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	<title>Blog dos Perrusi</title>
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	<description>Crônica, política, doidice, o escambau!</description>
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    <title>Blog dos Perrusi</title>
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		<title>Renunciou!</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Mar 2012 02:27:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Não muda nada na CBF, pois o problema é mais fundo, uma baita fundura &#8212; &#8220;estrutural&#8221;, como disse Juca Kfouri.
Mas isso não impede a comemoração: Ricardo Teixeira renunciou!
Sócrates deve estar sambando no Céu&#8230;
PS: RT é uma pessoal &#8220;questionável&#8221;, para utilizar um eufemismo. Tem, contra si, diversas acusações graves, a tal ponto que poderiam levá-lo à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2012/03/Fora_Ricardo_Teixeira1.jpg"><img class="size-medium wp-image-7178 aligncenter" title="Fora_Ricardo_Teixeira1" src="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2012/03/Fora_Ricardo_Teixeira1-300x212.jpg" alt="" width="300" height="212" /></a></p>
<p>Não muda nada na CBF, pois o problema é mais fundo, uma baita fundura &#8212; &#8220;estrutural&#8221;, como disse Juca Kfouri.</p>
<p>Mas isso não impede a comemoração: Ricardo Teixeira renunciou!</p>
<p>Sócrates deve estar sambando no Céu&#8230;</p>
<p>PS: RT é uma pessoal &#8220;questionável&#8221;, para utilizar um eufemismo. Tem, contra si, diversas acusações graves, a tal ponto que poderiam levá-lo à cadeia. Provavelmente, não será punido, apenas lembrado pela &#8220;opinião pública&#8221;, o que, convenhamos, depois de tudo, não é o bastante. A renúncia é uma pequena derrota diante de tantos descalabros. Como a memória é curta, aos poucos, seus problemas serão esquecidos, assim como sua própria pessoa. Do ponto de vista da malandragem e da sacanagem, é inegável a eficácia de suas ações. Foi uma carreira vitoriosa. Como no futebol atual, o que importa é o resultado. Seu sinal de sucesso? É rico. O dinheiro é uma norma de desempenho, o sumo critério de julgamento. Depois de pintar e bordar, terá uma aposentadoria pacífica. Não é esse o grande objetivo de todo cartola: viver seus últimos dias em paz? Os safados, no Brasil, têm essa meta já garantida como vantagem.</p>
<p>É safado?! Ah, então, viverá em paz.</p>
<p>PS2: exceto se&#8230; exceto se a documentação levantada, durante a investigação do escândalo da ISL, a empresa de marketing que, supostamente, pagou propina a cartolas para obter vantagens na FIFA, levá-lo a um cubículo de onde se vê o sol quadrado.</p>
<p>PS3: vergonhosa a louvação de RT oferecida pela Globo. Fizeram uma ode em homenagem ao triste cartola. Mas é uma questão de dívida: a Globo ganhou muito com RT. Ganhou, simplesmente, o monopólio televisivo do futebol brasileiro. Merece, assim, toda a deferência global.</p>
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		<title>Vovô é bolivariano</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Mar 2012 10:41:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[VanVan, além de cearense, cientista, o escambau, é torcedor fanático do Vovô, o prestimoso Ceará Sporting Club.
Uma vez, já bêbado no bar do surfista, gritava que o Vovô era de esquerda e do tipo mais radical na América do Sul: bolivariano!
Achava uma maluquice, claro, e não conseguia entender a relação entre o Vovô e o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>VanVan, além de cearense, cientista, o escambau, é torcedor fanático do Vovô, o prestimoso Ceará Sporting Club.</p>
<p>Uma vez, já bêbado no bar do surfista, gritava que o Vovô era de esquerda e do tipo mais radical na América do Sul: bolivariano!</p>
<p>Achava uma maluquice, claro, e não conseguia entender a relação entre o Vovô e o novo socialismo das nossas plagas.</p>
<p>Eis que envia um vídeo provando sua tese. E provou! As ligações entre Vovô e Evo Morales são evidentes. Podemos deduzir rapidamente quais seriam as ligações entre o clube e o chavismo. Entendemos, agora, por que roubaram tanto o Ceará na primeira divisão do campeonato nacional: queriam rebaixá-lo por motivos ideológicos!</p>
<p>Diante do indizível, calo-me!</p>
<p><a href="http://www.blogdosperrusi.com/2012/03/12/vovo-e-bolivariano/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
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		<title>A situação da Usp</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Mar 2012 13:19:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Político]]></category>
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		<description><![CDATA[Acompanho a situação e as diversas discussões sobre a maior universidade brasileira. Acompanho com preocupação. Discordo de alguns professores que oferecem um riso de crocodilo quando escutam sobre uma suposta decadência da Usp. Há muita inveja e regionalismo besta nesse sorriso.
Na Usp, o autoritarismo está se tornando regra acadêmica. Não causa surpresa que a Veja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acompanho a situação e as diversas discussões sobre a maior universidade brasileira. Acompanho com preocupação. Discordo de alguns professores que oferecem um riso de crocodilo quando escutam sobre uma suposta decadência da Usp. Há muita inveja e regionalismo besta nesse sorriso.</p>
<p>Na Usp, o autoritarismo está se tornando regra acadêmica. Não causa surpresa que a Veja tenha feito elogios ao seu reitor, chamando-o de &#8220;xerife&#8221;.</p>
<p>&#8220;Xerife&#8221;&#8230;  Imagem curiosa para um reitor. É inegável que a Veja tem um especial toque de Midas: tudo que toca vira reaça.</p>
<p>Um reitor como xerife é uma imagem academicida. E não parece ser uma metáfora. Parece ser bem real: universidade como delegacia de polícia, eis um belo sonho para o jornalismo de esgoto. Os últimos acontecimentos na Usp mostram  que todo problema político, mesmo o mais banal, é criminalizado. Seria o fim do pluralismo e da diversidade, nutrientes básicos de uma universidade. Pra mim, é evidente que a institucionalização dessa situação na Usp é perigosíssima para o resto das universidades públicas no país. Seria um precedente e um estímulo, sempre reiterado como possibilidade, para que o autoritarismo vire regra acadêmica nas universidades.  Não subestimo nenhum potencial autocrático no Brasil. Está escrito na nossa história como um grude eterno. Marcou bobeira, somos engolidos, tão ligados?!</p>
<p>Abaixo, um vídeo de Safatle, professor Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), discorrendo sobre a Usp (pesquei <a href="http://www.viomundo.com.br/denuncias/vladimir-safatle-a-usp-precisa-de-um-reitor-nao-de-um-xerife.html" target="_blank">aqui</a>). A FFLCH é aquela faculdade abominada por toda a extrema-direita paulistana, local de subversivos, esquerdistas, o escambau.</p>
<p><a href="http://www.blogdosperrusi.com/2012/03/11/a-situacao-da-usp/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p>A intervenção acima foi feita durante o lançamento do Manifesto pela Democratização da USP. O ato foi realizado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), em 1º de março de 2012. Como reação, o Manifesto já está sendo demonizado por todas as diversas facções da extrema-direita paulistana.</p>
<p>Você curte ovos de serpente?! Vá a São Paulo. Há de tudo, inclusive à la coque.</p>
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		<title>Gene pra que te quero</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Mar 2012 10:16:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[VanVan, como todos sabemos, é um cientista. Faz tempo, enveredou pela genética.
_O gene é a senha de tudo!
Afirma, galunfante.
Procura, de forma metódica, genes de todo tipo. O gene das ciências sociais, por exemplo. Afinal, por que diabos alguém faria ciência social? A explicação é genética, segundo o cearense.
_É um segmento dominante, todo espiralado. É o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>VanVan, como todos sabemos, é um cientista. Faz tempo, enveredou pela genética.</p>
<p>_O gene é a senha de tudo!</p>
<p>Afirma, galunfante.</p>
<p>Procura, de forma metódica, genes de todo tipo. O gene das ciências sociais, por exemplo. Afinal, por que diabos alguém faria ciência social? A explicação é genética, segundo o cearense.</p>
<p>_É um segmento dominante, todo espiralado. É o desdobramento do  gene que determina a necessidade de opinar. Pode notar, o cientista social  opina sobre tudo. Essa compulsão é genética. É o mesmo problema dos jornalistas, embora, nesse caso, as consequências sejam patológicas.<br />
_Genética?!<br />
_Sim, genética. Mas é muito complicado. É difícil explicar.</p>
<p>Numa de suas famosas pesquisas, VanVan descobriu a determinação genética do cabeção dos cearenses.</p>
<p>_É uma mutação genética &#8212; diz o cientista. Nosso cérebro cresceu e, com isso, nosso crânio &#8212; daí nossa inteligência superior. O <em>Homo cearensis</em> é o futuro do <em>Homo sapiens sapiens</em>.<br />
_Como aconteceu isso?<br />
_Vento. Há muito vento no Ceará. Tem um vento encanado danado lá em Fortaleza. É um vento que entra no corpo e sacode nossos cromossomos. Foi inevitável, assim, a mutação genética. Acredito que, dentro de alguns anos, seremos telepatas.<br />
_Telepatas?!<br />
_Sim, telepatas. Eu mesmo já sou um. Tô lendo agora teu pensamento. Você não acredita em nada do que eu digo.<br />
_Incrível, você é telepata! É isso mesmo que tô pensando.</p>
<p>Abaixo, outra descoberta de VanVan. Com seus amigos cientificamente corretos, descobriu o gene cristão &#8212; uma revolução na genética, sem dúvida.</p>
<p><a href="http://www.blogdosperrusi.com/2012/03/09/gene-pra-que-te-quero/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
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		<title>Dia Internacional é a</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 19:20:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Político]]></category>
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		<description><![CDATA[Cynthia enviou, depois de uma provocação, uma (anti) homenagem ao dia das mulheres. Como é dito abaixo: &#8220;dia internacional é a cabeça do meu pau&#8221; &#8212; uma frase que pode apresentar conotações subversivas e mesmo poéticas, dependendo do contexto. Sim, o contexto, tudo depende do contexto.
Visitem esse endereço aqui e curtam a &#8220;homenagem&#8221; do Sexo Ágil.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cynthia enviou, depois de uma provocação, uma (anti) homenagem ao dia das mulheres. Como é dito abaixo: &#8220;dia internacional é a cabeça do meu pau&#8221; &#8212; uma frase que pode apresentar conotações subversivas e mesmo poéticas, dependendo do contexto. Sim, o contexto, tudo depende do contexto.</p>
<p>Visitem esse endereço <a href="http://www.sexoagil.com/" target="_blank">aqui</a> e curtam a &#8220;homenagem&#8221; do Sexo Ágil.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bang Bang&#8230; por Raquel Welch?!</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Mar 2012 10:58:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Ducaldo, num ímpeto nostálgico, envia um vídeo com Raquel Welch. Foi um ímpeto sádico, também, pois é trash.
Raquel Welch &#8211; Bang Bang
Clique aqui para assistir o vídeo inserido.
Welch cantando Bang Bang&#8230; Nunca notara que sua boca era troncha.
Fiquei diferente depois do vídeo. O passado move moinhos.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ducaldo, num ímpeto nostálgico, envia um vídeo com Raquel Welch. Foi um ímpeto sádico, também, pois é trash.</p>
<p id="watch-headline-title"><strong>Raquel Welch &#8211; Bang Bang</strong></p>
<p><a href="http://www.blogdosperrusi.com/2012/03/07/bang-bang-por-raquel-welch/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p>Welch cantando Bang Bang&#8230; Nunca notara que sua boca era troncha.</p>
<p>Fiquei diferente depois do vídeo. O passado move moinhos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Um livro necessário</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Mar 2012 20:58:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Perrusi Pai</dc:creator>
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&#160;
Sand, Shlomo – A Invenção do Povo Judeu – São Paulo, Benvirá, 2011, 573 pp.
Shlmo Sand é historiador e professor da Universidade de Tel-Aviv. Ativista da esquerda israelense, integra a nova escola historiográfica e arqueológica surgida nos anos de 1980, em Israel, que tem revolucionado os estudos científicos sobre o povo judeu, suas escrituras sagradas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2012/03/04_menora.jpg"><img class="size-medium wp-image-7130 aligncenter" title="04_menora" src="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2012/03/04_menora-300x250.jpg" alt="" width="300" height="250" /></a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sand, Shlomo – A Invenção do Povo Judeu – São Paulo, Benvirá, 2011, 573 pp.</strong></p>
<p>Shlmo Sand é historiador e professor da Universidade de Tel-Aviv. Ativista da esquerda israelense, integra a nova escola historiográfica e arqueológica surgida nos anos de 1980, em Israel, que tem revolucionado os estudos científicos sobre o povo judeu, suas escrituras sagradas e, do ponto de vista político, questionado o estabelecimento e a consolidação do Estado de Israel no Oriente Médio.</p>
<p>A Constituição de Israel afirma o direito sagrado dos judeus em ocupar – ou reocupar – grande parte do Oriente Médio em função da promessa divina que lhes fizera Jeová, há cerca de três mil e quinhentos anos. Trata-se da célebre aliança entre Abraão e Jeová sobre a propriedade do território de Canaã, a Grande Promessa confirmada em Isaac, Jacó, Moisés e tantos outros personagens bíblicos, bem como coletivamente ao povo judeu através de inúmeras passagens alternativas.</p>
<p>Na verdade, é isso o que diz a tradição judaica. Tanto quanto, aliás, a própria tradição cristã.</p>
<p>O povo judeu teria sido expulso e exilado do seu país, tendo, portanto, o direito de retornar ao seu antigo território mesmo que tais expulsão e exílio houvessem ocorrido na Antiguidade. O último registro data da revolta de Bar Kokhba, em 132 E.C (<strong>E</strong>ra <strong>C</strong>omum).</p>
<p>É a famosa Diáspora, a primeira tendo ocorrido sob o império babilônico-persa, a partir do Século VI A.E.C (<strong>A</strong>ntes da <strong>E</strong>ra <strong>C</strong>omum).</p>
<p>E esse é o fundamento para a criação de um estado etnocentrista como Israel. Um estado-nação “dos judeus de todo o mundo”, no qual somente pode ser cidadão quem puder provar que é judeu.</p>
<p>Os árabes sob a jurisdição israelense, por exemplo, não podem ser cidadãos plenos.</p>
<p>É como se, <strong><em>ad absurdum</em></strong>, nossos indígenas apresentassem à ONU um pedido de reintegração de posse e de soberania sobre todo o território brasileiro sob a alegação de que eles já o ocupavam pelo menos há doze mil anos antes da chegada dos europeus. Com isso, estariam reivindicando a formação de um Estado Nacional indígena &#8211; tupi-guarani, tamoio, caetés ou seja lá o que fosse &#8211; que deveria se estabelecer soberanamente por estas plagas.</p>
<p>Não importa se Tupã, Guaraci, Jaci ou qualquer outra divindade assim lhes houvessem prometido.</p>
<p>A primeira parte do livro de Shlomo Sand concentra-se nos conceitos de povo, nação e estado nacional tais como a Ciência Política atual vem estatuindo. Nada de novo por aí.</p>
<p>As novidades começam na análise da obra de intelectuais judeus que, ao longo do século XIX e primeira metade do XX, paulatinamente, vêm construindo ou reconstruindo os conceitos de povo e de nação aplicados aos judeus europeus, especialmente os do leste. Tais conceitos formaram o embrião do sionismo e, depois, toda a base filosófica e política do retorno à Eretz Israel, especialmente frente a imperdoável barbárie nazista. Bem como à própria legitimação do moderno estado-nação israelense.</p>
<p>É o que o Autor chama de “A Invenção do Povo Judeu”.</p>
<p>A análise não deixa de ser interessante especialmente pela nossa ignorância da bibliografia judaica de quase duzentos anos. Na verdade, a grande questão subjacente a toda essa exuberante literatura poderia ser resumida numa só expressão: a questão judaica.</p>
<p>Questão, diga-se de passagem, criada, alimentada e envenenada pelo próprio Cristianismo, em especial pela ICR.</p>
<p>E é difícil ignorar que o antissemitismo cristão parte de uma ideia absolutamente original, isto é, que o povo judeu é culpado de “deicismo”.</p>
<p>E, por azar, mataram logo o deus cristão!</p>
<p>Contudo, não temos até ai, muita originalidade científica. São assuntos discutidos largamente em todas as épocas, pelo menos no mundo cristão e, ao que parece, não há muito mais a acrescentar à extensa bibliografia produzida.</p>
<p>Nesse momento, no entanto, entra a nova escola historiográfica israelense. E o restante do livro, mais de sua metade, torna-se simplesmente arrasador.</p>
<p>Em primeiro lugar, com a exposição crítica dos textos bíblicos e do ensino oficial israelense, totalmente baseado na Bíblia. Na verdade, um fundamentalismo mais agudo e entranhado do aquele encontrado nos Estados Unidos da América.</p>
<p>A Bíblia, ─ leia-se, o Antigo Testamento ─ em quase todos os sentidos, tinha razão. Pelo menos, para o Ministério da Educação de Israel.</p>
<p>Segue-se, no livro de Sand, a desconstrução das Sagradas Escrituras nos pontos mais significativos, em especial na sua teologia monoteísta exclusivista, criada por uma elite intelectual judaica sob o domínio babilônico e fortemente influenciada pela cultura persa e, depois, pelo helenismo.</p>
<p>Um monoteísmo tardio, portanto.</p>
<p>Nos relatos históricos, também. E não foram poupados os patriarcas judeus como Abraão, Jacó, Moisés, Josué, entre os mais votados fundadores dos antigos judeus (que o Autor prefere chamar de “judaenses”, para distingui-los dos modernos judeus).</p>
<p>Nem, tampouco, os ícones reais mais preciosos como, por exemplo, Davi e Salomão, criadores de um imaginário Reino Unificado que jamais teria existido. Pequenos e insignificantes monarcas de um pequeno e insignificante reino montanhoso como Judá.</p>
<p>Reis glorificados, cerca de 600 anos <strong><em>pos factum</em></strong>, pelos escritores bíblicos do exílio e do pós-exílio babilônico e assim repassados a toda a cultura posterior, inclusive e, principalmente, à nossa (V. Finkelman, Israel &amp; Silberman, Neil Asher – A Bíblia não tinha razão &#8211; São Paulo, A Girafa, 2003).</p>
<p>Mitos, aliás, de um passado pouquíssimo glorioso. Salvo, fato excepcional, pela produção de uma riquíssima literatura histórico-teológica, cristalizada na Bíblia, e que se enraizou nos três sistemas monoteístas da atualidade, como se fosse uma verdadeira lavagem cerebral.</p>
<p>Contudo, um dos mais importantes objetos de estudo do livro consubstancia-se em outro mito recorrente entre os judeus modernos: a expulsão e o exílio da antiga Eretz Israel, isto é, as sucessivas diásporas.</p>
<p>Trata-se do mito do “judeu errante”, punido, segundo os cristãos, pelo assassinato de Jesus Cristo. Mito criado pelos cristãos e interiorizado pelos judeus modernos.</p>
<p>A desmistificação do “judeu errante”, na verdade, torna-se o centro da argumentação de Shlomo Sand. A jornada histórica em busca da autoconsciência do povo judeu é, a meu ver, brilhante do ponto de vista da erudição e da argumentação científica.</p>
<p>Em suma, não houve “diásporas”. Os milhares, ou milhões, de judeus espalhados pelo mundo, do norte da África com os bérberes, passando por toda a bacia mediterrânea até os confins do leste europeu, não passavam, de fato, de convertidos ao monoteísmo judaico que, especialmente a partir do regime hasmoneu (Século II A.E.C.), tornara-se missionariamente agressivo.</p>
<p>Pelo menos até o Século IV E.C., o judaísmo era muito mais numeroso e influente do que o cristianismo que só ultrapassa o primeiro, em número de fiéis, quando Constantino o escolhe como religião oficial do Império.</p>
<p>Em suma, o que tais grupos partilhavam era apenas a fé monoteísta do judaísmo e práticas litúrgicas comuns embora bastante diferenciadas.</p>
<p>Nesse caso, a bibliografia apresentada é, absolutamente, irrefutável.</p>
<p>A ênfase ao grupo dos khazares, por exemplo, na formação do “povo iídiche” (milhões de indivíduos), que sobreviveu por mais de quinhentos anos durante a Idade Média nos arredores de Kiev, não deixa de ser iluminadora para compreensão da consciência judaica ocidental.</p>
<p>O mito do “judeu errante” também determina o sentimento identitário dos judeus como povo e nação. Povo geneticamente herdeiro dos “judaenses”, proporcionando-lhe, portanto, uma identidade étnica.</p>
<p>Foram gastos, aliás, milhões de dólares em Israel em pesquisas genéticas a procura do “gene judeu”. Ironicamente, os judeus encontram-se com os nazistas na crença de uma “raça” de sangue.</p>
<p>Até o momento, o tal gene ainda não foi encontrado!</p>
<p>O brilhante estilo literário e a clareza da exposição científica da pesquisa de Shlomo Sand nos conduzem com serenidade, e quase aceitação, a um bloco de conclusões.</p>
<p>O Estado de Israel foi construído pela aceitação jurídica de mitos antigos, de mais de dois mil anos, sancionados pela ONU.</p>
<p>Os modernos judeus não são geneticamente herdeiros dos “judaenses”, isto é, dos antigos judeus. Tanto quanto os egípcios atuais nada têm a ver com Quéops, Quéfren e Miquerinos. Nem tampouco os italianos têm qualquer filiação étnica com Júlio Cesar, os franceses com Asterix &#8211; o gaulês &#8211; ou os gregos cristãos ortodoxos com Sócrates, Platão e Aristóteles.</p>
<p>Os modernos judeus têm em comum entre si apenas uma filiação de fé religiosa, originada do judaísmo rabínico tardio, construído a partir da E.C.</p>
<p>Por sob as aparências de um Estado Democrático de Direito, Israel seria, substancialmente, uma Teocracia disfarçada. A cidadania é restrita aos judeus, definidos como tal pelo rabinato que controla o seu Ministério do Interior. Consequentemente, a cidadania é derivada da ideologia religiosa dos sacerdotes. De fato, não há em Israel o Registro Civil, inexistindo o <em>jus sanguinis</em> e o direito de nascimento no território. Por isso mesmo, os árabes palestinos, mesmo tendo nascido em Israel, não são considerados cidadãos israelenses.</p>
<p>O Estado de Israel apresenta uma fragilidade política, inerente à sua própria formação, incompatível com um Estado Democrático de Direito. Ele exerce um colonialismo interno sob a população árabe residente e não pode, a longo prazo, se legitimar e aspirar à paz no Oriente Médio, enquanto não modificar suas bases ideológicas e políticas, tornando-se um Estado plural laico em que possam conviver, em pé de igualdade, cidadãos com ideologias religiosas diferentes.</p>
<p>A conclusão básica de Shlomo Sand é simples: Israel está a caminho de um desastre político, com gravíssimas repercussões internacionais, e sua sobrevivência, para além dos mitos fundadores, somente poderá ser assegurada com sua transformação num Estado Judaico-Palestino.</p>
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		<title>A mentira e a guerra</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 14:25:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luvanor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Escultura - Mozart Guerra
Parece que se aproxima outra guerra, dessa vez contra o Irã. Há a tentativa de se repetir a mesma estratégia que foi feita contra o Iraque. Repete-se uma possibilidade, uso aqui um eufemismo, como se fosse um fato comprovado. No Iraque, as tais armas de destruição em massa ou ADM (armas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_7116" class="wp-caption aligncenter" style="width: 263px"><a href="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2012/02/mozart-guerra01.jpg"><img class="size-medium wp-image-7116 " title="mozart-guerra01" src="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2012/02/mozart-guerra01-253x300.jpg" alt="" width="253" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Escultura - Mozart Guerra</p></div>
<p>Parece que se aproxima outra guerra, dessa vez contra o Irã. Há a tentativa de se repetir a mesma estratégia que foi feita contra o Iraque. Repete-se uma possibilidade, uso aqui um eufemismo, como se fosse um fato comprovado. No Iraque, as tais armas de destruição em massa ou ADM (armas de destruição maciça); no Irã, bombas nucleares. Até hoje, fico impressionado, no caso iraquiano, como se pôde inventar uma mentira tão escandalosa e se ficar por isso mesmo. Não é mais um pretexto que legitima uma guerra (por exemplo, Helena foi &#8220;rapatada&#8221; por Páris), e sim uma mentira explicitamente colocada como&#8230; mentira. O impressionante, assim, é o uso da mentira como mentira. Geralmente, quando minto, tento fingir, pelo menos, que minha mentira é uma verdade. Agora, não se precisa do fingimento, pois basta que seja explícita e escandalosa &#8212; minto, logo faço.</p>
<p>O Irã tem uma bomba nuclear e a jogará em Israel. Os americanos estão repetindo isso o tempo todo, tornando uma ilação, uso um eufemismo, um fato. É a preparação para a guerra. E o papel da mídia é fundamental. Não digo para legitimar a guerra, mas sim para, simplesmente, repetir a mentira milhares de vezes. A repetição não transforma a mentira numa verdade, porém a insere no mundo e a torna cotidiana. Ela não mais desaparece quando confrontada com a verdade. Na verdade, como continua a repetição, ela permanece inteira e inequivocadamente mentirosa. Repito: não se repete mais uma mentira com o objetivo de torná-la uma verdade. Repete-se para mantê-la permanente. O assustador seria justamente isso: a permanência torna a mentira incontestável. Desmenti-la não tem efeito algum, nem mesmo gera reações ou comoções.</p>
<p>_O Iraque não tinha armas de destruição em massa? E daí?</p>
<p>Estamos num mundo onde a crítica perdeu a função. Ela pode ser tão explícita e repetitiva quanto a mentira, mas não tem efeito algum &#8212; pelo menos, em relação à mentira. Não é a censura ou mesmo a própria mentira que mata a crítica. É a indiferença. Tanto faz, tanto fez.</p>
<p>Quando enfim se faz a guerra, a mentira continua ali, ainda viva, como quem não quer nada. Só não tem mais tanto valor assim, pois seu uso passou e não há mais necessidade de repeti-la. Os fatos precisam de outras mentiras. Se antes a contestação não adiantava, agora, tornou-se também supérflua.</p>
<p>_E daí?</p>
<p>PS: fico pensando sobre a bomba iraniana. Os iranianos vão jogá-la e, depois, haverá a retaliação de Israel, que tem muito mais bombas, e o Irã desaparecerá do mapa. É uma tática bem curiosa. Os aiatolás são niilistas, dizem. Querem a bomba para cometer suicídio em massa, como disse Mark Weisbrot na Folha.</p>
<p>De todo modo, segundo esse jornalista, guerra somente após as eleições presidenciais americanas, pois a mentira tem, claro, calendário.</p>
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		<title>Servidão Moderna</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 08:41:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Peguei esse vídeo de coloração anarquista no blog de Azenha ( Viviani Leite, via Érica Teodoro, no Facebook.). Tinha que ser francês. A extrema-esquerda francesa, com a crise, está bem ativa. Já a dita esquerda, tipo o PS&#8230; Bem, pelo menos, seu candidato à presidência, François Holland, clamou contra a &#8220;delinquência financeira&#8221;. Ainda é um brado moralista. E a moral, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Peguei esse vídeo de coloração anarquista no blog de <a href="http://www.viomundo.com.br/denuncias/quando-as-palavras-nos-condenam-a-impotencia.html">Azenha</a> ( Viviani Leite, via Érica Teodoro<strong>, <a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=100000629356455">no Facebook.</a></strong>). Tinha que ser francês. A extrema-esquerda francesa, com a crise, está bem ativa. Já a dita esquerda, tipo o PS&#8230; Bem, pelo menos, seu candidato à presidência, François Holland, clamou contra a &#8220;delinquência financeira&#8221;. Ainda é um brado moralista. E a moral, na <em>realpolitik</em>, não move moinhos. Claro, as ficelas financeiras recobrem boa parte da elite do PS. O moralismo político não consegue ultrapassar os limites da hipocrisia. Mas é um começo. Falta agora falar sobre o modo de regulação do mercado.</p>
<p>Depois, com a vitória, manda prender os financistas e bota tudo na Bastille.</p>
<p><a href="http://www.blogdosperrusi.com/2012/02/09/servidao-moderna/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
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		<title>Wando</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 18:50:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Wando morreu. Era a cara das músicas de rádio da minha infância. As meninas suspiravam quando escutavam &#8220;Moça&#8221;. Suas músicas tocavam nos &#8220;assustados&#8221;. Era a suprema ocasião para dançar com as paqueras, levar um corte e voltar bêbado de paixão para casa.
Faço aqui uma homenagem e publico vários vídeos.
Wando &#8211; Moça &#8211; 1976
Clique aqui para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Wando morreu. Era a cara das músicas de rádio da minha infância. As meninas suspiravam quando escutavam &#8220;Moça&#8221;. Suas músicas tocavam nos &#8220;assustados&#8221;. Era a suprema ocasião para dançar com as paqueras, levar um corte e voltar bêbado de paixão para casa.</p>
<p>Faço aqui uma homenagem e publico vários vídeos.</p>
<p><strong>Wando &#8211; Moça &#8211; 1976</strong></p>
<p><a href="http://www.blogdosperrusi.com/2012/02/08/wando/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p id="watch-headline-title"><strong>Wando &#8211; Fogo e Paixão</strong></p>
<p><a href="http://www.blogdosperrusi.com/2012/02/08/wando/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p>Aliás, pesquisando no Youtube, encontrei vários sucessos do Globo de Ouro de 1976. Publico duas pérolas:</p>
<p id="watch-headline-title"><strong>Ruy Maurity &#8211; Nem Ouro nem Prata &#8211; 1976</strong></p>
<p><a href="http://www.blogdosperrusi.com/2012/02/08/wando/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p id="watch-headline-title"><strong>Hermes Aquino &#8211; Nuvem Passageira &#8211; 1976</strong></p>
<p><a href="http://www.blogdosperrusi.com/2012/02/08/wando/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p>Em tempo: o grande Avelar Idelber (<a href="http://revistaforum.com.br/idelberavelar/2012/02/08/wando-1945-2012-pioneiro-e-sedutor/" target="_blank">aqui</a>) tem uma opinião bem original sobre Wando. Nunca tinha pensado desse ponto de vista.  Sempre escutei Wando como um bom brega, explorando um filão erótico-amoroso, e não como pioneiro de temas como homossexualidade e protesto político. Vivendo e aprendendo.</p>
<p>Em tempo: para quem quiser visitar o site de Wando: <a href="http://www.wando.com.br/">http://www.wando.com.br/</a> . Parece que disponibilizaram as músicas.</p>
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