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A crueldade como justiça

1 comentário

Conscientemente, Joaquim Barbosa humilhou Genoino. Escolheu a dedo a maldade, pois sabe da cardiopatia do petista. Fez tudo de propósito. E teve imenso prazer. Arriscou a vida do deputado ao obrigá-lo a viajar de avião sem necessidade alguma. E aumentou o sofrimento ao colocá-lo em regime fechado de prisão, quando o certo, o decidido no próprio STF, era o semiaberto (claro, usando do cinismo jurídico, ao não especificar o regime de prisão). Já sabíamos que Barbosa era arrogante, petulante, autoritário, exibicionista, histriônico. Eram atributos de seu imenso ressentimento contra o mundo — mas que ficasse restrito à sua infinita soberba. Infelizmente, agora sabemos de outra faceta: a crueldade. O seu exercício só revela o tamanho de sua covardia.

Joaquim Barbosa é um perigo à democracia. Pensei que Gilmar Mendes e Marcos Aurélio de Mello estivessem no topo do cinismo jurídico, seja no afago a banqueiro delinquente, seja na defesa hipócrita da ditadura militar. Barbosa é pior, bem mais perigoso. Ele é simplesmente mau.

Os democratas terão um longo aprendizado na atual conjuntura. Aprenderão enfim que um déspota de toga é igual ou pior do que um golpista fardado.

Por outro lado (e no outro lado), nenhuma reação de indignação do PT. Cadê a presidenta? Cadê o governo? Cadê as lideranças? A solidariedade a Genoino pode atrapalhar o projeto de poder, a campanha presidencial de 2014? É isso?

A solidariedade virou uma noção incompatível com o realismo político.

É uma esquerda de merda.

PS: um governo de esquerda que colocou Fux e Barbosa como ministros do STF, que se ajoelhou diante de procuradores gerais ensandecidos, que nunca lutou seriamente pela regulação da mídia corporativa… bem, repito, é uma esquerda de merda.

 

DimasLins
  1. Artur, pode ficar certo de que a pior ditadura que existe é a do judiciário. O que mais se pode esperar?
    Um abraço de Erínia.

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