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Primeiro dia da campanha presidencial na TV

11 comentários

Fernando envia suas impressões sobre o início do programa de Serra:

O Serra fez uma opção inteligente ao falar da saúde. Aliás, falou da saúde praticamente no programa inteiro.

Em qualquer pesquisa de opinião pública que aborde os problemas que as pessoas relacionam com o poder público, a saúde entra invariavelmente no topo. Eventualmente, em cidades com elevados índices de violência, ela fica em segundo lugar nas reclamações. Mas sem dúvida é maior unanimidade nacional em termos de deficiências dos governos.

Serra conseguiu emplacar na percepção de boa parte da população a idéia de que foi um ministro da saúde competente, independente de isso ser verdade ou não. Assim ele é uma figura potencialmente com autoridade para falar do assunto. Tende a funcionar.

Como disse lá em cima, Serra fez uma opção inteligente. Já o programa da Dilma fez uma opção pela emoção. Um programa em que ela e o Lula fazem uma espécie de jogral muito bem produzido, em várias partes do pais, um tabelando com o outro. Ela no Chuí, ele na região norte. Ele numa cidade do centro-oeste, ela no nordeste, etc. Mostrando os ganhos na vida das pessoas com os dois mandatos de Lula.

No marketing político, gostemos ou não, a opção pelo emocional tem eficácia muito superior à da inteligência.

(…)

Piadinha que define tudo.

José Simão:

Sabe como o Serra vai conseguir dar uma virada na pesquisas? Pegar a Dilma pelo cangote e gritar “sai Lula, sai deste corpo que nao te pertence”.
InscritosEmPedra
  1. O objetivo de Serra é claro: ser o novo ministro da saúde de… Dilma. 🙂

  2. Já ouvi esse comentário hoje pela internet. E outro, do José Simão:

    Sabe como o Serra vai conseguir dar uma virada na pesquisas? Pegar a Dilma pelo cangote e gritar “sai Lula, sai deste corpo que nao te pertence”.

    • Ainda há a esperança nas hostes tucanas de que a propaganda eleitoral ganhe incrementos graduais, levando Serra ao segundo turno. Parece que deu certo com Alckmin em 2006, embora ache que aquele escândalo na véspera da eleição tenha contribuído bastante.

      Qual será a última bala dos tucanos, reservada para as vésperas da eleição?

  3. Arrisco o palpite óbvio: o passado de guerrilheira da Dilma. Não a denúncia genérica, mas um ou um pequeno grupo de episódios escabrosos. Matou, explodiu, trucidou, fatiou, etc. Com parentes das vítimas contando histórias medonhas, mães em lágrimas, e por aí vai.

  4. Caso seja isso — e é bem possível, pois não vejo nada no horizonte, comparável ao escândalo dos aloprados — acho que será inócuo. Na atual conjuntura, é uma discussão bizantina e só serve para escandalizar os setores mais reaças que já apoiam Serra; em suma, não ganha voto. Bora ver.

  5. A história dos aloprados pega o Mercadante, não a Dilma. E acredito que será usada em São Paulo, caso o Mercadante cresça.

  6. Se a arma (ops!) deles é o passado de guerrilheira da Dilma, estão ferrados.

    Talvez surta algum efeito entre os leitores de época e veja (quantos são?). A imensa maioria do eleitorado nem sabe o que é isso e tem raiva de quem sabe.

  7. Discordo parcialmente do Artur. Acho que o passado de guerrilheira pode ajudar de leve o Serra. Na propaganda da tv até seria fácil revidar, bastaria colocar o pedaço do programa do próprio Serra em que ele disse que tinha combatido a ditadura, enfim.

    Mas acho que pode assustar parte do eleitorado que ainda morre de medo de terrorismo. Principalmente se o Serra mantiver a ligação do Governo com o maluco do Irã.

    Ainda assim estou achando que não tem segundo turno. Como diz Artur, bora ver.

  8. Mas, grande Gil, a mídia faz isso desde quando anunciaram a candidatura de Dilma. Até ficha falsa a FSP anunciou, e ela só faz crescer nas pesquisas. Essa estratégia só consolida o que já tem. Acho que será necessário um escândalo daqueles, escândalo moral, sei lá — a zoofilia de Dilma, alguma coisa do gênero.

  9. Quando me refiro ao passado de guerrilheira, estou pensando em histórias trágicas. Como uma que recebi certa vez pela internet, com um relato de um pai e uma mãe, sobre seu filho, jovem, inteligente, bonito, cheio de vida, com um futuro pela frente, que fazia serviço militar e foi explodido por uma bomba jogada pela Dilma de dentro de um fusca. Os pais falam da tragédia que viveram e vivem até hoje, com o foto do rapaz que nunca saiu do seu lugar de honra na sala de jantar da casa. É esse tipo de história que pode ser acionado. E dependendo da maneira com que for apresentada, dependendo do embasamento que tenha, pode sim surtir efeito.

  10. Será usarão outro depoimento/atuação de Regina Duarte?
    Ela deve estar à beira de um ataque de histeria.

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