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Fim do mundo
VanVan, o cientista cearense, que passa por uma fase apocalíptica, envia um texto sobre o fim o mundo.
segue materiazinha legal sobre o último quase fim do mundo, o da era nuclear. Bem, aquilo era uma pespectiva de fim bem diferente da aparente morosidade do apocalipse ambiental-malthusiano atual.
Segue:
Com vocês, a lendária Czar Bomb – o mais poderoso artefato nuclear já construído
Por A Voz do Além
Réplica da Tsar Bomb, no Museu de Armas Atômicas de Sarov

Os soviéticos – e seus herdeiros por direito, os russos – eram malucos. Lógico que muito dessa maluquice foi transformada em alguma coisa potencialmente perigosa para o Ocidente, mas no geral, era só paranóia mesmo, como projeto stalinista de fazer um exército de Homens-Macaco. Olha essa Tsar Bomb – ou RDS-220, em sua denominação militar – pra ter uma idéia, uma bomba construída para mostrar poder, como tipicamente rolava nos tempos da Guerra Fria. O projeto dela começou por volta do ano de 1954, juntamente com todos os dispositivos termonucleares, e foi terminado em 1961, por ordens diretas de Khrushchev. Para os que sacam de história, o ano de conclusão da bomba é significativo, pois foi o ano anterior ao da Crise dos Mísseis Cubanos. A sincronia da bomba com a Crise é tão grande, que exatamente um ano antes da resolução da Crise, o primeiro – e único – teste da Tsar foi realizado, em sincronia com o XXII Congresso do Partido Comunista da União Soviética, no dia 30 de outubro.
O teste em si foi um evento colossal, sendo realizado na ilha de Nova Zembla, no Ártico. A bomba, com seus portentosos 800 quilos, foi lançada de um bombardeiro estratégico Tu-95 a mais de dez quilômetros de altura, a explosão foi equivalente a 58 milhões de toneladas de TNT explodindo, ou cinco mil vezes a explosão de Hiroshima. Mas os números não param por aí, e são tão impressionantes que dizem alguns especialistas que foi a Tsar Bomb a responsável por uma resolução pacífica da Crise dos Mísseis.
Só para se ter uma idéia, o cogumelo da explosão atingiu 67 km de altura, 35 km de largura, e pôde ser visto a mais de 1000 km de distância; a bola de fogo resultante da explosão em si teve um diâmetro de 4,6 km; a radiação dela causou queimaduras de terceiro grau em pessoas a mais de 100 km; a onda de energia da explosão rodou o mundo três vezes e foi equivalente a 1% da energia liberada pelo sol no mesmo período da fissão dela; e por 40 minutos todas as transmissões de rádio foram interrompidas a mais de 300 km do local do teste, devido a ionização do ambiente.
O teste em si foi um evento colossal, sendo realizado na ilha de Nova Zembla, no Ártico. A bomba, com seus portentosos 800 quilos, foi lançada de um bombardeiro estratégico Tu-95 a mais de dez quilômetros de altura, a explosão foi equivalente a 58 milhões de toneladas de TNT explodindo, ou cinco mil vezes a explosão de Hiroshima. Mas os números não param por aí, e são tão impressionantes que dizem alguns especialistas que foi a Tsar Bomb a responsável por uma resolução pacífica da Crise dos Mísseis.
Só para se ter uma idéia, o cogumelo da explosão atingiu 67 km de altura, 35 km de largura, e pôde ser visto a mais de 1000 km de distância; a bola de fogo resultante da explosão em si teve um diâmetro de 4,6 km; a radiação dela causou queimaduras de terceiro grau em pessoas a mais de 100 km; a onda de energia da explosão rodou o mundo três vezes e foi equivalente a 1% da energia liberada pelo sol no mesmo período da fissão dela; e por 40 minutos todas as transmissões de rádio foram interrompidas a mais de 300 km do local do teste, devido a ionização do ambiente.

E um detalhe secundário: o exemplar da Tsar testado tinha 57 megatons, sendo que o projeto original era uma bomba de 100 megatons, ou quase o dobro de potência.
















