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Gramática

2 comentários

Encontrei essa pequena obra-prima da gramática universal no blog Diário Gauche:

Filho da puta é adjunto adnominal (ou paronomástico), se for “conheci um juiz filho da puta”. Se for “o juiz é um filho da puta”, daí é predicativo.

Agora, se for “esse filho da puta é um juiz”, daí é sujeito.

Porém, se o cara aponta uma arma para a testa do juiz e diz:

“Agora nega a liminar, filho da puta!” – daí é vocativo.

Finalmente, se for: “O ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, aquele filho da puta, desviou o dinheiro da obra pública tal” – daí é aposto.

Que língua, a nossa, não?

O foto que ilustra o post foi pega, certamente, de forma aleatória. Tudo indica, não é exemplo de nada, apenas uma ilustração que não tem relação alguma com a nossa língua:

InscritosEmPedra
  1. Rárárárá! Gostei muito.

  2. Acho que é no Dicionário do Palavrão, de Mário Souto Maior (também não tenho certeza) que a expressão puta-que-o-pariu é definida como “interjeição de espanto”.

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