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Ninguém deve obediência a golpistas

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O dinheiro comprou o que tem pior na política brasileira. Péssimo investimento. Típico do capitalismo basileiro. Comprou canalhas. Saiu na mídia que 20 deputados da chapa do golpe estão envolvidos em falcatruas. O golpe, assim, será produto de salafrários. Canalhas comandados por canalhas, eis a tragédia da democracia brasileira. E a tragédia não acabará depois do impeachment. Ficará pior.

E Janot, rápido no gatilho, em se tratando de senador petista, demora e demora para agir contra um fascínora. Ou é irresponsável ou apoia o golpe (ou os dois, dada a idiotice alheia). Talvez, tenha medo, afinal é um mortal, mesmo de toga. Seu recuo em relação à famosa lista de Furnas, à delação de Youssef, às contas em Lienchenstein, ao “pó pará” de senador são evidentes. Enquanto isso, Cunha deu outro golpe e retirou o relator do Conselho de Ética. Se aquilo é um conselho de ética, imagino como deve ser o Conselho dos FDPs. O antigo relator diz que foi ameaçado de morte. Por quem? Alguém imagina? Janot pensa o que sobre isso? Nada? E Temer, o traíra, acha que estamos em plena normalidade democrática. Imbecil.

Como não odiar Cunha, pergunto-me. Como não odiar quem apoia Cunha, faço outra pergunta.

A democracia tem a virtude de transformar o inimigo em adversário, mas como fazê-lo com Cunha e seus apoiadores?

Alguém pensa que a tranquilidade voltará com o impeachmente de Dilma? Ora, depois do impeachment, começa a “guerra” — no jargão, começam as mobilizações de massa. Mas, durante as mobilizações, voltam os militares? A esquerda vai às ruas; mobiliza-se contra o programa econômico do PMDB-PSDB, um programa pior do que o de Dilma; mobilização, radicalização política, “caos social” —  quem aparece? Será sangrento.

Quem obedecerá a um governo Temer, aliado de Cunha? Quem? Os coxinhas? A direita paulista?

Os tucanos irresponsáveis, que começaram essa bagunça, são pobres de espírito, pois não sabem o que fazem. Será ódio, será confronto. Não haverá normalidade democrática. Haverá guerra entre inimigos. É o cúmulo da ilusão pensar que haverá reunificação nacional sob a batuta de Temer, Cunha e Aécio.

Pois ninguém deve obediência a golpistas.

Em tempo: Luciana Genro, ao defender eleições gerais em 2016, foi simplesmente… burra. Vai ser burra assim no PSOL. O que está em jogo é muito mais grave. Ela deveria escutar seu companheiro de partido, Jean Willys, muito mais ponderado e clarividente.

Em tempo2: tudo bem, o golpe vem a galope, mas há comédia nessas plagas. Primeiro, aquela carta rídicula de Temer; agora, Kátia Abreu joga vinho na cara de Serra — que cena! Pena que não tem vídeo.

Torcedor

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