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Dia de jogo

2 comentários

Qual é a importância do Santinha para a vida?

Todo tricolor sabe que a vida é uma merda. O Santinha, assim, surge para tornar a vida possível e desejável. Foi um modo de reagir a uma condição pessimista ou trágica, cujo fim é o aniquilamento. Vive-se e se aniquila. Mas reação não é solução. O Santinha é incapaz de inverter a sabedoria de Sileno, o deus silvestre dos gregos, para quem o bem supremo é não ter nascido, é nada ser. Vida, afinal, é sofrimento, dor, insegurança… Portanto, contra a dor, a morte e o sofrimento, o tricolor divinizou a sua existência medíocre, criando o Santinha.

Mas o Santinha é ilusão. É uma aparência necessária à libertação da dor. No Arruda, o time horroso, pelo fato mesmo de sua presença, é um antídoto contra o absurdo da existência. O time bosta tem a aparência do belo, simplesmente porque dá sentido à vida.  Sim, a beleza é uma ilusão, mas sua aparência é fundamental. Por isso, o Santinha é uma crença. Não é como o Curíntias ou o Flamengo, necessidades econômicas. O Santinha, como crença, é uma obrigação. É uma obrigação que o clube impõe como condição de sua própria existência: uma obrigação moral de mentir segundo uma condição estabelecida: acreditar na ilusão como se fosse verdade, pois a verdade são ilusões que foram, afinal, esquecidas. O Santinha, quando joga, insurge-se contra a aparência, sendo aparência.

O tricolor não é um torcedor qualquer, que vai a campo pensando que seu clube é a verdade. Ele vai consciente do valor da ilusão, pois sabe que tudo é  figuração, transfiguração e criação. Sabe que o Santinha não possui a verdade — longe disso! O tricolor não tem nada a descobrir, somente a inventar.

(disse tudo isso porque já, já vou ao Arruda assistir ao retumbante embate entre o Santinha e o CRB. Claro, tive que beber para escrever e, principalmente, continuarei bebendo para assistir à pelada. E, evidentemente, já vou filosoficamente preparado para a derrota, pois, antes de ser nietzschiano, o tricolor somos é gato escaldado)

Em tempo: numa partida épica, simplesmente ganhamos. Time do carai…

Torcedor
  1. André Tricolor Virtual

    Grande Artur,

    O Santa é isso mesmo, é uma eterna vontade de ser verdade … Ama-se pelo fato de existir uma felicidade guardada lá pelas bandas do Arruda, mas, que toca inicialmente dentro de nossos corações.

    E aí tivemos que aguardar 84 dias para vermos nossa estreia na Copa do NE, que foi melhor do que se esperava.

    Falta realmente um bom ataque, graças que Philco não deu nenhum `curto-circuito`, e o Caça sempre preso na ratoeira de suas limitações técnicas. Agradou a zaga, os volantes Pedra e Sandro Manoel … Renatinho (embora com problemas nas finalizações e passe), joga pra frente, sem medo e o bom garoto Natan que precisa apenas de ritmo de jogo. Sorriso tende a crescer no meio de campo e falta vermos o atacante PC jogar. Agradou também o Danilo Santos.

    Gostei! Vamos que vamos, sem largar a Frevo Cola geladíssima!

    Abraço meu amigo, sábado nos vemos no jogo contra o Feirense!

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