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Ave Ronaldo, o fenômeno
Minha geração teve o privilégio de assistir jogar, ao vivo e pela TV, os maiores jogadores de toda a história do Futebol. Didi, Nilton Santos, Garrincha e Pelé (os maiores deles todos), Ademir da Guia, Tostão, Reinaldo, Ronaldo, somente para citar brasileiros; também, por aqui mesmo, Amauri, Tará e Siduca do Santinha.
Emocionado, vejo agora pela TV a entrevista de Ronaldo, despedindo-se do futebol profissional.
Não se trata de ficar triste. Foram, na verdade, cerca de vinte anos de prazer vendo-o jogar pelo Cruzeiro ─ aquele gol engraçadíssimo tirando a bola do goleiro do Bahia ─ pelo PSV, Barcelona, Inter de Milão, Real Madri, Milan e, para encerrar, Corinthians.
E pela Seleção do Brasil!
Por que ficar triste? Afinal de contas, Ronaldo encerra sua gloriosa carreira totalmente lúcido, com saúde e muito bem resolvido financeiramente. É bem verdade que sua alegria de jogar futebol, seu talento excepcional e o prazer que ele nos proporcionou não são coisas que se repetem todos os dias.
Acompanhei a carreira de nosso herói nacional em todos os clubes porque ele passou, inclusive por nossa seleção. Muitas vezes, simples e unicamente para vê-lo jogar.
Contudo, Ronaldo deixou apenas de ser um jogador profissional. Ele continua como merecido herói nacional. Minha alegria e agradecimento continuam por ter sido testemunha dos seus feitos esportivos.
Não tenho nada a acrescentar do que já se falou e escreveu sobre Ronaldo.
Apenas dizer: MUITO OBRIGADO RONALDO!
PS (PF): ele e Romário foram os maiores centroavantes que tive o prazer de ver jogar. Outro, sendo holandês, foi Van Basten. O que sempre me impressionou, no fenômeno, era sua arrancada — inigualável! Na arrancada, víamos toda sua potência — uma força da natureza realizando-se. Parecia a explosão de uma supernova. Uma singularidade que rompia o equilíbrio cósmico de uma partida de futebol.
Foi uma mistura de rapidez e técnica que, dificilmente, será repetida novamente.
Três vídeos do Fenômeno:


















Assino embaixo.
Belo texto, Perrusi Pai.
Bonito, muito bonito.