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Wando

15 comentários

Wando morreu. Era a cara das músicas de rádio da minha infância. As meninas suspiravam quando escutavam “Moça”. Suas músicas tocavam nos “assustados”. Era a suprema ocasião para dançar com as paqueras, levar um corte e voltar bêbado de paixão para casa.

Faço aqui uma homenagem e publico vários vídeos.

Wando – Moça – 1976

Imagem de Amostra do You Tube

Wando – Fogo e Paixão

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Aliás, pesquisando no Youtube, encontrei vários sucessos do Globo de Ouro de 1976. Publico duas pérolas:

Ruy Maurity – Nem Ouro nem Prata – 1976

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Hermes Aquino – Nuvem Passageira – 1976

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Em tempo: o grande Avelar Idelber (aqui) tem uma opinião bem original sobre Wando. Nunca tinha pensado desse ponto de vista.  Sempre escutei Wando como um bom brega, explorando um filão erótico-amoroso, e não como pioneiro de temas como homossexualidade e protesto político. Vivendo e aprendendo.

Em tempo: para quem quiser visitar o site de Wando: http://www.wando.com.br/ . Parece que disponibilizaram as músicas.

DimasLins
  1. Bem do Wando eu só conheço as duas músicas que você colocou aqui.
    O senador Eduardo Suplicy o homenageou hoje em seu discurso, recitando trechos de Fogo e Paixão http://tvuol.uol.com.br/assistir.htm?&tagIds=47975&time=all&orderBy=mais-recentes&edFilter=editorial&video=eduardo-suplicy-le-trecho-de-fogo-e-paixao-no-senado-veja-04020C193760C0A92326
    e de Moça
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/1045928-em-homenagem-a-cantor-suplicy-recita-versos-de-wando-no-senado.shtml
    Senti falta de um vídeo do Odair José aí no post, rs!

  2. Que é isso, Artur? Até hoje “Nuvem Passageira” me emociona. Na época, gostava tanto da música que vivia cantarolando e ouvindo o disco. Não seria exagero dizer que meus filhos foram criados ao som dessa música. É bem verdade que a sinfonia nº 41 de Mozart estava também presente. De qualquer forma, os filhos (agora na faixa dos quarenta) estão ótimos, ou quase ótimos. Acho que a “Nuvem Passageira” ajudou. Beijos.

    • Minha mãe me ninava com Nuvem Passageira. Fui internado com crises convulsivas. Na adolescência, tive surtos psicóticos. Minha sorte é que pararam de tocar a música, senão…

      Mas corro risco mesmo de vida é quando escuto Kukukaya, com Elba Ramalho. Na última vez, entrei em coma.

  3. Posso ser chato? Posso.(hehehe)

    Wando era gente boa pra caramba. Mas o texto do Avelar exagera, e muito, nas qualidades, por assim dizer, artísticas do compositor e cantor mineiro.

    Para começar ele nunca foi exímio violonista. O fato dele ter feito iniciação no violão clássico não quer dizer absolutamente nada; foi iniciação e só.

    Eu o vi tocar uma peça chamada “jeux interdits”* (batizada aqui de romance de amor) de forma totalmente mais ou menos. E é uma peça para iniciantes, que qualquer aluno de mediano para baixo toca no mesmo nível ou melhor.

    Dizer que a formação “clássica” pode ser notada no arranjo e na linha melódica de “moça” é surreal. Qualquer música romântica da época usava o mesmo padrão de arranjo de cordas. Quanto à linha melódica, tem tanto parentesco com o clássico quanto uma sinfonia de Mozart com a MPB.

    Pioneiro do protesto político em 1977 (ano de gravação de Presidente da Favela)? E toda a geração dos anos 60 onde fica?

    E dizer que a música teve “grande impacto sobre a forma de organização das comunidades mais pobres” beira o delírio tremens. Música nenhuma daquela ou de outra época teve tal impacto. Aliás, desconheço qualquer música, que tenha esse poder.

    No máximo pode servir de hino em passeata de protesto, caso da indefectível música de Vandré. No caso de Wando, nem o fã mais descabelado lembra dele por causa dessa música.

    A organização das comunidades teve outros vetores, que você, como doutor em ciências sociais, deve saber muito bem.

    O texto do Avelar tende para um populismo barato que obscurece um pouco suas qualidades. Essa história de MPB elitista, que bom é o que vem do povão é pura festividade.

    Luiz Gonzaga, Cartola (pedreiro, lavador de carros), Nelson Cavaquinho, Nelson Sargento, Candeia, Adoniran Barbosa e outros grandes nomes podem ser chamados de tudo, menos de MPB elitista.E produziram uma obra de qualidade anos-luz distante da de Wando.

    Quando o cara é bom, não interessa de onde ele veio ou a qual classe social pertence, a qualidade, ou a falta dela, é intrínseca à obra.

    Tem gente vinda do povão que fez ou faz porcaria, e gênios vindo desse mesmo povão. Da mesma forma, há quem seja bem nascido e faça coisas geniais e quem faça porcarias.

    Além do mais, o Avelar parece ter uma ligação emocional/afetiva com a música do Wando que prejudica uma análise mais crítica da qualidade do legado do bardo mineiro.

    Posto isto, respeito o profissional Wando, que deu duro para conseguir seu lugar, sua postura despretensiosa e bem humorada, e o cara correto que ele era. O que não me obriga a tecer loas falsas à qualidade artística de sua obra e colocá-la num patamar no qual ela não está. Separemos as coisas.

    *Eu mesmo já toquei isso. Mal, mas toquei – há vinte e tantos anos atrás.

  4. E eu escrevi pensando que seria verbal e virtualmente espancado.

    Cynthia, essa é de lascar. A whitney Houston tinha uma tremenda voz, mesmo não fazendo meu estilo, mas essa música é caso de polícia.

  5. Artur, rapaz…
    Parece que você não tem sorte com seus impulsos musicais. Lembra daquela estorinha bonitinha da banda mais bonita da cidade? Foi porrada para todo lado!
    Mas Ducaldo abalou Paris, realmente. Pôs as coisas no lugar. Abraço

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