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	<title>Blog dos Perrusi</title>
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	<description>Crônica, política, doidice, o escambau!</description>
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    <title>Blog dos Perrusi</title>
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		<title>A Comédia dos Erros &#8211; Shakespeare</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 20:44:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Para aqueles que gostam de ler peças de teatro, ou para os que tem curiosidade pelo assunto, vai a dica da “Comedia dos Erros”, de Shakespeare. Uma leitura muito engraçada. Quem tiver a chance de ver no palco, vale a pena. Mas também é divertido ler a peça.
É uma história toda movida por qüiproquós, ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2010/09/shakespeare.jpg"><img class="size-medium wp-image-4574 aligncenter" title="shakespeare" src="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2010/09/shakespeare-224x300.jpg" alt="" width="224" height="300" /></a></p>
<p>Para aqueles que gostam de ler peças de teatro, ou para os que tem curiosidade pelo assunto, vai a dica da “Comedia dos Erros”, de Shakespeare. Uma leitura muito engraçada. Quem tiver a chance de ver no palco, vale a pena. Mas também é divertido ler a peça.</p>
<p>É uma história toda movida por qüiproquós, ou seja, confusões. A figura do qüiproquó é um artifício dramático que acontece quando uma pessoa é confundida com a outra, isso não é esclarecido e a trama segue adiante a partir desse equívoco. Também se aplica a situações em que os personagens conversam coisas com sentidos diferentes e vão cultivando uma encrenca que cresce ao longo da história.</p>
<p>&#8220;A Comédia dos Erros&#8221; é sobre dois pares de gêmeos que foram separados na infância e se reencontram involuntariamente 25 anos depois. Dois vivem na cidade de Éfeso, patrão e criado. E os outros dois, também patrão e criado, chegam à cidade. Mas naquele lugar ninguém sabe da coincidência e começam a tratar e armar tramas tanto com a dupla que vive na cidade quanto com os recém chegados. E assim cresce a confusão.</p>
<p>“A Comédia dos Erros” é considerada a primeira peça de Shakespeare e estreou provavelmente em 1594. Sua trama é baseada na peça “Os Menecmos” (Os Gêmeos), escrita no ano de 195 a.C. pelo dramaturgo romano Plauto. Sim, Shakespeare era um grande plagiador. A pirataria era plenamente aceita naquele passado. Em muitas de suas peças, seu brilho está na recriação e no tratamento, e não na fábula que  conta, no caso dessas peças recriadas.  A trama de  “Romeu e Julieta”, por exemplo, é baseada (beirando o plágio mesmo) num conto italiano escrito em 1554 por Matteo Bandello.</p>
<p>Esta edição da LPM (coleção Pocquet) da &#8220;Comédia dos Erros&#8221;está muito bem traduzida e tem uma leitura agradável. Fica a dica.</p>
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		<title>O dossiê do dossiê do dossiê&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 13:45:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Artigo fundamental de Leandro Fortes:
No modorrento feriado de Corpus Christi, os leitores dos jornais foram  inundados com informações sobre uma trama que envolveria a fabricação de  dossiês contra o candidato tucano à Presidência, José Serra, produzidos  por gente ligada ao comitê da adversária Dilma Rousseff. O time de  espiões teria sido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Artigo fundamental de <a href="http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&amp;a2=8&amp;i=6955" target="_blank">Leandro Fortes</a>:</p>
<blockquote><p>No modorrento feriado de Corpus Christi, os leitores dos jornais foram  inundados com informações sobre uma trama que envolveria a fabricação de  dossiês contra o candidato tucano à Presidência, José Serra, produzidos  por gente ligada ao comitê da adversária Dilma Rousseff. O time de  espiões teria sido montado pelo jornalista Luiz Lanzetta, dono da  agência Lanza, responsável pela contratação de funcionários para a área  de comunicação da campanha petista. O primeiro desses documentos seria  um relatório sobre as ligações de Verônica Serra, filha do candidato do  PSDB, com Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, do  Opportunity. Uma história tão antiga quanto os dinossauros e já relatada  inúmeras vezes na última década, inclusive por <em>CartaCapital</em>.</p>
<p>A  notícia sobre o suposto dossiê, que ninguém sabe dizer se existe de  fato, veio a público em uma reportagem confusa da revista Veja e ganhou  lentamente as páginas dos jornais durante a semana até ser brindada com  uma forte rea-ção do PSDB e de Serra. Na quarta-feira 2, o pré-candidato  tucano acusou Dilma Rousseff de estar por trás da “baixaria” e cobrou  explicações. A petista disse que a acusação era uma “falsidade” e o  presidente do partido, José Eduardo Dutra, informou que a cúpula da  legenda havia decidido interpelar Serra na Justiça por conta das  declarações.</p>
<p>Os boatos sobre a fábrica de dossiês parecem ser  fruto de uma disputa interna entre dois grupos petistas interessados em  comandar a estrutura de comunicação da campanha de Dilma Rousseff, um  ligado a Lanzetta, outro ao deputado estadual Rui Falcão. A origem dessa  confusão era, porém, desconhecida do público, até agora. <em>CartaCapital</em> teve acesso a parte do tal “dossiê” que gerou toda essa especulação.  Trata-se, na verdade, de um livro ainda não publicado com 14 capítulos  intitulado <em>Os Porões da Privataria</em>, do jornalista Amaury Ribeiro Jr.</p>
<p>O  livro descreve com minúcias o que seria a participação de Serra e  aliados tucanos nos bastidores das privatizações durante os dois  mandatos de Fernando Henrique Cardoso. É um arrazoado cujo conteúdo  seria particularmente constrangedor para o pré-candidato e outros tantos  tucanos poderosos dos anos FHC. Entre os investigados por Ribeiro Jr.  estão também três parentes de Serra: a filha Verônica, o genro Alexandre  Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Está sendo produzido há  cerca de dois anos e nada tem a ver com a suposta intenção petista de  fabricar acusações contra o adversário.</p>
<p>É essa a origem das  informações sobre a existência do tal “dossiê” contra a filha de Serra. E  a razão de os tucanos terem lançado um ataque preventivo às informações  que constam do livro. De fato, Ribeiro Jr. dedicou-se a apurar os  negócios de Verônica. Repórter experiente com passagens em várias  redações da imprensa brasileira, Ribeiro Jr. iniciou as apurações a  pedido do seu último empregador, o Grupo Diá-rios Associados, que  congrega, entre outros, os jornais Correio Braziliense e O Estado de  Minas. O livro narra, por exemplo, supostos benefícios obtidos por Marin  Preciado em instituições financeiras públicas, entre elas o Banco do  Brasil, na época em que outro ex-tesoureiro de Serra, Ricardo Sérgio de  Oliveira, trabalhava lá. Para quem não se lembra, Oliveira ficou famoso  após a divulgação de sua famosa frase “no limite da irresponsabilidade”  no conjunto dos grampos do BNDES.</p>
<p>Em uma entrevista que será usada como peça de divulgação do livro e à qual <em>CartaCapital</em> teve acesso, Ribeiro Jr. afirma que a investigação que desaguou no  livro começou há dois anos. À época, explica, havia uma movimentação,  atribuída ao deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), visceralmente ligado a  Serra, para usar arapongas e investigar a vida do governador tucano  Aécio Neves, de Minas Gerais. Justamente quando Aécio disputava a  indicação como candidato à Presidência pelos tucanos. “O interesse  suposto seria o de flagrar o adversário de Serra em situações escabrosas  ou escândalos para tirá-lo do páreo”, diz o jornalista. “Entrei em  campo, pelo outro lado, para averiguar o lado mais sombrio das  privatizações, propinas, lavagem de dinheiro e sumiço de dinheiro  público.”</p>
<p>A ligação feita entre o nome de Ribeiro Jr. e o  anunciado esquema de espionagem do comitê de Dilma deveu-se a um  encontro entre ele e Lanzetta, em Brasília, no qual se especulou sobre  sua contratação para a equipe de comunicação da campanha petista.  Vencedor de três prêmios Esso e quatro prêmios Vladimir Herzog, entre  muitos outros, Ribeiro Jr., 47 anos, é conhecido por desencavar boas  histórias. Herdeiro de uma pizzaria e uma fazenda em Campo Grande (MS) e  ocupado com a finalização do livro, o jornalista recusou o convite.</p>
<p>Na  entrevista de divulgação do livro, Ribeiro Jr. afirma que a obra  estabelece a ligação de diversos tucanos com as privatizações e desnuda  inúmeras ações com empresas <em>offshore</em> para fazer entrar no  Brasil dinheiro oriundo de paraísos fiscais. “São operações complicadas e  necessitam ser explicadas com cuidado para os brasileiros perceberem o  quanto foram lesados e em quanto mais poderão ser.”</p>
<p>A  aproximação entre Ribeiro Jr. e Lanzetta, contudo, teria sido suficiente  para que grupos interessados em ganhar espaço na campanha petista  desencadeassem uma onda de boatos sobre a formação de um time de  contraespionagem para produzir dossiês contra os tucanos. Diante do  precedente dos “aloprados” do PT, a mídia embarcou com entusiasmo na  versão depois assumida com tanto vigor pelos próceres tucanos. É mais um  não fato da campanha.</p>
<p>O mesmo fenômeno envolveu o ex&#8211;delegado  federal Onésimo de Souza, especialista em contraespionagem que chegou a  oferecer serviços ao PT de vigilância e rastreamento de escutas  telefônicas. Como cobrou caro demais, acabou descartado, mas foi  apontado como futuro integrante da tal equipe de arapongas de Dilma  Rousseff.</p>
<p>Por ordem da pré-candidata, qualquer assunto relativo a  dossiê e afins está proibido no comitê de campanha instalado numa casa  do Lago Sul de Brasília. Dilma se diz “estarrecida” com as acusações  veiculadas, primeiro, na revista Veja e, em seguida, por diversos outros  veículos &#8211; sempre com foco na suposta espionagem, nunca no conteúdo do  suposto dossiê. Aos auxiliares, a petista mandou avisar que não  aceitará, “em hipótese alguma”, a confecção de dossiês durante a  campanha e demitirá sumariamente quem se envolver com tal expediente.</p></blockquote>
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		<title>Impugnação</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 13:24:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Político]]></category>
		<category><![CDATA[Biscoito]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
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		<description><![CDATA[Li, no Biscoito, a seguinte notícia:
Acabam de entrar, nada mais, nada menos, com uma representação no  Tribunal Superior Eleitoral pedindo a impugnação da candidatura de Dilma  Rousseff, por uma violação de sigilo fiscal da filha de Serra, ocorrida  em setembro de 2009, sobre cujas relações com Dilma eles não possuem um  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Li, no <a href="http://www.idelberavelar.com/" target="_blank">Biscoito</a>, a seguinte notícia:</p>
<blockquote><p>Acabam de entrar, nada mais, nada menos, com uma representação no  Tribunal Superior Eleitoral pedindo a impugnação da candidatura de Dilma  Rousseff, por uma violação de sigilo fiscal da filha de Serra, ocorrida  em setembro de 2009, sobre cujas relações com Dilma eles não possuem um  fiapo, um miligrama, uma tutaméia de provas</p></blockquote>
<p><a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/" target="_blank">E já começaram a campanha de impugnação</a>.</p>
<p>O pedido está <a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/792587-serra-pede-cassacao-do-registro-de-dilma-por-causa-da-quebra-de-sigilo.shtml" target="_blank">aqui</a>:</p>
<blockquote><p>A coligação de José Serra (PSDB) entrou com uma representação do TSE  (Tribunal Superior Eleitoral) pedindo a cassação do registro da  candidatura de Dilma Rousseff (PT) por conta de quebras de sigilos  fiscais na Receita Federal.</p></blockquote>
<p>O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, está furioso:</p>
<blockquote><p>&#8220;A campanha da Dilma e a ação eleitoral do presidente Lula representam  hoje uma forte ameaça à democracia&#8221;</p></blockquote>
<p>Quando a reação começa a falar de &#8220;liberdade&#8221; e &#8220;democracia&#8221;, sempre será um motivo de preocupação. Mas, em se tratando de Sérgio Guerra, &#8220;a vida é um conto narrado por um idiota, cheio de som e fúria, significando nada&#8221;.</p>
<p>Honduras&#8230;</p>
<p>O modelo de todo reaça brasileiro.</p>
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		<title>O Marketing do Serra não é um desastre</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 03:08:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas de Fernando]]></category>
		<category><![CDATA[avaliação]]></category>
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		<category><![CDATA[eleição]]></category>
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		<description><![CDATA[Agora virou moda descer o cacete no marketing do Serra e, por tabela, no seu marketeiro. Isso parece coisa de torcedor vendo seu time tomar de goleada, que passa a desancar o treinador, o goleiro, o centroavante ou sei lá quem.
Esse ponto de vista parte da premissa de que o marketing político é tudo numa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora virou moda descer o cacete no marketing do Serra e, por tabela, no seu marketeiro. Isso parece coisa de torcedor vendo seu time tomar de goleada, que passa a desancar o treinador, o goleiro, o centroavante ou sei lá quem.</p>
<p>Esse ponto de vista parte da premissa de que o marketing político é tudo numa campanha eleitoral, que ele seria o grande responsável pelo desempenho do candidato. Pois bem, o marketing pode ter, eventualmente, grande parcela de responsabilidade por um desempenho eleitoral. Mas não é o fator mais importante. Não faz milagre. Não tem esse peso todo que lhe dão. Muito mais relevante para o posicionamento do eleitor, é a figura do candidato, considerando o candidato como o conjunto de atributos pessoais, políticos, administrativos, históricos, pitorescos, etc, que compõem esse personagem político. Isso tem infinitamente mais peso. Muitas vezes um perfil pode estar de antemão condenado a um desempenho pífio. Vamos considerar, por exemplo, que o Quércia fosse candidato a governador de São Paulo. Dificilmente o melhor marketeiro, a melhor equipe, a melhor e mais vibrante  campanha o faria ganhar uma disputa como essa. Porque o eleitorado paulista não vai com a fachada dele. Passou o seu tempo, foi acusado de corrupto e ficou com a imagem suja.</p>
<p>Um outro fator ainda mais decisivo para uma eleição, também tomando o personagem candidato como referência, é a comparação de um candidato com os outros candidatos. A situação do Serra se aplica mais a este caso. O problema dele é a comparação com a Dilma. Porque Dilma é Lula e Lula é Dilma. Serra está enfrentando um goverrno que tem índices de aprovação inéditos na história do Brasil (nunca antes na história deste país&#8230;). 79% de ótimo e bom é muita coisa. Mas o que mais impressiona, são aqueles que acham o governo Lula ruim ou péssimo: 4%, segundo o Ibope. 4%!!! Como enfrentar um governo com esse nível de avaliação? Como enfrentar um governo assim, num momento extremamente positivo da economia? Como enfrentar um governo que, após 8 anos, viu o país criar 14 milhões de empregos, quando no passado o desemprego era crônico? Etc, etc, etc. Não estou aqui avaliando o governo Lula, não é isso. Estou avaliando uma situação eleitoral.</p>
<p>A resposta, na minha opinião, é que o marketing político tem muito pouco a fazer na campanha do Serra. Acho até que o Serra tem feito bons programas de televisão. O de sábado passado foi melhor que o da Dilma, mais inteligente e falando de um jeito legal, com a atenção e com o coração do eleitor. Mas não é isso que vai determinar o resultado eleitoral.</p>
<p>Claro que a campanha do Serra cometeu erros. Querer posar de amigo do Lula é um erro duplo. Primeiro, porque não cola. O eleitorado não é estúpido e sabe que Serra é de um partido que bate e bateu bem no Lula nos últimos anos. Segundo, porque com isso ele corre o risco de irritar aqueles que o apóiam e perder votos entre eles. O editorial da Folha, publicado aqui no blog, é um exemplo disso.</p>
<p>A não ser que o Serra parta para alguma ação radical está muito difícil reverter a situação. E está ficando cada vez mais tarde para alguma ação radical. E não é culpa do marketing. É a correlação de forças da campanha. Muitas vezes, o marketing é inócuo quanto a isso.</p>
<p>Mas eleição é como futebol, só acaba no apito final. E estamos em agosto. O tempo que ainda falta para o dia da eleição é uma eternidade, do ponto de vista de uma campanha eleitoral.</p>
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		<title>Miséria de entrevista</title>
		<link>http://www.blogdosperrusi.com/2010/08/31/miseria-de-entrevista/</link>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 20:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[babaquice]]></category>
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		<category><![CDATA[idiotice]]></category>
		<category><![CDATA[inquirição]]></category>
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		<description><![CDATA[Diante da babaquice, Dilma mandou ver.
Por que os jornalistas não fazem perguntas inteligentes? Por que não perguntam sobre o programa da candidata? Por que perguntas sobre aparência, José Dirceu, fofocas políticas, Farcs (!) ?
Deve ser um plano petista para levantar a bola, e Dilma chutar de primeira.
Por outro lado, não achei a entrevista uma inquirição, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4510" class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a href="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2010/08/DilmaDandoDedo.jpg"><img class="size-full wp-image-4510" title="DilmaDandoDedo" src="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2010/08/DilmaDandoDedo.jpg" alt="" width="320" height="284" /></a><p class="wp-caption-text">Diante da babaquice, Dilma mandou ver.</p></div>
<p>Por que os jornalistas não fazem perguntas inteligentes? Por que não perguntam sobre o programa da candidata? Por que perguntas sobre aparência, José Dirceu, fofocas políticas, Farcs (!) ?</p>
<p>Deve ser um plano petista para levantar a bola, e Dilma chutar de primeira.</p>
<p>Por outro lado, não achei a entrevista uma inquirição, como afirmam alguns blogueiros. Só achei boboca.</p>
<p>Lá vão os vídeos da entrevista global:</p>
<p><a href="http://www.blogdosperrusi.com/2010/08/31/miseria-de-entrevista/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p><a href="http://www.blogdosperrusi.com/2010/08/31/miseria-de-entrevista/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
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		<title>Até que Marina&#8230;</title>
		<link>http://www.blogdosperrusi.com/2010/08/31/ate-que-marina/</link>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 12:24:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Político]]></category>
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		<category><![CDATA[casamento gay]]></category>
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		<category><![CDATA[simpatia]]></category>

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		<description><![CDATA[Parece que estou mudando, lentamente&#8230;
Acho que estou gostando de Marina.
Mas, ainda, gostaria de vê-la demarcando suas posições religiosas de suas posições sobre a laicidade da República.
Quem sabe: _como Assembleia de Deus, sou contra o casamento gay, mas a separação entre o público e o privado faz-me defender o direito laico do contrato civil entre duas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parece que estou mudando, lentamente&#8230;</p>
<p>Acho que estou gostando de Marina.</p>
<p>Mas, ainda, gostaria de vê-la demarcando suas posições religiosas de suas posições sobre a laicidade da República.</p>
<p>Quem sabe: _como Assembleia de Deus, sou contra o casamento gay, mas a separação entre o público e o privado faz-me defender o direito laico do contrato civil entre duas pessoas do mesmo sexo.</p>
<p>Ou até: _embora acredite na possessão demoníaca, não proibirei a internação dos possuídos em asilos psiquiátricos.</p>
<p>De todo modo, suas posições ecológicas são interessantes. Nesse quesito, ela foi convincente.</p>
<p>Porém, não consegui entender, até agora, como articulará ecologia e economia capitalista, sem &#8220;luta de classes&#8221;. Caso exista uma afinidade eletiva entre capitalismo e ecologia, gostaria de ver a demonstração.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A oposição não acabou, nem acabará e… nem deve acabar</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 22:05:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[É curioso ver a mídia e a oposição adotarem o discurso catastrófico de que o PT dominará o Brasil. O pior dessa visão desastrosa são seus heróis sinceros &#8212; são os mesmos que adorariam o fim da &#8220;raça&#8221; petista. Porém, pensar que a esquerda domina esse país é uma quimera. Ora, o PT deu uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É curioso ver a mídia e a oposição adotarem o discurso catastrófico de que o PT dominará o Brasil. O pior dessa visão desastrosa são seus heróis sinceros &#8212; são os mesmos que adorariam o fim da &#8220;raça&#8221; petista. Porém, pensar que a esquerda domina esse país é uma quimera. Ora, o PT deu uma guinada e se alojou no centro. Tudo bem, é de centro-esquerda, mas deixou de ser esquerda-esquerda faz tempo, a tal ponto que causou um curto-circuito geral na ideologia política brasileira: afinal, o que é e o que faz a esquerda brasileira? Inclusive, a diferença programática entre PSDB e PT tem apenas como base uma diferença de posicionamento em relação ao centro – um mais à direita; outro, mais à esquerda, respectivamente &#8212; no fundo, no que toca os papéis do Estado e do Mercado. De todo modo, em relação aos imensos problemas do país, principalmente o da desigualdade, a diferença torna-se fundamental &#8212; na atual conjuntura, o milímetro que separa os dois partidos é um abismo.</p>
<p>Questões factuais:</p>
<ol>
<li>A mídia não é de esquerda, muito pelo contrário – falar em hegemonia, atualmente, sem poder de mídia, é escolasticismo. Na verdade, a mídia “endireitou” nesses últimos tempos. Vide a Folha e, principalmente, a Veja.</li>
<li>O Congresso não é de esquerda. E uma maioria de esquerda no Parlamento está longe, muito longe de acontecer;</li>
<li>A maioria das pesquisas mostra que a população brasileira, politicamente, é de centro e, culturalmente, conservadora. Uma hegemonia não é baseada apenas na adesão a um programa político, e sim, fundamentalmente, a um conjunto de valores;</li>
<li>Na década de 90, houve uma “vitória simbólica” da direita brasileira, no embate político-cultural, que ainda terá consequências político-organizativas; na verdade, já teve, pois é só perceber a agressividade udenista de Serra, que fala até em república sindicalista, vejam só. Mas o que quero dizer com “vitória simbólica”? Temos, atualmente, uma base social conservadora muito mais articulada do que aquela que existia nas primeiras décadas depois do fim da ditadura militar – o conservadorismo saiu calado e de fininho, mas não derrotado do final da ditadura. É um conservadorismo que não tem mais vergonha de se autoproclamar de direita, que defende, publicamente, o golpe de 64, fala de &#8220;ditabranda e trocou a temática do comunismo pela do terrorismo – é absolutamente antiesquerda. É um velho conservadorismo que se reciclou sob a batuta de sua referência eterna: a direita americana. E já tem um <a href="http://www.blogdosperrusi.com/2010/08/19/ditabranda-e-mito/" target="_blank">modelo de democracia</a>: o golpe “legal” de Honduras – uma direita que tem uma visão bem instrumental do Estado de Direito. Querem um exemplo de instrumentalização do Estado de Direito? Lembrem-se de Gilmar Mendes, cuja voz não é nem um pouco solitária – a propósito, a maioria do Supremo é conservador, embora alguns defendam o STF, <a href="http://www.blogdoalon.com.br/2010/08/e-so-abrir-porta-2908.html" target="_blank">como uma fortaleza em defesa das liberdades de expressão e de imprensa</a>. É uma direita que pede por um partido político ou por uma reconfiguração partidária.</li>
<li>Se a oposição ganha São Paulo, Paraná e Minas, o que é bastante possível, terá todas as condições de se reconstruir, inclusive, imediatamente, depois da derrota na eleição presidencial;</li>
<li>Justamente por causa do ponto 4, não quero a extinção dos ranfastídeos, pois sua existência dilui, em tese, a constituição de um partido de direita, que não seja essa coisa ridícula chamada DEM. Só desejo sua vulnerabilidade política e, claro, um pouco de humilhação &#8212; um tiquinho de prazer é feito vinhozinho gaulês, é bom e só faz bem.</li>
<li>Ah, sim, quase ia me esquecendo de algumas lições republicanas. Confesso que tenho uma desconfiança do petismo, essa esquerda que ainda tem um modelo restrito de república &#8212; convenhamos, uma esquerda que não conseguiu sequer fazer, em oito anos e com uma abordável correlação de forças, uma reforma política, ou acredita no conto da dita &#8220;governabilidade&#8221; ou, pior, instrumentalizou o conto para defender melhor seus intere$$es. Não sei se desejo um PT extremamente poderoso, cooptando tudo que é movimento social e sufocando qualquer alternativa de esquerda mais democrática e republicana.</li>
</ol>
<p>Em suma, a esquerda festeja, com razão, a possível vitória de seu centro nessas eleições, mas subestimar a correlação de forças é um erro antigo, que já gerou alguns desastres políticos no século vinte (o Golpe de 64 foi, <em>também</em>, produto de uma completa subestimação da correlação de forças da época). Se a leitura doidivana de que “varremos do mapa a direita e a oposição”, muito parecida com a do <a href="http://www.viomundo.com.br/politica/papo-com-um-experiente-analista-do-cenario-politico.html" target="_blank">dono do Ibope</a>, em relação ao PT, vingar e transformar o realismo político em voluntarismo, estamos é ferrados.</p>
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		<title>Novo Blog!</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 01:28:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avisos]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
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		<category><![CDATA[layout]]></category>
		<category><![CDATA[migração]]></category>

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		<description><![CDATA[
Houve migração.
Não foi fácil. Quem pensa que atravessar o Estreito de Bering é tranquilo está redondamente enganado. A travessia é dura e cheia de percalços durante o caminho. E é longa, podendo durar alguns milhares de anos. Há frio, muita inundação, predadores no encalço, acidentes, o escambau.
Sendo tão penosa a travessia, por que fazê-la? Foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2010/08/AvesMigrantesEmFormacao.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-4414" title="AvesMigrantesEmFormacao" src="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2010/08/AvesMigrantesEmFormacao.jpg" alt="" width="500" height="300" /></a></p>
<p>Houve migração.</p>
<p>Não foi fácil. Quem pensa que atravessar o Estreito de Bering é tranquilo está redondamente enganado. A travessia é dura e cheia de percalços durante o caminho. E é longa, podendo durar alguns milhares de anos. Há frio, muita inundação, predadores no encalço, acidentes, o escambau.</p>
<p>Sendo tão penosa a travessia, por que fazê-la? Foi feita por causa de uma mudança mística. O antigo servidor não dava mais conta das necessidades transcendentais do blog. Quando morrem as crenças, escafedem-se os deuses. Sem servidor, não há blog, logo, para tê-lo, novamente, arruma-se outro deus, outro servidor. A mudança foi uma necessidade religiosa. Com o novo servidor, recuperou-se a fé, pois um novo deus é suficiente para criar outra vontade.</p>
<p>O novo servidor criou novas necessidades. Como se adaptar ao novo ambiente? Depois da migração, tudo era novidade: clima, vegetação, predadores, alimentação – tudo. A migração trouxe a necessidade de um salto evolutivo, um pulo na forma e na configuração do blog. Mas o blog não suportaria uma migração e uma mudança randômicas – seria destruído pela aceleração do caos e da entropia. A complexidade não resiste ao acaso. Precisa de uma seleção. Embora o blog tenha informação organizada armazenada, logo, um projeto, não é um processo que siga uma direção, mesmo que involuntária. Além do mais, o blog não tinha a capacidade de adaptação. Migraria e ficaria como estava, impassível e eterno. E seria extinto. Por isso, precisou de uma seleção dirigida – apelou a um Designer Inteligente.</p>
<p>Ninguém precisou rezar para que aparecesse o Criador. Ele estava aqui e ali, lá e acolá, o tempo todo. Já tinha criado o antigo blog, por que não o recriaria, novamente? Por que não outro com um novo <em>design</em>? Um com o mesmo nome, mesmas manifestações, os Perrusi, esses seres fantasmagóricos, mas com uma forma diferente.</p>
<p>E o Designer Inteligente surgiu e, Fiat Lux, fez outro layout, praticamente outro Blog. Dimas, o demiurgo da internet, passou mais de um mês trabalhando na nova forma. Quase era demitido do trabalho, pois, como todo Criador, sofre de obsessão e compulsão. E a Criação mora nos detalhes. Todo o Universo é feito de pixels e informação binária, além dos links. Pois é&#8230;</p>
<p>Sim, além da migração para outro servidor, temos um novo layout.</p>
<p>Entende-se, agora, a vantagem do Criacionismo. O deus está tão perto que se pode até fazer diversas sugestões. Pode-se pedir e, assim, influenciar a Criação. Bons tempos aqueles de Cadmo e Harmonia quando os deuses viviam entre os humanos. É legal o contato direto com o Transcendental. E Dimas é um Criador gente fina. Fica-se até desconfiado com tanta boa vontade. Nesse Brasil velho e enfadado, qualquer gesto de atenção, e a gente pensa logo em jeitinho, que o Cara quer nos enganar, ainda mais um Designer Inteligente.</p>
<p>Depois da migração e do novo layout, o blog ficou lindo. E ficou funcional. O objetivo era o leitor, ao acessá-lo, ter rapidamente uma ideia geral do conteúdo do blog. Há pontos fixos e pontos livres &#8212; o &#8220;destaques&#8221;, onde aparecerão textos novos sobre os mais variados assuntos; embaixo, três locais fixos: &#8220;drops&#8221; (comentários mais ou menos rápidos), &#8220;política&#8221; (posts políticos, mais longos, já que estamos em plena eleições e é assunto de interesse dos Perrusi) e uma coluna fixa para as estórias do Reverendo Tsé-Tsé.</p>
<p>A mudança obrigará, para o bem ou para o mal, os Perrusi a escreverem um bocado. Pois, convenhamos, será preciso dar conta da beleza do blog. E isso, só escrevendo.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o blog sairá do seu antigo egocentrismo. Era uma mônada, isolada do universo. Agora, fará parte de uma rede de blogs. Aos poucos, aparecerá a propaganda dos blogs, pois a rede está em plena criação. Já têm banners, lá em cima, piscando os blogs da rede.</p>
<p>A rede, por enquanto:</p>
<p><a href="http://www.torcedorcoral.com/" target="_blank">Torcedor Coral</a> &#8211; blog do único time de futebol que presta. O resto é distorção da Máfia dos 13.</p>
<p><a href="http://www.estradar.com/" target="_blank">Estradar</a> &#8211; blog literário do Criador, de Dimas. O demiurgo gosta de escrever por linhas certas.</p>
<p><a href="http://inscritosempedra.blogspot.com/" target="_blank">inscritoempedra</a> &#8211; blog de um poeta doido, vulgo Geo. Mudará de endereço. Dimas já fez seu blog, já estaria, em tese, noutro endereço, mas o poeta não apareceu, estando certamente nalgum mundo parnasiano. Aguardemos, pois. Por enquanto, coloco seu endereço antigo.</p>
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		<title>Paraguai será Honduras?</title>
		<link>http://www.blogdosperrusi.com/2010/08/27/paraguai-sera-o-novo-honduras/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 12:56:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Boron]]></category>
		<category><![CDATA[direito]]></category>
		<category><![CDATA[golpe branco]]></category>
		<category><![CDATA[Honduras]]></category>
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		<category><![CDATA[Paraguai]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho dito que Honduras é o modelo. Pois bem&#8230;
Por Atilio A. Boron 

Con  tal de crear las condiciones para producir un “golpe de Estado  institucional” como el que derrocara a Mel Zelaya en Honduras, el  Congreso paraguayo parece dispuesto a convertirse en el hazmerreír de  América al responsabilizar al ministro de Defensa, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho dito que Honduras é o modelo. <a href="http://www.pagina12.com.ar/diario/elmundo/4-151844-2010-08-23.html" target="_blank">Pois bem</a>&#8230;</p>
<p><span style="color: #800000;">Por Atilio A. Boron </span></p>
<div id="cuerpo">
<p><span style="color: #800000;">Con  tal de crear las condiciones para producir un “golpe de Estado  institucional” como el que derrocara a Mel Zelaya en Honduras, el  Congreso paraguayo parece dispuesto a convertirse en el hazmerreír de  América al responsabilizar al ministro de Defensa, Luis Bareiro Spaini,  por la desaparición de&#8230; ¡tres fusiles en el cuartel del Comando de  Estado Mayor del Ejército en Campo Grande! La acusación y el eventual  juicio político, que tendrá que ser aprobado por la Cámara de Senadores  donde ya fue girado, ignora olímpicamente algo que los señores diputados  deberían saber: en Paraguay, el ministro de Defensa no tiene mando de  tropa, de modo que no tiene injerencia alguna en los cuarteles o  destacamentos militares. Lo que en ellos ocurra es algo que excede sus  atribuciones. Pero esta nimiedad no disuadió a los conspiradores, que  necesitan valerse de cualquier pretexto para despojar al presidente  Fernando Lugo de uno de sus más leales colaboradores y, de ese modo,  abrir la puerta para declarar su inhabilitación y, en caso de que el ex  obispo católico se resistiera, apelar a las fuerzas armadas para hacer  cumplir la resolución del Congreso y rematar su ofensiva destituyente.  En otras palabras, reeditar el libreto preparado por Washington y  exitosamente aplicado en Tegucigalpa, y dar un paso más en la  “normalización” de la situación política en las díscolas comarcas al sur  del Río Grande.</span></p>
<p><span style="color: #800000;">Pese a las incoherencias y vacilaciones de la gestión del presidente  Lugo, su sola presencia –producto de una inédita movilización popular  en repudio al sofocante legado del stroessnismo– es un inaceptable  estorbo para los designios estadounidenses en la región. Si bien hasta  el momento Lugo se ha cuidado de mantener muy cordiales relaciones con  la Casa Blanca y consentido el irritante protagonismo de la embajada en  los asuntos internos del Paraguay, un amplio espectro del establishment  norteamericano lo percibe con mucha aprensión y lo sataniza como el  peligroso bienhechor que, a pesar suyo, puede convertirse en el  catalizador de procesos políticos mucho más radicales, al estilo de los  que existen en la vecina Bolivia o en el más lejano Ecuador. En las  afiebradas alucinaciones de los halcones del Pentágono y el Departamento  de Estado, Lugo aparece como una suerte de Kerensky tropical que al  igual que su predecesor ruso terminará abriendo la puerta a una  insurgencia plebeya de incalculables proyecciones y grávida de serias  repercusiones en la geopolítica regional. Esto es así porque Paraguay  ocupa un lugar privilegiado para cerrar, desde el Sur, el anillo de  bases militares que rodea la gran cuenca amazónica, fuente de toda clase  de recursos energéticos, biodiversidad, minerales estratégicos y agua,  sobre todo agua. Esa es la razón por la que aprovechando la increíble  distracción de la Cancillería y el alto mando militar brasileño, dos  bases ya se han instalado en ese país, en Pedro Juan Caballero y en  Mariscal Estigarribia. Si algo sobra en Paraguay es agua, el “oro azul”  cada vez más escaso y que según los expertos será causante de las  principales guerras que habrán de librarse en el presente siglo.</span></p>
<p><span style="color: #800000;">Y no sólo el agua que fluye por la superficie sino también la que lo  hace bajo tierra, en el imponente Acuífero Guaraní. Si a esto se le  suman las buenas relaciones que Lugo mantiene con Chávez, Morales y  Correa; el papel de algunos proyectos conjuntos de cooperación  internacional que irritan de sobremanera al imperio, como por ejemplo el  ALBA Cultural, o el intercambio de petróleo por alimentos entre Pdvsa y  el Paraguay; su colaboración con otros gobiernos progresistas de la  región y su apoyo a la Unasur, se comprende la urgencia de Washington y  sus peones narcofascistas paraguayos en desprenderse cuanto antes de su  indeseable presencia. El eventual juicio político a Bareiro Spaini será  la antesala de la destitución de Lugo. Por eso es necesario unir fuerzas  en toda América latina para frustrar los planes golpistas del  imperialismo y sus aliados. Si el modelo destituyente instalado en  Honduras se reitera una vez más, el futuro de los gobiernos democráticos  y populares de la región se verá muy seriamente comprometido. Destituir  a Lugo, aun con las argucias leguleyas con que se lo intentará, es un  ataque no sólo al pueblo paraguayo que lo eligió como presidente sino a  todos los gobiernos de la región, cuya activa solidaridad con el  Paraguay es hoy más urgente que nunca.</span></p>
<p><span style="color: #800000;"><em>* Politólogo.</em></span></p>
</div>
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		<title>Orwell x Huxley</title>
		<link>http://www.blogdosperrusi.com/2010/08/24/orwell-x-huxley/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Aug 2010 23:02:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artur Perrusi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentário]]></category>
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		<description><![CDATA[
VanVan, o cientista cearense, envia um post muito interessante que compara Aldous Huxley e George Orwell. Sim, talvez seja esquemático, mas é elucidativo.
Foram dois escritores que me influenciaram bastante. &#8220;Admirável Mundo Novo&#8221; e &#8220;1984&#8243; eram meus livros de cabeceira. Dois livros, duas cacetadas no totalitarismo. Enquanto Orwell desconstrói o comunismo totalitário e, por isso, tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2007/12/tempo.jpg"><img class="size-full wp-image-75 aligncenter" title="tempo.jpg" src="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2007/12/tempo.jpg" alt="" width="507" height="341" /></a></p>
<p>VanVan, o cientista cearense, envia um post muito interessante que compara <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aldous_Huxley" target="_blank">Aldous Huxley</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/George_Orwell" target="_blank">George Orwell</a>. Sim, talvez seja esquemático, mas é elucidativo.</p>
<p>Foram dois escritores que me influenciaram bastante. &#8220;Admirável Mundo Novo&#8221; e &#8220;1984&#8243; eram meus livros de cabeceira. Dois livros, duas cacetadas no totalitarismo. Enquanto Orwell desconstrói o comunismo totalitário e, por isso, tem como objeto o totalitarismo &#8220;clássico&#8221;; Huxley, acredito, vai mais além, abordando o que chamo de totalitarismo &#8220;biopolítico&#8221;, que existe como potência e como momento nas nossas democracias contemporâneas. Nesse sentido, o alerta de Huxley é bem atual.</p>
<p><span style="font-size: medium;"></span>Enquanto o totalitarismo &#8220;clássico&#8221; (comunismo e fascismo) aponta para a radicalização da soberania, logo, o paroxismo do poder do &#8220;soberano&#8221; em determinar quem vive e quem morre na sociedade &#8212; a soberania é o controle da morte e depende de um &#8220;centro&#8221;, do Estado; Huxley aponta para um tipo de totalitarismo (se é que é isso mesmo) que tem como objeto a vida, o controle da vida, por meio da medicalização da &#8220;política&#8221;, do individualismo e do hedonismo. Não é mera coincidência que esse tema apareça muito em Foucault, com suas noções de biopoder e de biopolítica. Estaríamos justamente numa sociedade na qual o controle da vida tornou-se fundamental &#8212; o diagnóstico foucaultiano é bem pessimista, mas não chego a tanto: vejo como inevitável a biopolítica na democracia contemporânea; porém, não a vejo como <em>necessariamente</em> totalitária.</p>
<p>Na sociedade moderna, a biopolítica passaria ainda pelo Estado, por meio de suas &#8220;políticas públicas&#8221;, mas seria baseada na autonomia individual, na compulsão pelo &#8220;cuidado de si&#8221; (eu, por exemplo, preocupado com colesterol e com corridas diárias na praia de Intermares &#8212;  <img src='http://www.blogdosperrusi.com/wp-includes/images/smilies/icon_mrgreen.gif' alt=':mrgreen:' class='wp-smiley' />  . Não causa surpresa a importância gigantesca da medicina e da biologia e, até como correlato, do mecanismo básico da ideologia contemporânea: a naturalização de todo e qualquer valor moral.</p>
<p>(pensem na obsessão contemporânea por argumentos biologizantes para provar qualquer valor em disputa na sociedade &#8212; desde a noção de &#8220;raça&#8221; até a questão da homossexualidade &#8212; aqui, a &#8220;prova genética&#8221;  pode ser interpretada tanto como uma &#8220;doença&#8221;, caso de várias seitas evangélicas, como uma &#8220;normalidade&#8221; inscrita no patrimônio genético da espécie humana, caso de várias organizações gays, principalmente americanas)</p>
<p>Aproveito e faço uma &#8220;interpretação&#8221; histórica para ilustrar o argumento: a partir do fim do estalinismo, o totalitarismo soviético dá uma guinada e se torna “biopolítico”; assim, não há mais mortes e fuzilamentos, e sim “reintegrações”, utilizando-se abundantemente a “psiquiatria” (a medicalização, como sedação da dissidência, é fundamental para o novo totalitarismo) – não se mata mais o dissidente, mas se preserva a sua vida num outro patamar.</p>
<p>Fazendo outra viagem na maionese: numa sociedade totalitária e biopolítica, os judeus não seriam exterminados, mas viveriam para sempre em Auschwitz. Seriam refugos, para utilizar a noção de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zygmunt_Bauman" target="_blank">Bauman</a>, como são os palestinos nos campos de refugiados, mas seriam preservados em vida, mas uma vida sem humanidade, uma &#8220;vida nua&#8221; de <em>homo sacer</em> (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Agamben" target="_blank">Agamben</a>).</p>
<p>VanVan pescou o post <a href="http://thahy.com/" target="_blank">daqui</a>:</p>
<p><a href="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2010/08/admiravel-mundo-novo-19841.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-4089" title="admiravel-mundo-novo-19841" src="http://www.blogdosperrusi.com/wp-content/uploads/2010/08/admiravel-mundo-novo-19841.jpg" alt="" width="540" height="4310" /></a></p>
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