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Nova queima de livros

2 comentários

O pastor batista Terry Jones, na Flórida, acha-se o dono da verdade. Com um simples mergulho, em qualquer piscina que se preze, promete a salvação das almas.

Exagerou, no entanto. Acaba de anunciar pela TV que instituiu o dia de queima do Alcorão, livro tão confuso e enfadonho como, aliás, a própria Bíblia cristã.

Em memória das vítimas do Onze de Setembro, o fascista pastor fundamentalista americano não tem a mínima vergonha na cara, estampando um ódio religioso pra lá de evidente.

Ah, queimar livros! Um santo remédio para os conflitos do Oriente Médio! Num país em que mais de cinquenta por cento da população ainda acredita que o Universo foi criado há apenas seis mil anos, nada a estranhar.

Mas ficar calado perante qualquer queima de livros, na impossibilidade de torrar muçulmanos ─ que o citado pastor decerto gostaria de fazer ─ seria uma omissão grave daqueles que cultuam ainda, nesse mundo de trevas, a idade das Luzes e da Razão.

Que se mandem para os sebos o Alcorão e a Bíblia! Nada mais do que isso!

Torcedor
  1. Do jeito que os muçulmanos levam a sério os seus símbolos, quem vai terminar queimado é o tal pastor.

  2. O homem refugou. Desistiu de queimar o alcorão e foi pastar em outra freguesia.

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