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A devassa é velha
Um vídeo interessante sobre a devassa dos sigilos fiscais. É uma reportagem do SBT de outubro 2009. Já anuncia tudo o que está ocorrendo, atualmente. Nenhuma novidade. Há quebra de sigilo de Serra, Lula, D. Marisa, seus filhos, o ministro da Fazenda, Guido Mântega, o então ministro da justiça, Tarso Genro, e outros servidores, inclusive, da alta cúpula da secretaria de segurança de São Paulo. Até o indefectível Gilmar Mendes está na lista da devassidão. Em suma, o escambau.
No vídeo, Serra está absolutamente apoplético com a devassa. Chega a cair em prantos diante da afronta. Podem ver e notar. Como avatar da coerência, sua indignação é a mesma de hoje.
A devassa, na época, implicava também investigação e responsabilidade do governo de São Paulo.
Procurei algum artigo no Estadão e na Folha da época, mostrando que o Estado de Direito não existe no Brasil e que os tucanos, também, são fascistas, afinal, fascistas somos todos nós — não encontrei, curioso. Nenhum artigo do historiador revisionista Marco Antonio Villa, da UFSCR, sobre o totalitarismo — nada. Cadê Ricardo Caldas da UnB, citando Hanna Arendt? Cadê a denúncia do ex-comunista e trânsfuga, Roberto Freire? Estranho.
De todo modo, a devassa não é uma questão de governo, e sim de Estado. Ninguém pode se fazer de vítima, principalmente aqueles que passaram pelo governo. Ninguém, incluindo o PT, jamais tentou debelar o problema.
Repito o que venho dizendo, aqui: dossiês, escândalos, quebra de sigilo, etc e tal, são funcionais ao modus operandi da representação política brasileira. Infelizmente, o PT não mudou tais práticas; na verdade, em muitos casos, parece seu mais legítimo herdeiro.

















D’accord.