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Golpe?

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Discussão fundamental de Paulo Arantes. Problematiza a noção de “golpe”, de uma maneira muito mais rica do que Luis Eduardo Soares. Não nivela governos petistas com governos de direita, embora lhes faça crítica contundente — não é um “nivelador”, como muitas posições de extrema-esquerda e da Rede. Ao mesmo tempo, de forma irônica, insinua que, se não estamos diante de um golpe, talvez estejamos defronte de algo muito pior (vem aí distopia inominável? Como diz Paulo Arantes, realizaremos “Dogville” no Brasil?).

Está no momento 1:45:00h

Imagem de Amostra do You Tube

Paulo Arantes, mesmo que tenha razão, não foge do que poderíamos chamar de “análise do impasse”. Arantes, como é comum nas suas análises, diagnostica nosso impasse histórico, a tal ponto que, politicamente, paralisa-nos. Não há evasão possível. O resto é o silêncio dos vencidos. E, nesse momento, é fundamental sairmos justamente do “impasse”, com a noção de “golpe” ou não, não importa.

Se tudo está pegando fogo, não quero ficar numa banheira cheia d’água, porque as chamas também vão me pegar.

Mantenho minha posição: diante do que vem, o que importa, nesse momento, na prática política, não é a definição exemplar e acadêmica do que seja “golpe”, e sim a unificação das posições “contra-o-que-aí-está” e a mudança de paradigma organizativo (“frente”, “fórum”, “coletivo”, “horizontalidade”, “redes sociais”, o escambau).

“Golpe”, enfim, ainda é melhor e mobiliza mais, porque revela as contradições do “do-que-aí-está”, do que “distopia”, “erro”, “medidas antidemocráticas” ou até “casuísmo”, como defende Luvanor.

Torcedor

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