Acompanhe o RSS: Artigos | Comentários | Email
Pesquise no site
O sentido da vida e a chuva que cai
No fundo, não ligo muito para a passagem de ano, mas fiquei, dessa vez, impactado por causa de um vídeo-mensagem. Sim, depois de vê-lo, além de me assustar barbaridade, mudei completamente a minha forma de ver e de me relacionar com o mundo. Foi por causa desse vídeo abaixo que fiz promessas e decidi mudar a minha vida. Não recomendo, inclusive, para as pessoas que não querem mudar; pois, viu o vídeo, mudou – é inevitável.
Curiosamente, o vídeo foi feito na chuva. É irônica a chuva. Pode matar e pode, também, trazer espetaculares catarses na vida das pessoas. Seria a chuva transformadora; provavelmente, substituta da missão histórica da classe operária.
E, por falar em pessoas, algumas não aceitaram a mensagem ecumênica do vídeo, como VanVan, o cientista cearense.
_Eu mato essa doida – disse furioso – há coisas que não devem ser ditas, e sim esquecidas. Eu mato!
_Mas é profundo – tentei retrucar
_Profundo, uma ova! Já durmo mal, normalmente, agora são noites de insônia pensando no sentido da vida, principalmente em dias de chuva.
_Você não entende. Veja a coragem da menina: ela fala na primeira pessoa. Não se esconde atrás de teorias. Não tem vergonha de seus afetos. É autêntica e tem um tesouro: a sinceridade. É incrível, ela é sincera.
Comecei a cantar uma canção revolucionária.
_Chove chuva, chove sem parar…
VanVan rosnou.
_Só gostei do final do vídeo — disse.
Convenhamos, sua única franqueza é seu rosnado. Na verdade, detesta a sinceridade, achando-a uma grosseria. Diz que não é mal-educado, só falando, assim, por trás das pessoas.
Parei de discutir e fui olhar, pela miléssima vez, o vídeo. Ainda acho que pode servir como um manual de auto-ajuda. Talvez, torne as pessoas mais imbecis; portanto, menos más. Experiências no Laboratório de Maldades Induzidas (LMI) da UFPB demonstraram a incompatibilidade entre a imbecilidade e a maldade. Um mundo menos maldoso é um mundo mais imbecil — a maldade como sinal de inteligência, eis a conclusão lógica. VanVan defende a extinção das tartarugas de Intermares. É mau pra dedéu. Jamais entenderia a mensagem imbecil do vídeo. Pena.
Bem, vamos ao vídeo (não chorem na frente das crianças, por favor):

















He,He, He, He…Essa atriz faz, segundo Zé Medonho, neto de Zé Malandro, um papel em Malhação. Chama-se “Domingas”. Sem preconceito, Malhação não passa de um programa de Auto-Ajuda para adolescentes. Contudo, a meu ver, fazer gozação com as chuvaradas do Sudeste e Sul do Brasil, mesmo que se pretenda ser poética, na verdade falsa poesia, é um quase um insulto à população que sofre de água suja todos os dias. E ainda mais, fica sem nada. Nada mesmo! Pior do que o Haiti. Nem tanto, é verdade. Claro! A chuva não “lava” ninguém. Nem mesmo a estupidez e a burrice. A moça tenta ser engraçada, mas fica ridícula ao dramatizar o besteirol cotidiano. Vou convidá-la para uma semana aqui na Comunidade para ela ver o que é bom para a tosse. Sem bênção nenhuma para tanta babaquice.
Preciso ir ao Jardim Botânico. Não posso mais viver sem ir ao Jardim Botânico. E levarei a câmera. Me aguardem.
Santo Caminhoneiro do Jardim Botânico, rogai por nós!!!!
Ajudai-nos a continuar rosnando.
Dai uma Tese pra fazer pra quem não sabe o que é tormento.
Guia os passos das tartarugas de Intermares para o asfalto.
Manda mais caminhões santos pra passar por cima de todo mundo que pensa/age/existe feito essa debiloide!
Dai-nos força para continuar rosnando!
Amém!
Mas o que é isso, Vanvan, quanto rancor, quanta mágoa nesse seu coraçãozinho. A menina tão sincera, tão generosa em expor dessa maneira franca seus sentimentos, mostrando-nos aquilo que ela tem de melhor, e você com essa reação iracunda?
Deixa a menina girar e girar e girar e ser toda intuição, da chuva que limpa (ela devia estar imunda pois repetiu isso uma dúzia de vezes), e ser só coração, só intuição, sem angústias, nada de angústias, um oceano de espontaneidade.
O respeito à diversidade pede, mais que tudo, um autocontrole danado.
VanVan mata e come as famosas tartarugas em extinção de Intermares. Ele não tem coração, só ressentimento. É mau feito um pica-pau.
Nesses casos a úlcera vem a galope. Nem tanto pela carne de tartaruga, mas pelo ressentimento contra as meninas espontâneas que freqüentam o Jardim Botânico e gostam de registrar seus pensamentos e todo o complexo conjunto de suas idéias sobre o mundo para as gerações vindouras.
HUMPF!
VanVan tem razão.
Assisti até 1:34. Quando percebi que a moça não seria atingida por um raio daqueles que limpa caí fora.
Assistindo Malhação, Reverendo?
Pois é Ducaldo,
Nem o Jardim Botânico, muito menos nossos ouvidos mereciam essa tortura. Artur voltou pegando pesado!
Mas não entendi uma coisa, é impressão minha, ou ao invés de tirar os sapatos ela ensaiou tirar o… vestido?
Assim teria ficado um vídeo bem interessante HUAHAHAHHU
Realmente.
Sem som e com ela tirando a roupa ficaria perfeito.