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Mandela e o ressentimento

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Jânio de Freitas, na Folha, talvez tenha feito o comentário mais profundo sobre Mandela. É um comentário e não propriamente uma análise, mas condensa de uma maneira perfeita os significados políticos e morais a respeito desse grande personagem da história. É perfeito, pois absolutamente aplicável às condições pelas quais se faz política no Brasil. É sobre o ressentimento.

Mandela não se permitiu o ressentimento, um feito, no seu caso, tão gigantesco quanto suas demais vitórias

Certas pessoas, raríssimas, parecem acima da condição humana. Nelson Mandela foi um desses seres inexplicáveis.

Passar na prisão 27 anos, com a consciência de que só lhe acontecia assim por defender uma das mais grandiosas causas universais, e emergir desse massacre sem ressentimento, com propósitos e atos de quem fosse servido por 27 anos com o melhor da vida –isso excede o humano. O animal homem não é assim.

O ressentimento é um dos menos lembrados sentimentos. E dos mais determinantes de vidas pessoais e do andar da história. Mandela não foi Mandela por suas ideias de democracia racial. Mandela só pôde ser Mandela porque não se permitiu o ressentimento, um feito, no seu caso, tão gigantesco quanto suas demais vitórias.

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