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Enem

7 comentários

Entrevista de Fernando Haddad sobre o Enem.

Imagem de Amostra do You Tube

Segundo consta, os erros foram assumidos pela gráfica. Atinge 0,06% dos participantes do concurso.

Espero que o erro não desgaste o Enem. O fim da máfia do vestibular já justifica a permanência do Enem. É outra visão de educação — não é a melhor, mas foi aquela que deu um xeque na máfia que comandava a educação brasileira. É um bom ponto de partida. Mas há muito intere$$e em jogo. E, infelizmente, o xeque-mate ainda não foi dado. Em suma, o perigo de retrocesso é absolutamente possível.

Mais opinião sobre o assunto? Ora, leiam esse texto.

Já a UNE e a UBES não contemporizaram com o MEC, mas não entraram na onda de denegrir o Enem.

InscritosEmPedra
  1. Artur, caso ainda não tenha lido, envio um link do Paulo Henrique com sua língua afiada. É outra matéria a respeito do Pig, Enem, Serra(acho que dão muito “ibope” pro serrote). Uma contribuição apenas.
    Abraço.
    Magna

  2. Eita, esqueci…cabecinha pequeninha tem dessas coisas…as ideias se perdem dentro que é uma beleza.
    Agora sim vai o link: http://www.conversaafiada.com.br/cultura/2010/11/08/o-pig-e-o-serra-odeiam-o-enem-por-causa-dos-pobres/

  3. Minha filha fez, e está p… da vida com a situação. Passou por tensão, estudou bastante e agora isso. Foram poucas provas? Foram, mas não se pode esquecer que é o segundo ano consecutivo com pisadas na bola. O pior é a ansiedade por não saber quando e como a coisa se resolve.

    Mas tenho duas perguntas aos educadores do blog:

    1. Sendo também uma avaliação, o que impede que as mesmas idiossincrasias do velho vestiba se repitam? Quem garante que e máfia do vestubular não vai passar a máfia do ENEM?? Em tese, quem faz bem o vestibular faz bem também o ENEM. Sou leigo no assunto, mas a princípio a prova em si não corrige nenhuma distorção que o sistema educacional brasileiro tenha causado anteriormente. O mais preparado continua tendo mais chances. Em que ele representa “uma outra visão da educação”, vocês poderiam me esclarecer?

    2. Alguém poderia me explicar o que de irregular um aluno pode fazer com um lápis e uma borracha, proibidos no enem, a não ser que ele seja um Mcgyver e faça um rádio transmissor com isso? Porque os alunos não puderam rascunhar suas contas, numa prova de matemática, tendo que inventar espaço nas margens para fazer cálculos à caneta??

    Abs.

  4. Farei alguns comentários. Não são exaustivos, até mesmo porque as perguntas de Edmar são complexas, e sou diletante no assunto. Tenho uma posição mais política do que pedagógica em relação ao Enem. Além do mais, meu ideal de educação é uma paideia sem alunos. Eu e o retroprojetor, confabulando solitariamente sobre a vida.

    1) O Enem só tem sentido se o governo estiver tb investindo na melhoria da educação e das práticas docentes. Caso não esteja fazendo isso, o Enem virará mais outro vestibular. Parece que o Enem é usado para rankings — já é um sinal de vestibularização. Continuando assim, será um vestibular de Estado.
    2) Acoplado a uma política pública de educação, o Enem serviria para orientar o sistema de ensino como um todo. Os docentes do ensino médio precisariam, no caso, ter a qualificação necessária para discutir, de forma mais ou menos aprofundada, os sistemas de avaliação.O Enem poderá, inclusive, permitir uma maior proximidade entre ensino médio e universidade.
    3) os docentes têm acesso às provas de seus alunos? É uma questão importante, pois, caso contrário, como avaliar os alunos?
    4) por enquanto, não tenho dados sobre a democratização do ensino, um objetivo importante do Enem. Ampliou o perfil da entrada de alunos nas universidades? Os alunos das escolas públicas estão tendo maior acesso ao ensino superior?
    5) Acho muito interessante a mobilidade territorial. Se isso der certo, será um grande avanço; uma forma de integração nacional via educação.
    6) parece que centralizar, via Brasília, não está dando certo. Talvez, o controle deva ficar com o governo e a execução com as prefeituras ou estados (?)
    7) achei o conteúdo das provas bem interessante. Visa mais o raciocínio e a capacidade de leitura do que conteúdos baseados na decoreba. Mas não sei se isso está ocorrendo de fato. De todo modo, escapar da decoreba já é uma “visão de educação” diferente da usual.
    8) achei importante os Cefets incluírem o Enem em seus processos seletivos. Sou simpático aos Cefets — quanto mais opções educacionais, melhor. No Brasil, a universidade é o único caminho educacional. Deveria haver outras formas de qualificação profissional, por exemplo.
    9) não sei se é verdade, mas parece que o Enem está sendo usado como critério de seleção no mercado de trabalho. Algumas empresas adotaram, como critério de contratação, o desempenho dos candidatos no Enem. Pode ser uma experiência interessante.
    10) O Enem, pelo que entendi, implica socializar uma cultura de avaliação — isso seria inédito na educação escolar brasileira. O Enem não avalia apenas os alunos, mas tb a instituição.
    11) o Enem não deveria ter apenas uma prova, somente uma avaliação — desse jeito, vira vestibular. Deveria ser uma avaliação contínua durante todo o ensino médio (uma vez por ano?), durante a formação do aluno. Inclusive, com isso, permitiria uma avaliação muito mais aprofundada das instituições escolares.

    Na verdade, apesar das diversas reticências, acho que o Enem precisa de mais tempo e de vários aperfeiçoamentos para ser melhor avaliado.

    • Acho que a democratização do acesso às universidades (federais em especial)se dará muito mais em função das cotas para egressos das escolas públicas (50 % na UFMG), medida que aprovo, diga-se de passagem, enquanto o desnível no ensino fundamental estiver como está, do que pelo ENEM em si. A mobilidade me parece interessante também.

      Pessoalmente, não tenho nenhuma posição de ordem política em relação ao ENEM. Só quero algo que funcione, ajudando se for o caso a reduzir as desigualdades gritantes do sistema. Se a idéia é da direita ou da esquerda estou me lixando, até porque o sistema das provas, pelo que li, é inspirado dos EUA (salvo engano lá a sigla é SAT). Só que lá eles fazem 7 ou 8 provas por ano, regionalizadas, e não uma no país todo de uma vez. Parece-me que a centralização em Brasília que você apontou não está dando muito certo.

      Agora e o mais importante? O que eles tem contra o lápis e a borracha?

      Abs.

      • Há estudos do Centro de Grafitologia e Apagamento (Cegrap-UFPB) mostrando que o lápis e a borracha confundem a cognição d@ candidat@. @ candidat@ fica compulsivamente escrevendo e apagando, escrevendo e apagando; no final, a borracha vence e não sobra nada.

        Gera ansiedade e angústia.

        Deixaram só o lápis. Foi uma borradeira geral, confundindo mais ainda a pobre cognição d@ candidat@. Candidat@s enfiaram o lápis no olho (muito comum nas escolas). Estão ceg@s, agora.

        Deixaram só a borracha. Houva casos de agressão. Além de bolinhas de papel, jogaram as borrachas no fiscal. O coitado fez uma tomografia e foi internado.

      • Essa foi a explicação mais coerente que me deram até agora !!!;))

        Abs.

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