Arquivos para ‘Variedade’ Categoria

Abandono do barco

8 de março de 2010, às 13:47h

Pesquei a animação no blog Quanto Tempo Dura?

Cliquem na animação, do contrário não funciona. Vá saber…

Leiam também a entrevista de Jarbas Vasconcelos no Acerto de Contas. Desânimo geral.

Marina e Avatar

7 de março de 2010, às 14:59h

Marina queria ser assim

Marina Silva, candidata à Presidência da República, gostou de Avatar (aqui).  Ela gostou mesmo. Faço algumas citações:

A guerreira na’vi bebendo água na folha como a gente bebia.

Bonito essa identificação aquática.

Me tocou muito ver a guerreira na’vi ensinando os segredos da mata. Veio à mente minhas andanças pela floresta com meu pai e minhas irmãs.

Não consegui aprender nenhum segredo da floresta com a guerreira Na’vi. Fui na floresta, aquela que está dentro da UFPB, e não consegui fazer nenhuma relação entre a sua vegetação e a da floresta de Pandora. São planetas diferentes, penso eu. Além do mais, o ar de Pandora é venenoso. Acho essa informação importante, politicamente: Pandora é venenoso para os humanos.

É incrível revisitar, misturada à grandiosidade tecnológica e plástica de Avatar, a nossa própria vida, também grandiosa na sua simplicidade.

Minha vida é menos simples do que complicada. É uma pena, pois queria ser simples, sem complicação. Para o bem ou para o mal, não consegui fazer relação alguma entre a babaqu… ops! o filme Avatar e a minha vida.

Chorei diversas vezes e um dos momentos mais fortes foi quando derrubam a grande árvore. Era a derrubada de um mundo, com tudo o que nele fazia sentido

Não chorei e, agora, estou com uma baita consciência de culpa. Posso ainda chorar?

E, em seguida, a grande beleza da cena em que, para ser novamente aceito no grupo, tem a coragem de fazer algo fora do comum, montando o pássaro que só o ancestral da tribo tinha montado, num ato simbólico de assunção plena de sua nova identidade.

Tive acesso ao roteiro original. O herói foi morto pelo bicho monstruoso. Ele arrancou seu coração e o comeu. Foi um final mais dramático e mais realista.

Impossível não fazer as conexões entre o mundo de Pandora, em Avatar, e nossa história no Acre.

Rapaz, não consegui perceber relação alguma entre Avatar e a história do Acre. Sou um insensível, e a ignorância nutre minha alma.

A ficção dialoga muito profundamente com a realidade.

Sei… o planeta é vivo.  Na verdade, a ficção dialoga com o realismo mágico da ecologia profunda.

Encontrei na tela, em 3D e muita beleza plástica e criatividade, um laço profundo e emocionante com a nossa saga no Acre, com Chico Mendes. E percebi que, assim como no filme, éramos considerados praticamente alienígenas, não humanos, não portadores de direitos e interesses diante dos que chegavam para ocupar nosso espaço.

Marina apelou. Não se deve invocar, em vão, o nome de Chico Mendes .

No Acre nos deparamos com muitos que viam nossos argumentos como sinônimo de crendices, superstição. Coisa de gente preguiçosa que seria “curada” pelo suposto progresso de que eles se achavam portadores.

Se os argumentos eram do naipe da profundidade política de um representante do povo Na’vi…  sei não. No Acre, gritava-se “Eywa, Eywa, Eywa”?! O fanatismo telúrico como política ecológica, eis a questão.

A força está em, de certa maneira, nos levar a sermos avatares também e a tomar partido, não só ao estilo do Bem contra o Mal, mas em favor da beleza, da inventividade, da sobrevivência de lógicas de vida que saiam da corrente hegemônica e proclamem valores para além do cálculo material que justifica e considera normais a escravidão e a destruição dos semelhantes e da natureza.

Achei meu “povo”

E, se nada mais tenho a dizer sobre Avatar, quero confessar que aquele povo na’vi tão magrinho e tão bonito foi para mim um alento. Quando fiquei muito magra, na adolescência, depois de várias malárias e hepatite, me considerava estranha diante do padrão de beleza que era o das meninas de pernas mais grossas, mais encorpadas. Sofria por ser magrinha demais, sem muitos atributos. Agora tenho a divertida sensação de que, finalmente, achei o meu “povo”, ainda que um pouco tarde. Houvesse os navi na minha adolescência e, finalmente, eu teria encontrado o meio onde minhas medidas seriam consideradas perfeitamente normais.

No roteiro original, os Na’vi eram obesos e comedores de carne crua. Em tese, não tenho nada contra os gordos — será que são ecologicamente incorretos? Tudo bem, queria ser bonito como um Na’vi, embora os ache altos demais.

Marina é uma Na’vi, uma extraterrestre. Além de ser ambígua com o criacionismo, curte a deusa Gaia. Identifico-me com outra cepa ecológica e faço outro elogio à razão.  E, como Prometeu, odeio todos os deuses, em particular, os da moda, especialmente, Gaia.

Pelo menos, decidi que não votarei nela; sim, por puro sectarismo, confesso.

Acho que estou de mau humor…

PS: Avatar é uma mistura malfeita de clichês: os “avatares” de Matrix, as aeronaves de Guerra nas Estrelas, os bichos de Parque Jurássico, tendo como pano de fundo um sincretismo vulgar que combina misticismo ecológico, mito do bom selvagem, tecnofobia e anticapitalismo. Mas as cenas são lindas, de fato.

Encontrei na tela, em 3D e muita beleza plástica e criatividade, um laço profundo e emocionante com a nossa saga no Acre, com Chico Mendes. E percebi que, assim como no filme, éramos considerados praticamente alienígenas, não humanos, não portadores de direitos e interesses diante dos que chegavam para ocupar nosso espaço.

Zéfiro

7 de março de 2010, às 13:59h

Quem quiser um pouco de erotização antiga, bem leve, sem o peso vulgar do pornô atual, visitem esse site, aqui — aliás, quem gosta de desenho bem feito, vale a pena:

Carlos Zéfiro

Carlos Zéfiro (abraços, agora, amigáveis)

Paranoia e Cinismo

6 de março de 2010, às 13:04h

A psiquiatria é uma ciência exata.

Querem um exemplo de paranoia?

Vejam, abaixo:

Imagem de Amostra do You Tube

Outro nome interessante para essa enfermidade é: cinismo.

Fim do mundo

5 de março de 2010, às 10:14h

Há sinais do fim do mundo, claro. Acredito, piamente. Tenho, apesar disso, dificuldade em perscrutá-los. Mas esse abaixo é tão óbvio, tão evidente…

Boneca inflável para cachorros

Primeira Sex Doll para cães do mundo já está disponível no mercado

A primeira boneca do mundo para cães praticarem sexo que foi lançada oficialmente na 8º edição da Pet South America em julho deste ano no Brasil, já está disponível no mercado para compra.

Há razões para crer que isso não resolve o problema.

Estou, agora, na praia de Intermares, esperando o tsunami…

Porra, esqueci a cerveja!

Boneca inflável para cachorros
POR VIVES | EM SEM CATEGORIA | TAGS: CÃES

 

   

    


 

  

 

   




 





!
 


”
Você deve conhecer ou já deve ter ouvido falar sobre essas bonecas para
homens que são populares em Sex Shops de todo o mundo. Existem
aquelas infláveis, inteiras de silicone, entre outros modelos. Pois é, agora
uma empresa com sede no Brasil e Estados Unidos iniciou as vendas da
primeira boneca para cães do mundo. É isso mesmo, uma boneca para cães
praticarem sexo. A maioria dos cães não castrados e até mesmo alguns que
são castrados, vivem atrás de alguma coisa para tentar praticar relações
sexuais. Eles tentam cruzar com almofadas, bichos de pelúcia, pernas alheias e até mesmo com
outros animais.
Para acabar com isso, e melhorar a vida dos cãezinhos, a empresa PetSmiling, está trazendo ao
mercado a DoggieLoverDoll: uma cadela fabricada em borracha macia (vinil) de alta resistência e
com canal vaginal de silicone.
A boneca está disponível no tamanho pequeno e em breve terá suas versões em tamanho médio e
grande para poder atingir todas as raças existentes. “Tive a idéia de fabricar a boneca, quando meu
maltês começou a querer pegar a perna de todo mundo. Fui pesquisar sobre o produto para comprar
e não encontrei em lugar nenhum do mundo. Resolvi fabricá-lo!”, revela Marco Giroto, proprietário
da empresa PetSmiling, responsável pela novidade mundial. O produto é exclusivo e já foi
patenteado nos principais países do mundo onde ele será comercializado. O produto demorou um
pouco para ficar disponível, pois foi preciso melhorar o produto deixando o brinquedo com mais
aspecto de cão, ou seja, essa versão já é uma segunda versão melhorada. A novidade mal foi lançada
e já recebeu pedidos de vários países, inclusive, dos Estados Unidos, Alemanha, Itália, Japão, China
entre outros.
Durante a fase de testes do produto, com alguns cães, inclusive com o maltês Flock (responsável
pelo surgimento da idéia), os animais mostraram uma melhor qualidade de vida que foi medida pela
diminuição da ansiedade, menos latidos, menos demarcações de território. Ou seja, os cães vivem
melhor, pois colocam para fora toda sua sexualidade reprimida, durante anos, em alguns casos.
Quando o cão tenta cruzar com pernas, bichos de pelúcia e outros objetos, ele dificilmente consegue
chegar à ejaculação; já com a DoggieLoverDoll, ele consegue. Os cães possuem um grande apetite
sexual e essa novidade, com certeza, irá melhorar a vida deles. Lembrando que nem todos os cães
aceitam a novidade. É necessário um pequeno treinamento com o cão para que ele se acostume com
o brinquedo, pois não existe nenhum atrativo para o animal uma vez que tal atrativo poderia deixar
o cão mais ansioso. O brinquedo serve também como um educador para que o cão saiba que é neste
brinquedo que ele tem que “praticar” e não em pernas alheias.
A novidade pode ser encontrada em breve nos melhores pet shops do mundo e já está sendo vendida
pelo site www.petsmiling.com ou pelo telefone (11) 4063-7007. O produto custa R$260,00 para o
tamanho pequeno. Os pet shops que quiserem revender a novidade, que promete sacudir o mercado
PET (em pleno crescimento), poderão entrar em contato com a empresa no telefone (11) 4063-7007
ou pelo e-mail contato@petsmiling.com.

QI e fidelidade

1 de março de 2010, às 20:25h

Cuidado, é uma burrice.

Muitas vezes, a psicologia evolutiva e a economia (elas se encontram nalguns pontos das ciências humanas) apresentam uma vulnerabilidade bem tosca: ao pensarem que são ciências protegidas pelo rigor do método, esquecem que são influenciadas pelo contexto histórico e social. Certa economia, por exemplo, pensa que o indivíduo é uma máquina de calcular competindo com outras máquinas num ambiente de mercado. Matematiza-se a ação racional dessas máquinas e se joga no computador, como simulação. No ambiente virtual, tudo funciona perfeitamente; na vida real, são outros quinhentos. Por isso, essa economia, geralmente afinada com o mundo financeiro, nunca dá uma dentro… Não, não, estou sendo implicante. Essa economia funciona muito bem para ganhar dinheiro (no mercado, até se pode imaginar as pessoas funcionando como máquinas racionais, compulsivamente atrás de grana) — ela é, na verdade, um desastre para prever crises e ajudar o bem comum.

Já certa psicologia social esconde-se atrás da evolução para legitimar crenças morais. Evolução vira “progresso” e, no fundo, uma filosofia moral. Possui um desprezo impressionante pelas ciências sociais, oferecendo respostas fáceis a problemas sociais e históricos complexos, e faz o gosto da mídia — faço a hipótese de que a mídia prefere comumente uma explicação simplista a uma mais complexa, que exigiria mais esforço cognitivo e mais pesquisa.

Leiam aqui, por exemplo, essa pérola sobre a função evolutiva do estupro:

Do ponto de vista evolutivo, ele foi vantajoso para os homens. Pegar mulheres à força permitia que um macho fizesse dezenas, centenas de filhos, coisa que contou pontos no jogo da evolução.

Desse ponto de vista, meus caros amigos, recomendo a prudência, já que, dentro de nós, existe um monstro violador. Aposto que um de vocês, nesse exato instante, teve uma fantasia sexual extremamente violenta. Ahá, peguei você, hein, seu tarado!

Outro exemplo interessante é o estudo de um especialista em psicologia evolutiva da London School of Economics, Satoshi Kanazawa, que tenta demonstrar que

homens inteligentes estão mais propensos a valorizar a exclusividade sexual do que homens menos inteligentes.

Em suma, seu estudo vincula o QI baixo à infidelidade. Leiam aqui. Cito alguns trechos da reportagem:

Kanazawa analisou duas grandes pesquisas americanas a National Longitudinal Study of Adolescent Health e a General Social Surveys, que mediam atitudes sociais e QI de milhares de adolescentes e adultos.

Ao cruzar os dados das duas pesquisas, o autor concluiu que as pessoas que acreditam na importância da fidelidade sexual para uma relação demonstraram QI mais alto.

De acordo com o estudo, o ateísmo e o liberalismo político também são características de homens mais inteligentes.

Evidentemente, ele tem toda razão a respeito do ateísmo. Sou a prova viva dessa constatação :mrgreen: . Errou, claro, em relação ao liberalismo político…

Kanazawa acrescenta, ainda, que o estudo conclui

que o comportamento “fiel” do homem mais inteligente seria um sinal da evolução da espécie

Vejam que o termo “sinal da evolução da espécie” é normativo, significando apenas o sentido comum de “progresso” e de um tipo que implica “evolução moral”. O homem evoluído é um indivíduo liberal, ateu e fiel — moralmente superior, quem sabe. Deve ser anglo-saxão, pelo visto.

Discutindo essa instigante questão numa mesinha de bar, um colega, que não é nem um pouco inteligente, chorava suas tolices. Num instante de lucidez, levantou a seguinte conjetura:

_Os homens de QI mais alto são inteligentes porque nunca foram descobertos.

Fiquei espantado com a hipótese. Kanazawa, do alto de sua inocência positivista, esqueceu-se, talvez, desse pequeno detalhe. Confesso que não quero nem pensar nas consequências evolutivas e morais, caso essa suposição se confirme cientificamente. Fico assim calado. Diante do indizível, é melhor fechar a boca. No fundo, achei o devaneio de meu colega uma temeridade.

De todo modo, mesmo um burro pode ter seus momentos de clarividência. Meu colega sabe que não é inteligente, pelo menos do ponto de vista da psicologia evolutiva, porque pulou feio a cerca e foi pego de maneira vergonhosa. Imaginem, usou seu cartão de crédito num lugar muito, muito suspeito. E tem conta conjunta, a anta. Além do mais, sua mulher é bancária…

Vai ser burro assim no raio que o parta.

Anabela de Malhadas

1 de março de 2010, às 17:48h

Pesquei esse vídeo no NPTO – aliás, quem quiser uma boa discussão política passe por lá.

É um concurso de rádio lá em Portugal. As pessoas ligam e precisam acertar o peso de um saco. O locutor dá a margem permitida do peso. Anabela, a ouvinte, apesar da insistência do locutor, insiste em dizer sempre um valor fora da margem permitida. A conversa, aos poucos, fica surreal…

Imagem de Amostra do You Tube

O julgamento de Gil

19 de fevereiro de 2010, às 19:10h

Bosquímano, o único aborígene austrialiano que teima em dizer que é pernambucano e que torce pelo Santinha, envia um vídeo bem interessante:

O Julgamento de Gilberto Gil por uso de Maconha em 1976

Imagem de Amostra do You Tube

Domingueira

19 de fevereiro de 2010, às 18:45h
  1. Incrível, Kassab foi cassado. Claro, ainda há o direito a recurso, mas, simbolicamente, depois das enchentes, mostra o descalabro do “esquema Serra”. Alguns comentaristas (aqui — acho essa análise psicologizante e despolitizada, pura doxa), talvez, de forma precipitada, falam do fim da Era Paulista na política nacional. Mas o lulismo já não representava um pouco esse fim, desde o final da Era Tucana, em 2002?
  2. Na esquerda, a Era Paulista continua, afinal, o fiador principal da canhota não é o PT paulista, que domina nacionalmente e dita, de cima pra baixo, todas as regras da política de esquerda no Brasil?
  3. Serra está tão desprestigiado — dizem isso, talvez, de forma precipitada — que já se especula sobre o perfil da próxima oposição: sairá do ventre do próprio Lulismo. É o que diz o pessoal do PSB — já escutei que Aécio entra no PSB, e o partido ficaria com três lideranças de peso: Eduardo Campos, Ciro e Aécio. Tais lideranças seriam capazes de enfrentar Lula em 2014?
  4. Dilma em 2010; Lula em 2014. É lulismo demais para o meu gosto. Aliás, o que gosto mesmo do lulismo é o seguinte: ele mete raiva na direita e nos tucanos. O resto, fico na minha. Em suma, minha sensibilidade política chegou no nível mais baixo possível.
  5. É verdade que, no congresso do PT, tinha um imenso painel com o seguinte enunciado: “Com Dilma, pelo caminho que Lula nos ensinou”?! Meu Deus, e tem amigo meu que continua com a lengalenga de refundar o partido. Inclusive, notei que todo petista que diz isso está nalgum cargo administrativo, seja federal, estadual ou municipal. Expiação de quê?
  6. Por favor, petistas, aliança com o PMDB não, por favor… Faz uma aliança com o PSB! Junta pragmatismo com um tico de programa! Só queria um naco de ideologia, um pouquinho para respirar…
  7. Precisamos de uma crítica à esquerda do PT urgente, urgente, senão estamos lascados. O mundo à esquerda do PT é um deserto de ideias e de vontade. Proponho que a nova esquerda seja um enorme sarapatel. Que se misture tudo, sem azedar o prato. O caminho é a culinária! Eita, delirei. Foi o Bolcheviquex 1917 mg que tomei. Ainda não consigo sair dos delírios do século XIX, esperando alguma novidade no XXI. Aqui jaz uma feijoada de esquerda.
  8. Talvez, Jon Elster, um marxista analítico, tenha razão: a esquerda deve se trancar no Museu Britânico, assim como fez o velho Marx, para estudar, criar novos conceitos e entender a realidade — acho essa ideia bem interessante, contanto que tenha um pub no British Museum (parece que tinha um na época de Marx, além de um cabaré).
  9. Outra ideia mais radical seria aquela proposta por Tsé-Tsé: criar uma base permanente na Lua, servida por ônibus espaciais, além de expedições humanas a Marte. A esquerda estudaria a realidade complexa dos humanos em paz, numa boa, sem a luta de classes que atrapalha tanto, cá entre nós, a partir da Lua ou de Marte. Desse retiro espacial, surgiriam propostas lunáticas ou marcianas que dariam o novo norte às políticas da nova esquerda.
  10. Lendo o artigo de Yoshiaki Nakano na FSP (aqui), fiquei pensando… A base social do lulismo é diferente da do petismo? Provavelmente… Dizem que a base social do petismo sempre foi a classe média e a do lulismo, o povão. Mas lembro que a classe média brasileira aumentou com “a mega-ascensão de famílias pobres à classe C, que tem renda mensal de R$ 1.115 a R$ 4.808” (esse tipo de análise de estratificação social é bem engraçada, coisa de economista, mas vá lá…). Parece que a classe C representa 52% da população brasileira. Juntando todas as ditas classes médias, teríamos um contingente de 90 milhões de pessoas. É uma baita base social, na qual caberiam lulismo e petismo de uma forma confortável. O lulismo seria, assim, a fração C do petismo? :mrgreen:
  11. A Grécia, hein?! A imagem de financistas sem escalpos, pendurados de cabeça pra baixo, com o sangue pingando e inundando o meio-fio, onde vira-latas bebem a se fartar, é uma imagem recorrente entre os gregos, atualmente.
  12. Orgasmo sem sexo (aqui). Terapeuta tântric@, manipulando o gozo d@ paciente: “é um atendimento profissional, sem intenção sexual ou afetiva entre cliente e terapeuta”. Sem malícia, claro.  Uma descrição neutra da técnica:

A massagem começa com toques na parte interna das coxas, que lembram os da drenagem linfática e visam a umidificação da vagina. Em seguida, há toques na pélvis, na virilha, na vulva, nos lábios externos e internos, no períneo.
O clitóris é manipulado e alongado, em um método criado pelo fundador do centro, Deva Nishok. Segundo ele, é possível aumentar o tamanho desse órgão (e o prazer), liberando-o dos vínculos ligamentosos do osso púbico. É a fase, na massagem, chamada de “extrusão do clitóris”.
No final da sessão, o terapeuta usa o vibrador em vários pontos dos genitais da mulher.
“São estimulados pontos internos também, como o G. Quando a vibração começa, eu choro, me alivia. As ondas se espalham pelas áreas sensíveis e acordam outras, muitas, que estavam adormecidas. O prazer toma o corpo todo, são muitos orgasmos. É fantástico”, diz V.

13. Com a massagem  “lingam” (pênis), o homem é capaz de até quatro ejaculações e de oito a dez orgasmos secos, tudo isso em uma hora e meia de sessão. Fico calado. Não sei o que dizer. Estou me sentindo um eunuco, cá entre nós… O preço, achei caro: R$ 299 por 90 minutos. Será que tem por internet?

Apesar dela, apesar de mim

17 de fevereiro de 2010, às 9:53h

A resposta de Camus é atual, poderia ser dita lá no Bar Real, esperando um bloco de carnaval passar.  O bloco passou, a esquerda entrou num beco e encontrou um muro.

_Sr. Camus, o sr. ainda faz parte da esquerda?

_Sim, apesar dela e apesar de mim.

Daria um samba…