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Guitarra de Prince
Não gosto de Prince, longe disso, mas que o cabra toca bem uma guitarra, ah, se toca. A prova? Esse vídeo abaixo:
Greatest Guitar Solo Ever
E, claro, a versão favorita de VanVan de While My Guitar Gently Weeps:
E Raspberry Beret, a música que levou o ex de Cynthia a um colapso nervoso. Não recomendo aos espíritos mais sensíveis. Consegui escutá-la e assistir ao vídeo, porque fui treinado para operações de guerra psicológica:

















Muito legal essa versão – embora tenha uma melhor ainda com George Harrison, pouco antes de morrer.
Ei, o que tem de errado com Prince? Estranho. Meu ex também detestava, e quando que fazia alguma coisa que eu não gostava, ameaçava cantar Raspberry Berret pra ele. Sempre funcionava.
She wore a raspberry berret…
Minha versão preferida de “while my guitar gently weeps”, http://www.youtube.com/watch?v=nr7v5lLQhHQ
…também não aturo Prince e fiquei com abuso ainda maior no período que ele se tornou “aquele se chamava Prince” e adotou aquele símbolo estranho.
Prince é osso mesmo. Enchiam a bola dele, mas acho que não consigo me lembrar nem de 3 músicas dele que eu goste. Essa fase do símbol, então, foi muita frescura para o meu colesterol.
Abs.
Oba! Vou cantar Raspberry Berret pra todo mundo!
Coloquei a versão favorita de VanVan.
E, claro, fiz uma homenagem a Cynthia e coloquei o vídeo de Raspberry Berret.
Escrevo de um clínica de repouso. Pensei que era forte, mas não aguentei ver Prince de… azul!
Oxe! Cadê Animal????
Animal também não suporta Prince. Se escafedeu pra Intermares. Por pouco não ganha de Artur no duelo por Scarlett. Prova que Animal era o mais lúcido dos Muppets, apenas incompreendido.
Pois eu gosto muito, mas não de tudo, claro. O cara é um tremendo músico, porém, há muito tempo deixou de ser interessante – desde o disco Diamond and Pearls.
É um baita guitarrista, toca piano muito bem, além de baixo e bateria, afora saber tudo de estúdio e ler bem partitura, coisa rara no pop/rock. Nos seus discos, quase sempre, toca todos os instrumentos e faz todos os vocais.
Sempre gostei da diversidade de sua música, com referências ao rock, funk/soul ou pop music e da ousadia nas letras.
MIlles Davis, que o admirava, disse uma vez que o considerava uma espécie de novo Duke Ellington.
Quem também ficou impressionado com ele foi o Arrigo Barnabé. Contou tê-lo visto dando um canja solo em um clube de Jazz na Alemanha e ter ficado boquiaberto com a maestria por ele exibida tocando os instrumentos que mencionei.
Outra referência, para mim inesperada, vem do Fábio Zanon, maior violonista clássico do Brasil atualmente. Disse ele que apesar de não gostar de música pop/rock, respeitava o Prince, pela sua categoria como músico.
Prince, sempre foi ousado nas letras.”Head”, do disco Dirty Mind, fala de sexo oral. “Sister”, do mesmo disco, fala de incesto e por aí vai. Quase todos seus discos sairam com a infame advertência de “explicit lirics” lá dos americanos, por causa das muitas referências a sexo e outros assuntos que desagradam ao conservadorismo americano.
Essa ousadia nunca fez parte de sua vida particular, pois o cara nunca bebeu, fumou ou usou qualquer tipo de drogas, embora tenha sido expulso da casa de uma tia porque ela encontrou uma mulher nua dependurada no porão, durante uma festinha com alguns amigos e componentes de sua primeira banda.
Mais ou menos no final dos anos 90 resolveu renegar tudo que fez, casou, virou TESTEMUNHA DE JEOVÁ e, logicamente, não fez mais nada que interesse.Escutei vários dos seus discos mais recentes e achei tudo sem inspiração, apesar de bem tocados, produzidos e arranjados.Very professional, very chato e datado.
Risquei da minha lista e escuto apenas os antigos.
PS:Essa apresentação foi uma homenagem a Harrison no Rock’n Roll Hall of Fame. Grande solo.
Continuo na clínica de repouso. Estava saindo de lá quando li o manifesto de amor de Ducaldo. Meus nervos ficaram estraçalhados. Talvez vire Observador de Jeová.
Hehehe!
Experimente vê-lo na capa de Dirty Mind e fotos da turnê desse disco – de calcinha e meias femininas. Nunca mais sairá da clinica.
O tal disco foi gravado no início da era Reagan e causou o maior rebuliço.
Logo em seguida ele gravou Controversy, no qual ironiza o fato da mídia especular sobre sua sexualidade (faixa Controversy) e tira uma onda com o Reagan em “Ronnie, talk to Russia”.
Nesses dois discos há de tudo um pouco – rock, funk, baladas soul, teclados eletrônicos (ele é mestre na programação dos dito cujos*).
* César Camargo Mariano disse que escutou “1999″ para pescar os tais teclados. Aliás, Prince tem uma penca de fãs famosos aqui no Brasil.
A propósito, Around World in a Day, disco que contém Raspberry Beret, é um dos poucos da fase mais antiga que não aprecio.
No seu ouvido, Ducaldo:
eu também não gosto de Around the World in a Day. Mas fica quieto, que acabo de encontrar minha arma secreta anti-Scarlett.
She wore a RAAAAAAASPBERRY Berret…