Golpe em Honduras

Não tive tempo de comentar o golpe de Estado em Honduras, nem terei tempo, na verdade. O mundo está rápido demais. É só notícia ruim. Foi um um golpe militar, pra variar, bem latino-americano. O presidente deposto é um oportunista, o diabo a quatro, mas era o presidente eleito. Não há justificativa: foi golpe.

Vídeo do golpe (Pedro Dória — recomendo sua leitura):

Imagem de Amostra do You Tube

5 Comentários para “Golpe em Honduras”

  1. Edmar:

    Tegucigalpa… adorava essa palavra quando eu era garoto e tive de decorar umas 4 mil capitais…

    O que eu achei mais bizarro nessa história é que a Constituição Hondurenha, pelo que li, não possui um mecanismo institucional para remoção do Presidente, caso ele desconsidere a Constituição, pratique atos ilícitos ou algo do gênero (encontrei o texto na net e procurei, mas não li nada parecido). Não há um mecanismo de impeachment, por exemplo. Isso é uma brecha enorme para golpistas burlarem o Estado de Direito.

    Abs.

  2. Fernando:

    O presidente deposto pelo golpe se elegeu pelo Partido Liberal, de direita, mas aí resolveu se bandear para o lado do Hugo Chavez. Só isso já deixou seus correligionários babando de ódio. Aí veio com essa história de plebiscito para concorrer a um novo mandato e brigou com meio mundo. Me parece que de uma maneira desastrada e aí foram pra cima do bicho e deram o golpe. Inicialmente, tanto Lula quanto Obama avisaram que não iriam reconhecer o novo governo. Depois a Espanha propôs que a Comunidade Européia retirasse seus embaixadores do país como forma de retaliação ao golpe. Aí isso pegou e no momento vemos uma forte movimentação das democracias ocidentais contra o governo golpista.

    Internamente há uma reação de movimentos camponeses que, aparentemente, apoiavam o presidente deposto. Mas ainda não dá para saber o tamanho disso.

  3. Artur:

    O Vermelho (http://www.vermelho.org.br/base.asp) está contra o golpe em Honduras. Eles foram a favor de Ahmadinejad. O Vermelho é meu farol.

  4. Fernando:

    Tem razão, Edmar. Tegucigalpa é daquelas palavras com personalidade, prenhe de sentidos possíveis. Palavras assim, no entanto, requerem cuidados especiais. Se pronunciadas em circunstâncias inadquadas, geram desavenças que podem acabar em homicídio, brigas entre famílias que duram gerações, diásporas, etc.

  5. Ana Cláudia:

    Golpe Militar na Honduras dos outros é refresco.
    Se é pra ter ditador, ao menos me dê o direito de elegê-lo…

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