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Sorvete de brócolis
O menino chega, olha o velho sorveteiro, examina seus sorvetes artesanais e pergunta:
_Tem sorvete de brócolis?
O velho sorveteiro, cansado de seus ossos, olha com seus olhos de avô para o menino e responde, com uma voz de pesar:
_Não, menino, não tem sorvete de brócolis.
Uma semana depois, aparece o menino, novamente, e pergunta:
__Tem sorvete de brócolis?
O velho sorveteiro sente-se apunhalado na sua fabricação artesanal de sorvetes. No fundo, sente vergonha.
_Não, menino, não tem sorvete de brócolis.
Toda semana, o menino aparece e faz sua sempiterna pergunta. O velho sorveteiro vai-se deprimindo diante de sua negativa. Olha seus sorvetes e sabe que tem uma ausência. Nunca pensara em fazer sorvete de brócolis. Decide, enfim, fazê-lo. Não é arte fácil sorvete de brócolis. Demora um tempo. Precisa paciência.
O resultado parece-lhe grandioso. Fica ansioso pela chegada do menino. E ele demora quase duas semanas para aparecer.
Um dia…
_Tem sorvete de brócolis?
Os olhos do velho sorveteiro inundam-se de lágrimas. Sente uma alegria beata. Uma auréola surge na sua cabeça. Fecha os olhos e diz:
_Tem sim, menino.
Abre os olhos, olha o menino, que enche a boca para dizer alguma coisa, e escuta:
_EEECA!

















hehe… gosto de mandar esses textos para uns amigos que me mandam aqueles intoleráveis e-mails de mensagens tipo “auto-ajuda” e similares…
Escutei essa estória de um amigo que escutara de uma amiga que escutara da tia, etc e tal. Estória corrente, assim — deve estar rodando na internet.
moral do estória: ECAAAAAA!
Como diria Wood Allen, “igual a tudo na vida”.
Eheheheh!
Ninguém sabe (ou pode) ser mais cruel do que uma criança.
Edmar, gostei da idéia. De vez em quando recebo umas cretinices de auto-ajuda e correntes (quebro todas).