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Salto alto odara
Reportagem fundamental. Espero que as pernambucanas e as paraibanas sigam o exemplo
Maconheiras de salto alto’ fazem campanha pela legalização na Califórnia
Mulheres de grupo gostam de relaxar no fim do dia com baseado em vez de taça de martini; legalização é votada nesta terça-feira
A campanha pela legalização da maconha na Califórnia ganhou o apoio de mulheres bem-sucedidas nos Estados Unidos dispostas a mudar o estereótipo normalmente ligado aos usuários da droga.
Chamadas de stiletto stoners ou “maconheiras de salto alto”, elas se reuniram em um ensaio fotográfico glamouroso para convencer os eleitores a votar sim no plebiscito desta terça-feira, quando os californianos decidirão se aprovam a legalização e taxação da droga para uso recreativo no Estado.
Foto: Michel Leroy/NORML/Pot CoutureCampanha quer mudar a imagem associada à maconha
“A aprovação da proposta 19 (que prevê a legalização da maconha) é uma prioridade para mulheres que reconhecem que a legalização e a regulação vão criar um ambiente mais seguro para crianças e famílias”, disse Sabrina Fendrick, coordenadora da Aliança de Mulheres da NORML, uma organização que defende a legalização da droga.
A campanha das “maconheiras de salto alto” afirma que há um fenômeno silencioso de mulheres profissionais e mães responsáveis que são bem-sucedidas, mas gostam de relaxar no fim do dia com um cigarro de maconha em vez de uma taça de martini.
“Ainda há essa ideia de que os defensores da reforma da maconha estão às margens da sociedade, mas esse não é o caso. A maconha é a coisa mais comum que existe, e essas mulheres são a prova”, disse Pepper, uma das criadoras do site Pot Couture, voltado para mulheres que fumam a erva, e analista em um banco de investimentos de Nova York, que prefere não divulgar seu nome verdadeiro.
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“Os benefícios médicos da maconha são provados e as oportunidades econômicas são reais. As mulheres americanas são inteligentes e não têm interesse em patrocinar uma guerra decadente contra as drogas”, defende Margot, pseudônimo da outra fundadora do site Pot Couture, que trabalha como gerente de projetos em informática.
População dividida
As últimas pesquisas de opinião sugerem que a população da Califórnia está dividida sobre a questão. O governador Arnold Schwarzenegger não apoia a medida, mas recentemente mudou a lei estadual tornando a posse da droga apenas uma infração em vez de uma contravenção.
Agora, adultos pegos com maconha no Estado vão receber uma multa de US$ 100, mas não vão ter ficha criminal. É uma medida de economia para a Califórnia, que vem sofrendo com a recessão e está cortando serviços para equilibrar as finanças.
“Neste momento de cortes drásticos de orçamento, promotores, advogados de defesa, policiais e tribunais não podem desperdiçar seus recursos limitados processando pessoas por um crime que tem a mesma punição de uma multa de trânsito”, disse Schwarzenegger.
A possível legalização da maconha no Estado, onde o uso medicinal já é liberado, traria receita extra que poderia chegar a US$ 1,4 bilhão por ano para o governo, que poderia licenciar produtores e cobrar impostos sobre as vendas.

















Gostei das maconheiras. Por acaso elas curtem rock? Ficaria perfeito.
Meninos, lamento informar, mas não vai pegar por aqui: pernambucanas e paraibanas não são muito adeptas do stiletto.
…hahaha…. rachei aqui, Ana Paula…
Como assim Edmar? A Cynthia fala e você rachou de rir comigo?
Ops, desculpem a nossa falha… é que tinha acabado de ler um comentário teu no outro post… obrigado pela correção, Ana, e muito boa a observação, Cynthia.
Abs.
Eita, Ana Paula, parece que viramos uma entidade única no imaginário dos leitores do BDP. Deve ser fruto do nosso ataque coletivo aos posts Scarlettianos. (Vixe, é bom nem dar ideia).
Edmar, você andou cheirando pó de pirlimpimpim, foi?
Realmente, Cynthia, depois dessa entressafra das eleições, com overdose de carecas e rosinhas, definitivamente a musa tem que voltar ao blog !!
Mas tô fora desse pó aí… até porque me lembra do Lobato, e pelo que andei lendo meu autor brasileiro preferido na infância, 100 % responsável pelo fato de eu ter tomado gosto pela leitura, está virando maldito… como dizia aquela música das antigas, “parem o mundo que eu quero descer !!!”
Maldito? Como assim?
Como é que é, vai rolar ou não a maconha chique + rock & roll? Não sejam conservadoras meninas.
“Maldito” é um exagero retórico, Ducaldo. Estou me referindo a um parecer de um órgão do MEC para que a obra “Caçadas de Pedrinho” não seja indicado a crianças por haver algumas referências à Tia Nastácia que a parecerista considera racistas, afirmando ainda que os professores não estavam preparados para abordar o tema em sala de aula (!!!).
O Ministro Haddad inclusive afirmou que não acatará o parecer. Você pode ler sobre o assunto aqui:
http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2010/10/livro_de_lobato_pode_ser_banido_por_racismo_120823.html
E aqui:
http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/haddad+descarta+veto+a+livro+de+monteiro+lobato/n1237819190017.html
Abs.
Houve uma série de informações desencontradas a respeito dessa polêmica. Indico três links de referência:
Cazzo
Sergio Leo
Nassif
Eu só não havia lido o do Cazzo. Há de fato passagens racistas nos livros, mas acho difícil que um professor não tenha condição de abordar esse tema aproveitando a obra, porque se não tem, tenho até medo do que está rolando nas escolas.
Sobre as tais notas, o que abunda não falta, mas acho desnecessárias. O MEC deveria emitir apenas diretrizes aos professores com orientações sobre como abordar o tema em sala de aula, na minha leiga e modesta opinião.
Por fim, recebi de minha irmã, quando conversamos sobre isso, um texto do Lobato chamado “Negrinha”, vocês conhecem ? (http://www.bancodeescola.com/negrinha.htm )
Parece-me que, do mesmo modo que fez em relação ao Jeca Tatu, Lobato mudou ao longo da vida de posição em relação ao racismo, com esse texto. Não vejo traços de “racismo mórbido”, como quer o tal leo, pelo menos neste texto. Pelo contrário, como disse minha irmã é um retrato dos mais cruéis da sociedade pós-escravista.
Abs.
“acho difícil que um professor não tenha condição de abordar esse tema aproveitando a obra, porque se não tem, tenho até medo do que está rolando nas escolas.”
E é para ter medo mesmo, Edmar. Dei aula a um professor do ensino fundamental, ex-policial, que disse, numa sala cheia de outros professores, que se tivesse um aluno “viado” em sala de aula mandava dar uma “camada de pau nele que ele se ajeitava”.
Eu acho que a notinha na apresentação pedindo aos professores que discutam os estereótipos raciais contidos no livro não vai fazer mal algum, já que a maioria tende a simplesmente passar batido nessa questão. Quem sabe até ajude a evitar barbaridades como essas que têm rolado no twitter.
Cynthia, fiz minha segunda graduação mais velho. Não é à toa então que vi o que vi nas salas de aula em matéria de interpretação de textos e mesmo ortografia e gramática. A coisa tá feia.
Sobre as notas, também não acho que farão mal, mas me pareceu excessivo a princípio. Mas como não sou da área, nem entendo do assunto, deixo a análise para pessoas mais qualificadas no tema.
Abs.
Li agora que o texto é de 1920, portanto anterior à série do Sítio, e mesmo ano em que Narizinho e Emília apareceram pela primeiroa vez em um livro do autor. Mas é realmente paradoxal a comparação desse texto com as referências à Tia Nastácia.
Abs.
Mudei de opinião e curvo-me à sabedoria da Cynthia. Depois que “atualizaram” a obra de Mark Twain nos EUA, alterando o texto original, que venham as notas explicativas !!!