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Memórias Falsas do Reverendo Tsé-Tsé – XXXI
Em tempo: os textos novos estarão, por enquanto, abaixo das Memórias (falsas?) de Tsé-Tsé.

(Virgo Portucalensis)
31º CAPÍTULO
*Em homenagem a Outubro, mês do Rosário da ICR.
A coisa que eu mais respeito nesse mundo é assombração. Contei a Perrusi Filho uma delas e ele, irresponsavelmente, a publicou em forma de conto como se fosse uma anedota de “non sense”. Chamei-o à Comunidade e tivemos uma discussão bastante séria. Levei-o ao cemitério local e lhe mostrei a cova de Romeu, o covarde assassino de Luíza e do magrelo.
Com minha autoridade de sacerdote, chamei o coveiro de plantão e lhe perguntei, apontando para o túmulo de Romeu:
─ Irmão coveiro! Tem visto alguma coisa de estranho por aqui?
─ Cruz, credo! Meu bom padre! Abençoe esse amaldiçoado. Na lua cheia, um rapaz de bigode e óculos de tartaruga, todo vestido de preto, sai por aí atravessando o portão. Mas, parece ser de paz, pois volta sempre antes da meia-noite. ─ Respondeu o amedrontado funcionário.
Perrusi Filho estava amarelo e suando em bicas, apoiando-se na minha bengala de nogueira legítima. Fiz o sinal da cruz invertido, cuspi na cova de Romeu e disse baixinho:
─ Corno safado! Vai ficar assim por toda a eternidade. Luíza era minha bisneta e o consolo de minha velhice.
Voltamos para o bar da Comunidade e pedi uma cerveja bem gelada, enquanto Perrusi Filho se acalmava.
─ E então? ─ Perguntei-lhe.
─ Desculpe, Reverendo! Não devia ter brincado com coisa séria. As provas objetivas do seu relato são incontestáveis. Estou convencido, mas me deixe voltar pra casa que estou com uma dor de barriga infernal. ─ Respondeu o menino.
Isso me lembra uma história que ouvi do Monsenhor Lippi e que, de certa forma, eu já sabia por alto. Trata-se da aparição de Nossa Senhora de Fátima, na Estremadura, em Portugal, no ano de 1917.
Quando voltei à Comunidade, depois de concluído meu Doutorado, debrucei-me sobre o caso e cheguei, com a ajuda dos inúmeros detalhes contados por Lippi, a uma conclusão.
E a uma só! Foi tudo verdadeiro!
Como se sabe, Nossa Senhora do Rosário apareceu a três crianças: Lúcia Santos e seus dois primos, Francisco e Jacinta Marto, todos com dez anos de idade. A Sagrada Virgem que, depois, começou a ser chamada de N.S. de Fátima, entregou-lhes três segredos que somente poderiam ser divulgados no ano 2000. O Papa João Paulo II, autorizado pelo Espírito Santo, realizou parcialmente a vontade da Virgem, anunciando apenas um dos segredos.
Mas… percorramos o episódio histórico. Entre 13 de Maio e 13 de Outubro de 1917, as três crianças juraram por tudo o que é sagrado que a Virgem lhes apareceu por seis vezes nos campos ao redor da aldeia de Fátima, onde residiam. Juraram também que a Virgem era, com certeza, a mesma “Virgem do Rosário” que aparecera, em 1208, na Igreja de Prouille, no sul da França.
Além disso, 70 mil pessoas viram na oportunidade o Sol despencar do céu e se abater sobre elas. Ninguém sabe, é claro, de onde veio tanta gente desde que a aldeia de Fátima tinha menos de cinco mil habitantes. Pouco importa! Quanto ao Sol, pouco importa também desde que ele é nosso astro rei e, como tal, pode tudo e muito mais.
O que importa, e muito, pelo menos para a ICR, é que não se pode nem se deve duvidar do juramento de crianças de dez anos de idade. Eu, pelo menos, com essa idade, jamais disse qualquer mentira, apesar de ter uma imaginação galopante.
Ainda descrente, estava comentando o episódio de Fátima com o Monsenhor Lippi, quando ele me disse:
─ Mas, Tsé, você não sabe dos detalhes mais curiosos disso tudo. Um deles é que nossa SBV já conhece há muito tempo os segredos da Virgem.
─ Como assim? ─ Exclamei, espantado.
─ Ora, Tsé, quando Pio XI me nomeou chefe da Biblioteca, encontrei-o bastante excitado com sua nova missão. Talvez por vaidade ou, quem sabe, para se exibir perante o amigo, ele tirou de um cofre o envelope lacrado que continha os três segredos.
─ Que pena, Lippi! Não serei eu a saber a verdade. Paciência! Nem tudo é perfeito! ─ Disse-me o Santo Padre.
Fui ao gabinete de Pio XI munido de uma câmara fotográfica em infra-violeta com o intuito de registrar tudo para exame de nosso Conselho Curador. Aproveitei uma distração do Papa e fotografei o envelope.
─ E daí? ─ Perguntei curioso.
─ Lemos e traduzimos o documento, uma simples folha de papel, escrito em aramáico antigo. Coisas do outro mundo, certamente. Mas a história é mais complexa do que parece. ─ Disse Lippi.
─ É! Estranho esse aramáico. Que eu saiba, em Fátima, falava-se português. ─ Observei.
─ Veja bem, Tsé! E não me interrompa que hoje estou muito cansado, como já lhe disse. ─ E continuou:
Lúcia, Francisco e Jacinta eram analfabetos como, aliás, a maioria da população lusitana da época. Além disso, é fato notório que a Sagrada Mãe de Nosso Senhor só falava em dialeto aramáico-galileu e, provavelmente, como quase todas as mulheres na Antiguidade, também era analfabeta. As crianças ficaram perplexas diante da língua estranha da Santa, quando, então, Lúcia teve a brilhante ideia de voltar à aldeia e chamar o cura para que ele traduzisse o que a Virgem estava lhes dizendo. Tratava-se de um velho padre beberrão e mulherengo, mas extremamente erudito e bem versado no aramáico.
A contragosto, o sacerdote pegou um lápis e um caderno e seguiu as crianças. Ajoelhou-se perante a Santa e escreveu o que ela dizia. Infelizmente, o que nos deu um trabalho danado, o padre escreveu da esquerda para a direita, quando todo mundo sabe que as línguas semitas são grafadas ao contrário. Colocou a folha de papel num envelope e, seguindo as instruções da Virgem, endereçou-a ao papa da época com a recomendação explícita de que o documento somente fosse aberto no ano 2000, isto é, na virada do milênio.
Dois anos depois, em 1919, Francisco e Jacinta morreram, vítimas da Gripe Espanhola. Acredita-se que Nossa Senhora do Rosário de Fátima estava, naquela altura, muito ocupada com o término da Primeira Guerra Mundial e não pôde socorrer seus pequenos discípulos.
Restou Lúcia que se tornou freira, sempre repetindo a mesma história do aparecimento da Virgem.
(Nota do Reverendo Tsé-Tsé: Na verdade, Lúcia foi uma freira quase ambulante, desde que mudava constantemente de ordens e de conventos, morrendo, em 2005, aos 97 anos de idade. Como repetia obsessivamente sua história, acrescentando que a mesma Virgem a visitava diariamente em sua clausura, o Cardeal Ratzinger, então chefe da Inquisição, mandou lacrar sua cela para posteriores investigações visando uma futura beatificação da freira portuguesa, já que, por via das dúvidas, as visitas da Virgem, segundo o Cardeal, não repugnavam a razão. Dele, é claro!).
O mais notável, Tsé, ─ continuou Lippi ─ é que, no mesmo ano da morte dos primos de Lúcia, duas missões inglesas e, portanto, protestantes e contrárias à ICR, provaram a Teoria da Relatividade de Einstein, em Sobral, no Ceará, e nas Ilhas Maurício que ficam não sei aonde. Observaram que o Sol puxa a luz que passa por ele ou, tanto faz como tanto fez, nossa estrela avança um pouco do local onde deveria estar.
Isso, claro, nos remete ao fato de que mais de 70 mil pessoas viram, em 1917, o Sol se mover em direção a elas, o que, talvez, seja um exagero justificável de uma multidão emocionalmente excitada.
Infelizmente, Tsé, os Psiquiatras atuais ─ esses médicos chatos e irritantes ─ quando se deparam com uma pessoa que diz ter visões, ouvir vozes e falar com gente do outro mundo, fazem duas coisas: ou encharcam o paciente de psicofármacos ou, talvez por preguiça, o internam no manicômio.
─ Monsenhor Lippi! E os segredos da Virgem do Rosário de Fátima? Quais são? ─ Perguntei ansioso.
─ Ora, Tsé! Não vê que estou muito cansado? Compareça ao expediente de amanhã na Biblioteca que lhe conto. ─ Terminou Lippi com nossa conversa.
Toda a Memória (Falsa?!):
Capítulo I
Capítulo II
Capítulo III
Capítulo IV
Capítulo V
Capítulo VI
Capítulo VII
Capítulo VIII
Capítulo IX
Capítulo X
Capítulo XI
Capítulo XII
Capítulo XIII
Capítulo XIV
Capítulo XV
Capítulo XVI
Capítulo XVII
Capítulo XIX
Capítulo XX
Capítulo XXI
Capítulo XXII
Capítulo XXIII
Capítulo XXIV
Capítulo XXV
Capítulo XXVI
Capítulo XXVII
Capítulo XXVIII
Capítulo XXIX
Capítulo XXX

















Reverendo:
Estou curiosa em saber o desenrolar dos fatos. Há coisas que me intrigam: a quantidade de gente (70.000 pessoas) que viu o fenômeno: o sol se mover contra a multidão. O testemunho de crianças de 10 anos. Criança dessa idade não mente. É mesmo?
Isso tudo é uma questão de fé? Só existe para quem tem fé, uns privilegiados?
Um abraço,
Erínia
Na verdade a Santa mandou um efeito LSD na galera (de 70 mil) que estava ali, uns devotos, outros curiosos e uns tantos querendo saber por que tanta gente ali junta. Como somente ali o sol girou, e no resto do planeta não há resgistro do fenômeno, podemos concluir que algo como uma ação lisérgica aconteceu com aquele povo. E aí teve cego que viu, aleijado que andou, etc. Mas a única coisa que ninguém duvida é que o sol girou. E que 70 mil pessoas não mentem.
E eu pensando que Woodstock é que havia sido a maior doideira…….
O reverendo está com a macaca.
Os segredos, eu quero saber dos segredos!
Adorei a história reverendo.
Mas, eu quero saber logo dos segredos…
Sou curiosa por demais e estou longe de ter a “sábia” paciência de Jó…
Irmã Erínia: Segundo pesquisa do IBOPE, havia um pouco mais do que isso. Em todo Portugal, é verdade. Mas, a pesquisa por amostragem, dois pontos pra cima e dois pontos pra baixo, revelou que a maioria das pessoas viram o Sol. 99% se recusaram a responder. Ocorre que, no final do ano de 1919, houve uma epidemia devastadora em Portugal, chamada de “epidemia da cegueira”. Morreu mais gente do que mosca. Os médicos da época diziam que se tratava da continuação da Gripe Espanhola. Mas um deles, oftalmologista, constatou que todos os cegos apresentavam queimaduras na retina por exposição demasiada ao Sol. Por isso, não tenho dúvidas sobre o episódio. O Sol caiu mesmo em Fátima! Por outro lado, percebe-se que a irmã é ainda muito jovem, solteira e ainda não tem filhos de dez anos de idade (será bonita também?). Uns demoniozinhos, essas criancinhas, aporrinhando todos da casa! Que eu saiba, no entanto, elas não mentem. A vizinhança sabe de tudo o que se passa com os pais. Imagine que uma delas veio me dizer que seu irmão de dez anos vai incendiar nossas palafitas. Todos de plantão, pois, pois…A Fé é uma conquista da humanidade, irmã Erínia. Sem ela, posso-lhe dizer, jamais chegaremos às Olimpíadas de 2016. E não vejo outro caminho senão acreditar. Por assim dizer, o brasileiro é um povo privilegiado porque acredita em tudo. Até mesmo que nosso Líder está fundando um “Quarto Mundo”. Um país que produzirá mel para todos, antes mesmo que as abelhas e os urubus do Conbgresso nos devorem. Minha bênção ensolarada.
Irmão Fernando: Estupefacto com sua incredulidade, ironia e sugestão de que a galera de 70 mil pessoas havia tomado LSD. É claro que teve cego que viu e paralítico que andou. Mas, em compensação, houve gente que ficou cego e que ficou paralítica ao mesmo tempo. Nem N.S.de Fátima é perfeita, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que me perdoe a heresia. Quanto ao Sol, continua girando. É verdade! Basta que o irmão o contemple durante uns dez minutos, quando ele estiver a pino, para constatar essa verdade. Aliás, nossas clínicas já fazem transplante de retina queimada. A propósito, irmão Fernando: tens um LSDezinho por aí? Segundo Bento XVI, a sabedoria vem do êxtase e não conheço melhor remédio do que esse para dores de barriga. Minha bênção extática!
Irmão Ducaldo: Se avexe não! Tudo não passa de ironia do irmão Fernando. Na época, o Governo Português somente permitia LSD para os estrangeiros. Quanto aos segredos, espere um pouco. Na próxima semana, todos serão revelados e devidamente situados no tempo. Mas, irmão Ducaldo: fui até a cozinha e não encontrei a macaca. Apenas um bode magro destinado à nossa festa de fim de semana. Se o irmão pudesse nos enviar a macaca, agredeceria. Dr. Quim, Jr. anda fazendo umas experiências sobre a Fé romana entre os primatas. Minha bênção esperançosa (sobre a doação da macaca!).
Irmãzinha Ana Paula: Obrigado por ter adorado minha história que, aliás, não é minha e, sim, do Prefeito da aldeia de Fátima. Mas, cuidado com a “sábia” paciência de Jó. De tanto esperar, ele virou brasileiro e continua esperando. Os segredos serão revelados quando o Santinha voltar para Séria A. Tô brincando! Na próxima semana, dependendo do meu tempo, pois está havendo na Comunidade uma rebelião das criancinhas de dez anos, farei o possível para satisfazer sua curiosidade filosófica. A Virgem de Fátima disse também que “o Ser é o Ser e nada mais do que o Ser”. Ninguém entendeu, é claro. Minha bênção com a vontade de conhecer a irmã.
Ehehehe!
Reverendo, serve um casal micos?
A casa da minha vizinha é um verdadeiro zoológico – O neto adolescente cria um jabuti, dois cães, o casal de micos, várias espécies de pássaros, um rato branco, uma jandaia…..
O casal é meio barulhento e, de vez em quando, escapa da gaiola para encher o saco da vizinhança.
O rato branco quase foi morto pela minha octogenária mãe – “Não quero saber se é branco ou roxo; rato é rato e da próxima vez que invadir minha casa ele não me escapa”.
Reverendo agora consegui entender por que as criancianhas morreram um ano depois. Crueldade da santa revelar que “o Ser é o Ser e nada mais do que o Ser” para crianças de dez anos de idade. Uma vez escutei que “O Nada nadificante exige a radicalidade do Ser.” o que fez com que eu quase convalescesse… Anseio pelos segredos. E tentarei marcar com Perrusi Filho uma visita a sua comunidade. Sua benção.
Irmão Ducaldo: Consultei Dr. Quim, Jr. Infelizmente, seu zoológico não serve para as pesquisas sobre a Fé entre os primatas. Os micos são meninos e não sabem de nada. O jabuti foge pro mangue em dois minutos. De cão, basta o filho de Zé Malandro. Pássaros, pássaros, pássaros. Desculpe, irmão, mas a pesquisa não trata do Espírito Santo que gosta de se fantasiar de pomba. Quanto aos ratos, concordo com sua excelentíssima mãe. Rato é rato e só serve para ser jogado no esgoto.
Contudo, pergunto se não há algum circo por aí. Um chimpanzé, por exemplo, seria o ideal. Aprenderia apenas o Terço, isto é, 50 Ave-Marias por semana. E já seria o bastante. Com minha bênção agradecida pela sua generosa boa vontade.
Irmã Ana Paula: Fico alegre com sua promessa de nos visitar. Trocaremos figurinhas filosóficas, certamente. Os segredos virão! Minha bênção do “ser enquanto ser”.
P.S. Por acaso, a irmã tem visto Flor de Lis?
Não, não tenho visto Flor de Lis, aliás não a conheço. Creio que ela esteja muito ocupada pois é uma de suas maiores devotas. Quanto a minha visita, espero poder trocar muitas figurinhas filosóficas com o senhor. Beijos, Ana Paula
Bom dia, reverendo!
Olha eu aqui, embora ausente nos comentários nunca deixo acompanhar o blog como um todo e em especial vossas memórias.
Como a irmãzinha Ana Paula disse ando mesmo um tanto ocupada, tenho deixado as coisas por aqui encaminhadas pois em breve estarei indo de mala e cuia para a comunidade, né? Ou será que não serei aceita?
É bom saber que mesmo ausente o senhor não esquece da sua maior fã…
Tô no aguardo do capítulo que conte como o senhor conheceu e se apaixonou por Marocos, esse sim deve ser um capítulo a parte.
A sua bênção saudosa.
onde tem Marocos, lê-se Marocas.
Os devotos da AGGA, Auspícios e Graças da Grande Aranha, foram contemplados com a revelação dos segredos de Fátima.
Soube que um dos segredos fazia referência à vida sexual do Cristiano Ronaldo. Dizem as más línguas que perto dele ninguém fica virgem muito tempoe o primeiro segredo era sobre as raz~/oes do gajo ser tão popular entre as burrugas.
O segundo dizia respeito à São Jorge. Segundo o relato da Virgen, no ano da glória de 2010 São Jorge desceria à terra sobre um cavalo preto e branco e invadiria o Pacaembu no dia em que o Corinthians vencesse o Macobuto de Matcho Pichu pela final da Libertadores e chamaria Ronaldo para galopar com ele pelo gramado, causando profunda raiva no animal que não aguentaria o peso.
O terceiro segredo era mais estranho. Parecia uma receita a base de pó de serra e outros ingredientes cujo objetivo era cuidar definitivamente dos problemas intestinais de Perrusi Filho. Havia uma nota de rodapé sobre o terceiro segredo em que a Virgem tentava explicar a razão da receita:
“Nunca vi católico algum em minha vida que tivesse mais dor de barriga que Perrusi Filho! Deus me livre! (Sem ofensas, Senhor)”.
Agora eu quem pergunto: -Alguém tem notícias do reverendo?
Flor não tenho notícias do reverendo… E ele prometeu me contar os segredos e nada ainda =/ Será que ele está esperando o Santinha voltar pra série A?
Irmãzinha Ana, é uma hipótese. Mas se de fato ele for esperar o Santa Cruz voltar pra série A estamos perdidas.
Vamos torcer para que ele dê o ar de sua graça o mais breve possível, né?
Enquanto isso ficamos por aqui a espera de novas revelações…
Abs.
“Reverendo”
Estou de volta e assim como todos, ancioso para saber os segredos … O velho padre beberrão e mulherengo, soube que gostava de praticar exercícios orais com as freiras, é verdade ????
Irmão André: Até onde sei, eram as freiras que gostavam. Dizem que o velho cura de aldeia tinha uns bigodes do outro mundo. Minha bênção duvidosa.
“Tsé-Tsé”
(rsrsrsrs), eita, então acho que até as xícaras fugiam desse bigode !!!!!
Abraços meu amigo !!!!
*ansioso
Ora, ora vejam só… O nosso reverendo resolveu dar o ar da graça mas nem nos deu cabimento irmã Ana Paula. Eu hein, vou fazer greve de comentários novamente! rs
Deixe de ciúmes Flor (rs) Fazia tempo que o André não comentava… Talvez tenha sido isso. Você sempre foi a serva preferida dele, não há motivos para ciúmes =)
Ana, fazia tempo que eu também não comentava por isso me senti preterida de fato, pode ser que tenha até sentido uma pontada de ciúmes. Mas já passou, sou uma criatura desapegada das coisas terrenas. hehehehe
“Flor de Liz”
Não sinta ciúmes … na verdade sou um velho amigo do tempo das “Palafitas” e um nobre Tricolor afim de conhecer os tais segredos do Reverendo … foi seu magnetismo que trouxe nosso amigo “Tsé-Tsé” de volta … ainda bem, pois daqui sinto seu perfume, estás usando ‘absinto’ ????
Abraços !!!!
Irmãozinho André, na verdade não uso nada…esse é meu perfume natural, cheiro a flor de liz! E pode ficar tranquilo, tive uma crise momentânea de ciúmes, mas já passou. Quem me dera exercer tamanha influência sobre nosso nobre amigo Tsé Tsé.
Beijos
Irmãzinhas Flor de Liz e Ana Paula: Não é nada não! Mas, fui caçar siri no mangue à noite e vejam o que me ocorreu. Pimba! Um siri cravou sua tesoura no dedão do meu pé esquerdo. Abaixei-me com a dor e Pimba! novamente. Outro siri tesourou o calcanhar do mesmo pé. Sai correndo morrendo de dor e entrei na enfermaria da Comunidade. Dr. Quim, Jr. chegou e foi logo dizendo que só tinha um jeito: amputar meu pé esquerdo. Gritei e esperneei até que, com um sorriso malicioso, o velho amigo me disse: “Ora, Tsé! Não vê que se trata de dois siris de plástico velho que os meninos jogaram no mangue? E não se esqueça mais dos óculos quando for pescar!”. Fiquei tão abalado psicologicamente que o velho Curandeiro me receitou uma caneca de chá de brotos do mangue. Ainda estou sonolento até hoje. Não faz mal. Na próxima semana, sairão os segredos de Fátima. E não duvidem! Jamais me esqueceria de vocês. Minha bênção de saudade.
Tsé, meu caro,
No fundo, no fundo eu sabia que o senhor seria incapaz de nos esquecer.
Então fica combinado que aguardaremos até a semana que vem por mais segredos.
Beijos.
Reverendo nós sabemos que você NUNCA nos esquece, rs. Até consolei a Flor. Mas creio que o consolo do André surtiu mais efeito que o meu…
Beijos
Reverendo
Não sei se ainda se vende LSD, me parece que é uma droga do passado, o negócio hoje é êxtase e uns bichos sintetizados pela indústria farmacêutica. Vou conversar com o psiquiatra de Intermares e vejo que se pode arrumar.
Mas veja, não houve incredulidade alguma da minha parte. Entendo que um momento em que uma comunidade foi possuída por um efeito lisérgico e viu o sol girar como um paroxismo da experiência mística. Eu provavelmente estaria até hoje num convento depois de uma experiência dessas. Vamos providenciar.
Dizem que em Serrambi o sol é ótimo para dar uns giros lisérgicos vez por
outra.
Falarei com o psiquiatra.
Irmãzinha Ana Paula:
De forma alguma, querida. Seu consolo também foi de grande serventia. Na verdade, digamos que tenha sido um processo que se iniciou por você e prosseguiu com o André.
Abs.