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Tendência de segundo turno

10 comentários


Pintou uma tendência de segundo turno para a eleição presidencial. Ela ainda precisa ser confirmada, mas tanto Ibope quanto Datafolha mostram aproximação entre a Dilma, de um lado, e os demais, do outro lado. Mesmo no tracking do Vox Populi, essa aproximação é bem mais sutil, ainda assim o movimento da Dilma é para baixo e o dos demais para cima. A distância ainda é grande, mas se isso for verdade, se inicia num momento em que as movimentações do eleitor rumo a uma definição de voto se aceleram muito daqui até o dia do voto.

Da mesma maneira e talvez até de modo mais acentuado, a eleição para governador de São Paulo, que parecia fadada a encerrar no primeiro turno, também apresenta surpresas e há um quadro de segundo turno. Assim falou o Vox Populi. O Ibope diz que não, que a eleição continua caminhando para acabar dia 3 de outubro. Mais 9 dias e saberemos.

DimasLins
  1. No rigor da estatística e da lógica, só haverá segundo turno nas eleições presidenciais se Dilma perder votos destinados a ela hoje e em grande quantidade. De todas as metodologias, a melhor é o tracking do Vox Populi, seguida da do IBOPE; a mais fráfil é a do Data Folha (por fluxo). Como já se manifestaram Marcos Coimbra e o cara do IBOPE – que não me lembro o nome agora -, a única chance de um segundo turno é a “desconstrução” da imagem de Dilma, daí a fúria das empresas de comunicação.

    • Concordo com a sua análise. Se a eleição fosse hoje, não haveria segundo turno. No entanto, é nessa última semana que se inicia agora, que as pessoas mais intensamente definem ou mudam de voto. Não raro, vemos guinadas, mudanças ou enxurradas, atrapalharem os planos dos institutos de pesquisa. O que detectei foi uma leve (mas bem leve mesmo) tendência de queda na Dilma pelo Vox Populi. E uma tendência mais visível segundo Datafolha e Ibope. Concordo com você também em relação à confiabilidade do Datafolha. Seria preciso o Vox confirmar essa tendência para podermos afirmar com mais segurança que caminhamos para um segundo turno. No entanto, quando olhamos todas as pesquisas, enxergamos uma ainda tênue movimentação de aproximação entre a Dilma e o bloco dos outros candidatos. A distância ainda é grande, mas as distâncias podem ficar curtas nesta última semana.

      • Eu penso que há outro fator que pouca gente está discutindo: a exigência de documento com foto e as cidades onde haverá o voto biométrico. Esses dois fatores, para mim, aumentarão a abstenção. E essa abstenção é péssima para Dilma…
        No blog Amigos do Presidente Lula tem uma análise interessante sobre a possibilidade de segundo turno. Em resumo, diz que os adversários terão que roubar nesta última semana 5 milhões de votos de Dilma… Eis o link: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/09/so-havera-2-turno-se-rivais-do-pt.html

      • Faz tempo que não acontece: a manchete da Folha, hoje, não se refere a nenhum escândalo. Nem a do “O Globo”. Pode ser que domingo apareça alguma novidade. Ou não.

        Falei com Lauro Sanchez Doreille, um chapa muito bem posicionado no governo e na política (jura que não tem parentesco com Erenice), que disse o seguinte:

        – que a afirmação de Lindberg não foi à toa (inclusive, não se sabe como o candidato a senador soube disso): está havendo tratativas entre Aécio e Lula para apaziguar o clima
        – está ocorrendo também reuniões de bastidores com os conglomerados midiáticos (a promessa de que Dilma não fará nada contra a grande mídia, ao contrário, ajude-a a sair da crise e esvazie a Confecom. A Abril, umbilicalmente ligada a Serra, não aceitou. Mas o que importa eleitoralmente é o Jornal Nacional.

        Os sinais de que tais articulações deram certo?! As manchetes da próxima semana.

        Ah, sim, sou muito bem informado…

      • Ah, sim, leiam com atenção articulistas da Folha como Jânio de Freitas e Fernando Barros e Silva. Há um nítido recuo em relação à baixaria reinante. Perceberam que acusar o PT e Lula de fascistas é ser capturado pela direita radical.

        Vejam, o centro político no Brasil tornou-se bem mais plural com o descolamento do PT para posições de centro-esquerda. O PT e Lula tornaram-se, por isso, interlocutores do antigo centro político (é só olhar as alianças petistas — é evidente). Muita gente de centro centro, como Aécio, acham que a campanha de Serra extrapolou.

      • É Palocci que está cuidando de amenizar o clima — esse petista simpático que gosta de frequentar as boas casas de Brasília e assediar caseiros. Por isso, o elogio da Veja, vejam só, ao cara. Segundo a revista, Palocci foi o fiador da “estabilidade financeira”(leia-se capital financeiro) no governo Lula e, agora, será o fiador da estabilidade democrática (leia-se: nada que mude muito o status quo, além de manter intocável a mídia) sob o governo Dilma.

        Que as manobras funcionem, que Dilma ganhe logo no primeiro turno, porque essa eleição já encheu o saco.

  2. A articulação para uma oposição mais pacífica liderada pelo Aécio e e uma aproximação do PT com o PSDB não apenas não é novidade, como cresceu assim que o PMDB botou as garras de fora há coisa de um mês atrás dizendo que iria exigir uma partilha meio a meio do novo governo com o PT. O assanhamento foi tamanho, numa eleição ainda não ganha, que assustou muita gente e acelerou essas conversas de bastidores com o PSDB mais civilizado.

  3. Uma coisa fica clara: se o Datafolha mentiu antes, agora mente mais do que nunca. Mentira aplicada pela grande mídia é golpe!
    O TSE deixa rolar baixarias de campanha e pesquisas viciadas – CADÊ O MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL?

  4. Flávio, ainda não sabemos exatamente quem está mentindo ou errando. Em geral, os institutos tomam cuidado com as pesquisas de reta final, porque alguns dias mais tarde seus dados passarão pelo crivo do eleitorado. Então eles podem mentir tranqüilos nas pesquisas feitas meses antes da eleição, mas não fica bem fazer o mesmo na véspera. Mas isso não quer dizer que não tentem manipular. Só que agora com índices mais próximos aos da realidade. Tanto que agora, quando há uma tendência de estacionamento da queda da Dilma, a Folha já destacou (hoje) que Dilma parou de cair. De novo, o que não quer dizer que não forçaram os números para sugerir um segundo turno, da semana passada para cá.

    Agora, mudando de assunto, se você fica indignado com isso, dá uma olhada nessa matéria aqui, também da Folha, falando que o Serra ligou para o Ministro Gilmar Mendes e pediu para ele parar com o processo que suspende a obrigatoriedade dos dois documentos no dia da eleição.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/806923-apos-ligacao-de-serra-gilmar-mendes-para-sessao-sobre-documentos-para-votar.shtml

    “Após ligação de Serra, Gilmar Mendes para sessão sobre documentos para votar”

  5. Parou, mas não parou por muito tempo. E segue o bonde.

    Ainda aposto em vitória no primeiro turno.

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