Golpe em Honduras
Não tive tempo de comentar o golpe de Estado em Honduras, nem terei tempo, na verdade. O mundo está rápido demais. É só notÃcia ruim. Foi um um golpe militar, pra variar, bem latino-americano. O presidente deposto é um oportunista, o diabo a quatro, mas era o presidente eleito. Não há justificativa: foi golpe.
VÃdeo do golpe (Pedro Dória — recomendo sua leitura):
1 de julho de 2009, Ã s 13:01h
Tegucigalpa… adorava essa palavra quando eu era garoto e tive de decorar umas 4 mil capitais…
O que eu achei mais bizarro nessa história é que a Constituição Hondurenha, pelo que li, não possui um mecanismo institucional para remoção do Presidente, caso ele desconsidere a Constituição, pratique atos ilÃcitos ou algo do gênero (encontrei o texto na net e procurei, mas não li nada parecido). Não há um mecanismo de impeachment, por exemplo. Isso é uma brecha enorme para golpistas burlarem o Estado de Direito.
Abs.
1 de julho de 2009, Ã s 13:14h
O presidente deposto pelo golpe se elegeu pelo Partido Liberal, de direita, mas aà resolveu se bandear para o lado do Hugo Chavez. Só isso já deixou seus correligionários babando de ódio. Aà veio com essa história de plebiscito para concorrer a um novo mandato e brigou com meio mundo. Me parece que de uma maneira desastrada e aà foram pra cima do bicho e deram o golpe. Inicialmente, tanto Lula quanto Obama avisaram que não iriam reconhecer o novo governo. Depois a Espanha propôs que a Comunidade Européia retirasse seus embaixadores do paÃs como forma de retaliação ao golpe. Aà isso pegou e no momento vemos uma forte movimentação das democracias ocidentais contra o governo golpista.
Internamente há uma reação de movimentos camponeses que, aparentemente, apoiavam o presidente deposto. Mas ainda não dá para saber o tamanho disso.
1 de julho de 2009, Ã s 21:19h
O Vermelho (http://www.vermelho.org.br/base.asp) está contra o golpe em Honduras. Eles foram a favor de Ahmadinejad. O Vermelho é meu farol.
1 de julho de 2009, Ã s 23:09h
Tem razão, Edmar. Tegucigalpa é daquelas palavras com personalidade, prenhe de sentidos possÃveis. Palavras assim, no entanto, requerem cuidados especiais. Se pronunciadas em circunstâncias inadquadas, geram desavenças que podem acabar em homicÃdio, brigas entre famÃlias que duram gerações, diásporas, etc.
15 de julho de 2009, Ã s 17:48h
Golpe Militar na Honduras dos outros é refresco.
Se é pra ter ditador, ao menos me dê o direito de elegê-lo…