogério, o cientista de Boston, que procura movimentos sociais na Era Lula e não encontra, coitadinho, envia um vídeo do Faust:</p>
<p><strong>FAUST &#8211; It&#8217;s a bit of a Pain</strong></p>
<p><a href="http://www.blogdosperrusi.com/2010/03/11/faust/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p>Outra versão:</p>
<p><a href="http://www.blogdosperrusi.com/2010/03/11/faust/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p>Um show ao vivo:</p>
<p><strong>Krautrock &#8211; Faust</strong></p>
<p><a href="http://www.blogdosperrusi.com/2010/03/11/faust/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p>A banda, experimentando nos idos de 1971:</p>
<p><strong>FAUST (1971, rare footage documentary)</strong></p>
<p><a href="http://www.blogdosperrusi.com/2010/03/11/faust/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p>Não conhecia o grupo. E ele é antigo. Foi fundado em 1971. Talvez desconhecesse o Faust porque era uma banda alemã. Pelo que li, parece ter sido uma banda meio experimental, influenciando o desenvolvimento de texturas ambientais e industriais (não sei o que significa isso; não sei por que escrevi isso). Foi formado por  Uwe  Nettelbeck, Hans Joachim Irmler,  Jean Hervé Peron, Werner &#8220;Zappi&#8221; Diermaier, Rudolf Sosna, Gunther  Wusthoff e Armulf Meifert.</p>
<p>Nettelbeck converteu uma antiga escola num estúdio de gravação. A banda passou meses isolado totalmente do mundo. O som que saiu dessa experiência era uma cacofonia experimental. Era uma música de endoidar qualquer um, principalmente algumas velhinhas, suas vizinhas. O primeiro disco era um vinil transparente (!) encapado por uma luva também transparente. Não fez sucesso, mas se fez mito. Há de ser ouvido com vasodilatadores cerebrais.</p>
<p>O disco Faut IV foi um fracasso tão retumbante que sua gravadora, a Virgin, recusou-se a lançar o quinto LP da banda. Ela se desfez em 1975. Depois de várias reencarnações, voltou em 1993. Salvo engano, pois não tenho certeza, seu último disco é de 2009 e tem um nome curioso: &#8220;c&#8217;est com&#8230;com&#8230;compliqué&#8221;.</p>
<p>Sei que não é qualquer um que escuta Faust. É preciso personalidade; um ego forte e dilatado ao extremo. Não se escuta Faust em vão, cá entre nós.</p>
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		<title>Conversa oca</title>
		<link>http://www.blogdosperrusi.com/2010/03/08/conversa-oca/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 17:03:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dimas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<description><![CDATA[Ela levantou da rede e foi em direção à cozinha buscar outra garrafa de vinho, enquanto eu permaneci jogado no sofá perdido em nenhum pensamento. Ao retornar desta vez, trouxe à mão um vinho francês com uma composição de uvas cabernet sauvignon-syrah, bastante popular nos supermercados brasileiros. Observei quando ela derramou na minha taça um líquido de cor púrpura muito escuro, quase roxo, com pouca transparência. Depois, encheu também a sua taça e me deu um beijo na boca. Parou alguns segundos e, ainda em pé, ela me olhou de cima e me perguntou em quê eu estava pensando.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Umas das minhas crônicas favoritas de Dimas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2009/03/conversa-de-puta-.jpg"><img class="size-full wp-image-2706 aligncenter" title="conversa-de-puta-" src="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2009/03/conversa-de-puta-.jpg" alt="" width="227" height="320" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Por Dimas Lins</strong></span></p>
<p>Ela levantou da rede e foi em direção à cozinha buscar outra garrafa de vinho, enquanto eu permaneci jogado no sofá perdido em nenhum pensamento. Ao retornar desta vez, trouxe à mão um vinho francês com uma composição de uvas cabernet sauvignon-syrah, bastante popular nos supermercados brasileiros. Observei quando ela derramou na minha taça um líquido de cor púrpura muito escuro, quase roxo, com pouca transparência. Depois, encheu também a sua taça e me deu um beijo na boca. Parou alguns segundos e, ainda em pé, ela me olhou de cima e me perguntou em quê eu estava pensando.</p>
<p>- Em nada &#8211; respondi.</p>
<p>(Um amigo me disse certa vez que o homem, e só ele, conhece a metafísica do vazio, a nulidade do ser. Ele diz que as mulheres costumam nos apontar o dedo e perguntar &#8220;o que você está pensando?&#8221;. Elas não acreditam na capacidade masculina de pensar em absolutamente nada. Esta é a sua tese. E a minha também.)</p>
<p>- Ninguém pensa em nada, pois o cérebro não pára. E como ele é o órgão do pensamento e da coordenação neural, você, com certeza, devia estar pensando em alguma coisa.</p>
<p>- Se você entende o pensamento como uma atividade química, eu concordo. Mas há uma grande diferença entre isso e uma atividade psíquica consciente e organizada. No exato momento em que você me perguntou, posso lhe assegurar, meu cérebro agia de maneira livre, independente e incondicionada. Ou seja, ele estava oco, como a touca de um bebê sem cabeça.</p>
<p>E eu ri à beça.</p>
<p>- Toda essa conversa sem pé nem cabeça para ocultar um pensamento?</p>
<p>- Querida, o fato é que mulher nenhuma acredita na intersecção nula, no vão, no oco, no vácuo, no nada.</p>
<p>- Acredito na nulidade de ação dos homens, não do pensamento. O homem existe, logo pensa&#8230; Ainda que sejam apenas tolices.</p>
<p>E ela riu e riu e ria. E continuou:</p>
<p>- O nada é a negação da existência ou a não-existência! Então, segundo a sua teoria, se você pensa em nada, logo você não existe. Neste caso, você seria apenas a conseqüência do vazio da minha taça ou o resultado da antimatéria do vinho que eu tomei.</p>
<p>Eu gaguejei e disse sim, mas sim, mas não, nem isso.</p>
<p>- Pensar em nada não nega ao ser a sua existência, embora, nessas circunstâncias, os impulsos elétricos do sistema nervoso central se aproximem de zero tendendo ao infinitivo. É como atingir o Nirvana! Pensar em nada é a supressão da consciência individual!</p>
<p>Ela não respondeu e caímos no silêncio. Tomei minha taça nas mãos e olhei-a como se fosse um filósofo e tivesse criado a frase definitiva do conhecimento humano: &#8220;pensar em nada é suprimir a consciência individual!&#8221;. Tomei um gole do vinho e abri um leve, mas enigmático sorriso.</p>
<p>- De quê você está rindo?</p>
<p>- De nada &#8211; respondi.</p>
<p>- Pensar em nada, eu já nem consigo engolir, mas ri de nada? Impossível! Como a supressão da consciência pode causar espasmo nos músculos faciais?!</p>
<p>- Desta vez o nada não foi absoluto, mas relativo. Não pensava em nada, mas algo que não significava nada. Na gradação do valor do pensamento, o que acabei de pensar não tinha relevância.</p>
<p>- Irrelevante, mas capaz de causar um espasmo muscular?!</p>
<p>Fiquei em silêncio, mas ela manteve-se na ofensiva.</p>
<p>- Você está apaixonado?</p>
<p>- Eu sempre estou apaixonado.</p>
<p>- Por quem?</p>
<p>- Por você, por uma música, por um livro, por um verso&#8230; Por muitas coisas.</p>
<p>-Você está apaixonado por outra pessoa?</p>
<p>- Por que essa pergunta oca agora?!</p>
<p>- Quando um homem ri assim e está com a cabeça distante é por que está apaixonado por alguma mulher!</p>
<p>- Meu bem, você está ansiosa e a ansiedade é a expectativa da dúvida.</p>
<p>Sorri, valorizando, por causa do vinho, a frase que acabara de dizer: &#8220;a ansiedade é a expectativa da dúvida!&#8221;.</p>
<p>- Basta de filosofia! &#8211; ela gritou, deixando o nada de lado e partindo para o tudo.</p>
<p>Retrocedi, pois sabia que aquela conversa oca ia dar em nada. Respirei fundo, bebi um pouco de vinho e dei-lhe um beijo na boca. E ela correspondeu aquele beijo.</p>
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		<title>Caminho a percorrer</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 16:50:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentário]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[dia da mulher]]></category>
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		<description><![CDATA[É quase ontem, agora (escrevo às 23:58h). Foi o dia internacional da mulher. Não postei nada sobre o assunto. Mas me lembrei de como o jornalismo de esgoto da Folha e de seus funcionários tratam as mulheres. Lembrei-me de um ato machista e de sacanagem política. Lembrei-me desse post de Josias de Souza, no qual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É quase ontem, agora (escrevo às 23:58h). Foi o dia internacional da mulher. Não postei nada sobre o assunto. Mas me lembrei de como o jornalismo de esgoto da Folha e de seus funcionários tratam as mulheres. Lembrei-me de um ato machista e de sacanagem política. Lembrei-me desse post de <a href="http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2009-02-15_2009-02-21.html" target="_blank">Josias de Souza</a>, no qual aparece o título &#8220;Notas vadias de um domingo de notícias  vagabundas&#8221;  e, logo abaixo, a foto de Dilma Roussef, junto  com a  ex-prefeita Marta Suplicy. <strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2010/03/MartaDilma.gif"><img class="size-full wp-image-2717 aligncenter" title="Marta&amp;Dilma" src="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2010/03/MartaDilma.gif" alt="" width="400" height="293" /></a></p>
<p>A melhor forma de comemorar uma emancipação, de qualquer emancipação, é lembrar que temos ainda muito caminho a percorrer.</p>
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		<title>Editorial explosivo</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 16:48:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cacetada, olha aí o editorial do O Estado de Minas.
Detonou Serra. Aliás, é bomba por todos os lados.
&#8220;Minas a reboque, não!&#8221;
Atualizado  e Publicado em 08 de março  de 2010 às 16:27
Editorial do jornal O Estado de  Minas
Indignação. É com esse sentimento que os mineiros repelem a  arrogância de lideranças políticas que, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cacetada, olha aí o editorial do <strong><em>O Estado de Minas.</em></strong></p>
<p>Detonou Serra. Aliás, é bomba por todos os lados.</p>
<p><strong><span style="font-size: large;"><span style="color: #800000;">&#8220;Minas a reboque, não!&#8221;</span></span></strong></p>
<p><span style="color: #800000;">Atualizado  e Publicado em 08 de março  de 2010 às 16:27</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>Editorial do jornal </em><strong><em>O Estado de  Minas</em></strong></span></p>
<p><span style="color: #800000;">Indignação. É com esse sentimento que os mineiros repelem a  arrogância de lideranças políticas que, temerosas do fracasso a que  foram levados por seus próprios erros de avaliação, pretendem dispor do  sucesso e do reconhecimento nacional construído pelo governador Aécio  Neves. Pior. Fazem parecer obrigação do líder mineiro, a quem há pouco  negaram espaço e voz, cumprir papel secundário, apenas para injetar  ânimo e simpatia à chapa que insistem ser liderada pelo governador de  São Paulo, José Serra, competente e líder das pesquisas de intenção de  votos até então.</span></p>
<p>Atarantados com o crescimento da candidatura da ministra da Casa Civil,  Dilma Rousseff, percebem agora os comandantes do PSDB, maior partido de  oposição, pelo menos dois erros que a experiência dos mineiros pretendeu  evitar. Deveriam ter mantido acesa, embora educada e democrática, a  disputa interna, como proposto por Aécio. Já que essa estratégia foi  rejeitada, que pelo menos colocassem na rua a candidatura de Serra e  dessem a ela capacidade de aglutinar outras forças políticas, como fez o  Palácio do Planalto com a sua escolhida, muito antes de o PT confirmar a  opção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<p>Na política, a hesitação cobra caro, mais ainda numa disputa que promete  ser das mais difíceis. Não há como negar que a postura vacilante do  próprio candidato, até hoje não lançado, de atrair aliados tem adubado a  ascensão da pouco conhecida candidata oficial. O que é inaceitável é  que o comando tucano e outras lideranças da oposição queiram pagar esse  preço com o sacrifício da trajetória de Aécio Neves. Assim como não será  justo tributar-lhe culpa em caso de derrota de uma chapa em que terá  sido apenas vice, também incomoda os mineiros uma pergunta à arrogância:  se o mais bem avaliado entre os governadores da última safra de  gestores públicos é capaz de vitaminar uma chapa insossa e em queda  livre, por que Aécio não é o candidato a presidente?</p>
<p>Perplexos ante mais essa demonstração de arrogância, que esconde  amadorismo e inabilidade, os mineiros estão, porém, seguros de que o  governador “político de alta linhagem de Minas” vai rejeitar papel  subalterno que lhe oferecem. Ele sabe que, a reboque das composições que  a mantiveram fora do poder central nos últimos 16 anos, Minas desta vez  precisa dizer não.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Abandono do barco</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 16:47:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pesquei a animação no blog Quanto Tempo Dura?
Cliquem na animação, do contrário não funciona. Vá saber&#8230;

Leiam também a entrevista de Jarbas Vasconcelos no Acerto  de Contas. Desânimo geral.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquei a animação no blog <a href="http://quantotempodura.wordpress.com/2010/03/04/todo-mundo-desembarcando-da-candidatura-serra/" target="_blank">Quanto Tempo Dura?</a></p>
<p>Cliquem na animação, do contrário não funciona. Vá saber&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2010/03/abandonando_barco.gif"><img class="size-medium wp-image-2700 aligncenter" title="abandonando_barco" src="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2010/03/abandonando_barco-300x198.gif" alt="" width="300" height="198" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Leiam também a entrevista de Jarbas Vasconcelos no <a href="http://acertodecontas.blog.br/politica/jarbas-praticamente-joga-a-toalha-em-entrevista/" target="_blank">Acerto  de Contas</a>. Desânimo geral.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Marina e Avatar</title>
		<link>http://www.blogdosperrusi.com/2010/03/07/marina-e-avatar/</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 17:59:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentário]]></category>
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		<description><![CDATA[
Marina queria ser assim
Marina Silva, candidata à Presidência da República, gostou de Avatar (aqui).  Ela gostou mesmo. Faço algumas citações:
A guerreira na’vi bebendo água na folha como a gente bebia.
Bonito essa identificação aquática.
Me tocou muito ver a guerreira na’vi ensinando os segredos da mata. Veio à mente minhas andanças pela floresta com meu pai e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2010/03/avatar-creature.jpg"><img class="size-medium wp-image-2693 aligncenter" title="avatar-creature" src="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2010/03/avatar-creature-212x300.jpg" alt="" width="212" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #ff0000;"><span style="font-size: x-small;">Marina queria ser assim</span></span></strong></p>
<p>Marina Silva, candidata à Presidência da República, gostou de Avatar (<a href="http://www.minhamarina.org.br/blog/2010/03/avatar-e-a-sindrome-do-invasor/" target="_blank">aqui</a>).  Ela gostou mesmo. Faço algumas citações:</p>
<blockquote><p>A guerreira na’vi bebendo água na folha como a gente bebia.</p></blockquote>
<p>Bonito essa identificação aquática.</p>
<blockquote><p>Me tocou muito ver a guerreira na’vi ensinando os segredos da mata. Veio à mente minhas andanças pela floresta com meu pai e minhas irmãs.</p></blockquote>
<p>Não consegui aprender nenhum segredo da floresta com a guerreira Na&#8217;vi. Fui na floresta, aquela que está dentro da UFPB, e não consegui fazer nenhuma relação entre a sua vegetação e a da floresta de Pandora. São planetas diferentes, penso eu. Além do mais, o ar de Pandora é venenoso. Acho essa informação importante, politicamente: Pandora é venenoso para os humanos.</p>
<blockquote><p>É incrível revisitar, misturada à grandiosidade tecnológica e plástica de Avatar, a nossa própria vida, também grandiosa na sua simplicidade.</p></blockquote>
<p>Minha vida é menos simples do que complicada. É uma pena, pois queria ser simples, sem complicação. Para o bem ou para o mal, não consegui fazer relação alguma entre a babaqu&#8230; ops! o filme Avatar e a minha vida.</p>
<blockquote><p>Chorei diversas vezes e um dos momentos mais fortes foi quando derrubam a grande árvore. Era a derrubada de um mundo, com tudo o que nele fazia sentido</p></blockquote>
<p>Não chorei e, agora, estou com uma baita consciência de culpa. Posso ainda chorar?</p>
<blockquote><p>E, em seguida, a grande beleza da cena em que, para ser novamente aceito no grupo, tem a coragem de fazer algo fora do comum, montando o pássaro que só o ancestral da tribo tinha montado, num ato simbólico de assunção plena de sua nova identidade.</p></blockquote>
<p>Tive acesso ao roteiro original. O herói foi morto pelo bicho monstruoso. Ele arrancou seu coração e o comeu. Foi um final mais dramático e mais realista.</p>
<blockquote><p>Impossível não fazer as conexões entre o mundo de Pandora, em Avatar, e nossa história no Acre.</p></blockquote>
<p>Rapaz, não consegui perceber relação alguma entre Avatar e a história do Acre. Sou um insensível, e a ignorância nutre minha alma.</p>
<blockquote><p>A ficção dialoga muito profundamente com a realidade.</p></blockquote>
<p>Sei&#8230; o planeta é vivo.  Na verdade, a ficção dialoga com o realismo mágico da ecologia profunda.</p>
<blockquote><p>Encontrei na tela, em 3D e muita beleza plástica e criatividade, um laço profundo e emocionante com a nossa saga no Acre, com <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Chico_Mendes" target="_blank">Chico Mendes</a>. <strong>E percebi que, assim como no filme, éramos considerados praticamente alienígenas, não humanos, não portadores de direitos e interesses diante dos que chegavam para ocupar nosso espaço. </strong></p></blockquote>
<p>Marina apelou. Não se deve invocar, em vão, o nome de Chico Mendes .</p>
<blockquote><p><strong>No Acre nos deparamos com muitos que viam nossos argumentos como sinônimo de crendices, superstição. Coisa de gente preguiçosa que seria “curada” pelo suposto progresso de que eles se achavam portadores.</strong></p></blockquote>
<p>Se os argumentos eram do naipe da profundidade política de um representante do povo Na&#8217;vi&#8230;  sei não. No Acre, gritava-se &#8220;Eywa, Eywa, Eywa&#8221;?! O fanatismo telúrico como política ecológica, eis a questão.</p>
<blockquote><p><strong>A força está em, de certa maneira, nos levar a sermos avatares também e a tomar partido, não só ao estilo do Bem contra o Mal, mas em favor da beleza, da inventividade, da sobrevivência de lógicas de vida que saiam da corrente hegemônica e proclamem valores para além do cálculo material que justifica e considera normais a escravidão e a destruição dos semelhantes e da natureza. </strong></p>
<p><strong>Achei meu “povo”</strong></p>
<p><strong>E, se nada mais tenho a dizer sobre Avatar, quero confessar que aquele povo na’vi tão magrinho e tão bonito foi para mim um alento. </strong>Quando fiquei muito magra, na adolescência, depois de várias <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mal%C3%A1ria" target="_blank">malárias</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hepatite" target="_blank">hepatite</a>, me considerava estranha diante do padrão de beleza que era o das meninas de pernas mais grossas, mais encorpadas. Sofria por ser magrinha demais, sem muitos atributos. Agora tenho a divertida sensação de que, finalmente, achei o meu “povo”, ainda que um pouco tarde. Houvesse os navi na minha adolescência e, finalmente, eu teria encontrado o meio onde minhas medidas seriam consideradas perfeitamente normais.</p></blockquote>
<p>No roteiro original, os Na&#8217;vi eram obesos e comedores de carne crua. Em tese, não tenho nada contra os gordos &#8212; será que são ecologicamente incorretos? Tudo bem, queria ser bonito como um Na&#8217;vi, embora os ache altos demais.</p>
<p>Marina é uma Na&#8217;vi, uma extraterrestre. Além de ser ambígua com o criacionismo, curte a deusa Gaia. Identifico-me com outra cepa ecológica e faço outro elogio à razão.  E, como Prometeu, odeio todos os deuses, em particular, os da moda, especialmente, Gaia.</p>
<p>Pelo menos, decidi que não votarei nela; sim, por puro sectarismo, confesso.</p>
<p>Acho que estou de mau humor&#8230;</p>
<p>PS: Avatar é uma mistura malfeita de clichês: os &#8220;avatares&#8221; de Matrix, as aeronaves de Guerra nas Estrelas, os bichos de Parque Jurássico, tendo como pano de fundo um sincretismo vulgar que combina misticismo ecológico, mito do bom selvagem, tecnofobia e anticapitalismo. Mas as cenas são lindas, de fato.</p>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 381px; width: 1px; height: 1px;">Encontrei na tela, em 3D e muita beleza plástica e criatividade, um laço profundo e emocionante com a nossa saga no Acre, com <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Chico_Mendes" target="_blank">Chico Mendes</a>. <strong>E percebi que, assim como no filme, éramos considerados praticamente alienígenas, não humanos, não portadores de direitos e interesses diante dos que chegavam para ocupar nosso espaço. </strong></div>
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		<title>Zéfiro</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 16:59:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
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		<category><![CDATA[desenho]]></category>
		<category><![CDATA[erótico]]></category>
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		<description><![CDATA[Quem quiser um pouco de erotização antiga, bem leve, sem o peso vulgar do pornô atual, visitem esse site, aqui &#8212; aliás, quem gosta de desenho bem feito, vale a pena:
Carlos Zéfiro

Carlos Zéfiro (abraços, agora, amigáveis)
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem quiser um pouco de erotização antiga, bem leve, sem o peso vulgar do pornô atual, visitem esse site, aqui &#8212; aliás, quem gosta de desenho bem feito, vale a pena:</p>
<p><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.carloszefiro.com/" target="_blank">Carlos Zéfiro</a></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2010/03/DesenhoZéfiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-2689 aligncenter" title="DesenhoZéfiro" src="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2010/03/DesenhoZéfiro-187x300.jpg" alt="" width="187" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #ff0000;"><span style="font-size: x-small;">Carlos Zéfiro</span></span></strong> (abraços, agora, amigáveis)</p>
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		<title>Jeff Healey &#8211; While My Guitar Gently Weeps</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 14:59:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas de VanVan]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo]]></category>
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		<description><![CDATA[VanVan, o cientista cearense, envia um vídeo pauleira.
Curioso, não conhecia o cabra&#8230;
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			<content:encoded><![CDATA[<p>VanVan, o cientista cearense, envia um vídeo pauleira.</p>
<p>Curioso, não conhecia o cabra&#8230;</p>
<p><a href="http://www.blogdosperrusi.com/2010/03/07/jeff-healey-while-my-guitar-gently-weeps/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
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		<title>Paranoia e Cinismo</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 16:04:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentário]]></category>
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		<category><![CDATA[cinismo]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Madureira]]></category>
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		<description><![CDATA[A psiquiatria é uma ciência exata.
Querem um exemplo de paranoia?
Vejam, abaixo:
Outro nome interessante para essa enfermidade é: cinismo.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A psiquiatria é uma ciência exata.</p>
<p>Querem um exemplo de paranoia?</p>
<p>Vejam, abaixo:</p>
<p><a href="http://www.blogdosperrusi.com/2010/03/06/paranoia-e-cinismo/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p>Outro nome interessante para essa enfermidade é: cinismo.</p>
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		<title>Sair do armário</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 14:49:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há duas maneiras eficazes de fazer oposição a Lula: pela esquerda ou pela direita. Pela esquerda, talvez, Marina, embora eu não esteja convencido disso. Mas, até agora, ela vem comendo pelas beiradas, fazendo críticas de centro-esquerda e de esquerda ao governo Lula. Mesmo assim, quero esperar mais um pouco para avaliar. Pela direita&#8230; bem&#8230; er&#8230; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há duas maneiras eficazes de fazer oposição a Lula: pela esquerda ou pela direita. Pela esquerda, talvez, Marina, embora eu não esteja convencido disso. Mas, até agora, ela vem comendo pelas beiradas, fazendo críticas de centro-esquerda e de esquerda ao governo Lula. Mesmo assim, quero esperar mais um pouco para avaliar. Pela direita&#8230; bem&#8230; er&#8230; a direita no Brasil &#8212; leia-se: a tentativa de fundar um liberalismo brasileiro &#8212; não tem força política suficiente. A falta de coerência nas ideias realiza-se na incoerência de sua prática econômica, ou o contrário, como queiram. Os capitalistas brasileiros são &#8220;liberais&#8221; de editorial do Estadão &#8212; são fantásticos os editoriais liberais do Estadão &#8211;, mas não deixam de recorrer aos juros subsidiados do BNDES, à grana do Banco do Brasil e ao Tesouro Nacional. Com essa prática econômica, tão dependente do Estado, não tem liberalismo que se aguente. A forma como se organiza o capitalismo brasileiro determina, em primeira instância, o cinismo dos grandes empresários tupiniquins.  Seria, por isso, que um liberal brasileiro é, antes de tudo, um hipócrita.</p>
<p>Assim, como fazer oposição a Lula pelo centro ou adotando uma postura social-democrata? Não tem como. E esse é o dilema do PSDB. Não é propriamente liberal e nem consegue assumir um discurso, de fato, social-democrata. O que se escuta mais, no PSDB, é o lamento de que o governo copiou seu programa e de que, no fundo, Lula continuou a obra de FHC.  Verdade ou engano, tal posição é completamente esquizofrênica e só cria ressentimentos. Mágoa distorce e destrói, caros amigos: cada vez que o PSDB assume o discurso do DEM, isto é, da direita liberal, perde sua identidade e se torna inócuo e descartável.</p>
<p>Os tucanos estão com graves problemas de reconhecimento, isto é, de identidade. Não se assumem, coitados. Há teses de que a melhor forma de assumir é sair do armário. Como sair do armário tucano? Ora, é assumir, de vez, que é cofundador do governo petista e que PT e PSDB são primos e parceiro na construção da hegemonia social-democrata no Brasil. Os tucanos precisam sair da oposição e oferecerem um apoio crítico a Lula e sua candidata, Dilma. Assumir que a única oposição social-democrata ao governo sairá, justamente, do ventre do Lulismo &#8212; uma oposição parceira, mas crítica. Ciro percebeu isso; Aécio está percebendo.</p>
<p>Essa solução pegaria mal aos tucanos? Ô, se pegaria! Contudo, o constrangimento seria rápido, rapidíssimo. Pois não subestimem a capacidade de Lula e do PT de reabilitarem inimigos de classe &#8212; aliás, qualquer tipo de inimigo. Têm uma lábia, os petistas. Um incrível poder de mudar os discursos, segundo suas conveniências. Eles têm dois atributos fundamentais do maquiavelismo: frieza e pragmatismo &#8212; desse ponto de vista, faço aqui um elogio. Não reabilitaram Delfim Netto, Sarney, Collor et caterva?! Seria doce de goiaba reabilitar FHC e Serra.</p>
<p>(conheço muito petista que está doido para elogiar FHC e Serra. Já escuto elogios rasgados a Aécio &#8212; contanto que não saia como candidato a presidente, claro)</p>
<p>(se o regime brasileiro fosse parlamentarista, provavelmente, os dois &#8220;primos&#8221; seriam aliados ou já estariam unificados)</p>
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