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Por falar nisso…
Por falar naquela direita…
Olha aqui um exemplo bem recente. Dei uma olhada na entrevista que Kennedy Alencar fez com o ministro do STF, Marco Aurélio Mello, e li essa pérola reacionária sobre o golpe de 64:
Um mal necessário, tendo em conta o que se avizinhava. Teríamos de esperar para ver [uma possível ditadura comunista] e foi melhor não esperar.
Claro, todo mundo sabe que a resistência bolchevique foi incrível. Eles tinham até um exército vermelho no Brasil. As forças armadas subversivas eram sofisticadíssimas, possuindo uma tecnologia russa que tornava os comunas invisíveis. Ela só tinha um defeito: os soldados vermelhos, como estavam invisíveis, não conseguiam se ver um ao outro, dando o maior buruçu logístico. Resultado: não houve nenhuma resistência armada ao golpe, já que os comunistas estavam invisíveis.
Li sobre essa grande confusão de extrema-esquerda nas memórias de um alto comandante do exército vermelho brasileiro — o subversivo J.B Barnes, o rubro. Leiam esse diálogo desesperado:
_Tenente, onde vc está?
_Estou na rua do Canal, bem junto da churrascaria Colosso.
_Oxe, eu também estou, mas não lhe vejo…
_Eu também não, Senhor Comandante!
_Deixe pra lá. Aonde está o Quartel General Vermelho?
_Não sei. Ele está invisível.
_Meu Deus!
_Deus?!
_Não, não, eu disse outra coisa. E o inimigo?
_Ele não nos vê!
_Formidável! A tática está dando certo!
_Não sei. Escutei a direita dizer que tem comunista em cada esquina.
_Não estou vendo nada.
_Eu também não.
_Comandante… tenho uma dúvida.
_Diga qual, tenente!
_A gente existe mesmo?
_Claro, somos legião. Apenas estamos invisíveis. Bem, deixemos de delongas, vou procurar o QG. Fique onde está.
_O senhor está me vendo?
_Não, não… deixe pra lá. Faça como quiser. Câmbio final.
Eis o maior desafio para o revisionismo histórico: encontrar a incrível força comunista que tornaria o Brasil numa imensa república soviética.
Lá vai a entrevista completa:

















AAARRGH!
Seria a “força” comunista de Brancaleone?