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Hobbes ri
Irã deveria sofrer sanções, porque persegue homossexuais, impede manifestações de protesto, é uma teocracia, o escambau. Sofrerá sanções por causa de uma bomba que ainda não existe. Uma bomba tão imaginária como as armas de destruição em massa do Iraque.
(a política externa americana é baseada no duplipensar — é totalitária. Guantánamo é o símbolo da luta contra o “terrorismo”, noção bombril que tem mil e uma utilidades)
Israel tem bomba, comete ilegalidades e atrocidades, mas não sofre sanção alguma, por causa do veto dos EUA. A polítca externa de Israel é real como o cerco de Gaza.
O mundo continua hobbesiano.
(não confundo anti-sionismo com anti-semitismo — aliás, os palestinos são semitas. O sionismo — defesa da fundação do Estado de Israel — já teve apoio da esquerda. O kibutz já foi o soviet judeu. O sionismo, quando se transformou em política de Estado, tomou ares fascistas. O Likud ganhou a batalha ideológica e deu a virada simbólica: defender Israel virou bandeira da direita. Infelizmente, pois confundiu tudo, inclusive levando determinada esquerda a apoiar o Hamas; levou os estalinistas a assumirem, sem muito subterfúgio, seu anti-semitismo atávico)
PS: nada a ver, outro assunto: apoiar Hélio Costa em Minas é de lascar!

















Em Minas tudo é meio diferente. PT e PSDB dialogam e em muitos casos combinam juntos o jogo. O atual prefeito de BH foi apoiado tanto pelo Aécio quanto (tacitamente) pelo Fernando Pimentel. E hoje há uma tendência latente (por enquanto apenas latente) de um movimento que poderá apoiar Dilma para presidente e Anastasia para governador. Vai depender do rumo que as coisas tomarem por lá.
Na verdade, “é de lascar” pra mim e não para o realismo político petista. Acho, numa avaliação pagodeira, Hélio Costa o ó do borogodó.
Entendo a lógica petista: o PMDB é seu aliado. O PT deixou-lhe os governos estaduais, ficando com as eleições federais. Deixa o estadual com as oligarquias e fica com o federal, já que, no nosso peculiar federalismo, é o que importa: Brasília.
Afora que Dilma precisa de apoio no congresso. Ela não tem a habilidade de Lula em costurar alianças.
Ocorre exceção onde o PT disputa reeleição e o caso do Rio Grande do Sul, um tanto peculiar.
Voltando à Minas, acho que Fernando Pimentel terá dificuldade ao enfrentar Itamar Franco. Desse jeito, Minas deve ficar com Aécio Neves e Itamar Franco no senado.
De todo modo, em Minas, no final, tudo dá certo; se não deu, não se chegou ainda ao final.
A coisa é bem menos pacífica que você pensa, Fernando. A militância histórica do Pt não engoliu até hoje esse acordo com o Aécio que entregou a PBH. E está cuspindo marimbondos com essa enquadrada que levaram em favor do Hélio Costa.
O grande vencedor dessas eleições por aqui será mais uma vez o Aécio e sua chapa, caso não aconteça algo de extraordinário.