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A pernambucanidade

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Terra dos Altos Paranormais!

_É claro que somos superiores – disse a um gaúcho. Era um amigo meu, autêntico representante de um povo viciado em chimarrão, droga tão perigosa, que é impossível contê-la, mesmo através de uma política de redução de danos.

Sou pernambucano, um ser superior. Todos, aqui, na terrinha, nascem com poderes paranormais. E sabemos disso, sim. Temos plena consciência de nossos poderes. Tanto é que a Constituição de Pernambuco, nossa constituição, da qual me orgulho muito, reconhece a assistência à paranormalidade. A única que faz isso no planeta, vale dizer. De Pernambuco para o mundo!

DA ASSISTÊNCIA SOCIAL

Art. 174 – O Estado e os Municípios, diretamente ou através do auxílio de entidades privadas de caráter assistencial, regularmente constituídas, em funcionamento e sem fins lucrativos, prestarão assistência aos necessitados, ao menor abandonado ou desvalido, ao superdotado, ao paranormal e à velhice desamparada.

Claro, ainda falta o reconhecimento assistencial aos mutantes – nós, os membros da família Perrusi: meu pai, com seu magnetismo, quebra qualquer objeto eletrônico, principalmente computadores. É um matricida: destrói toda e qualquer carta-mãe.

Minha mãe é capaz de perder todo objeto na sua frente, principalmente quando o coloca na sua bolsa, que é, segundo cientistas da Nasa, um pequeno buraco negro. Inclusive, um deles, coitado, um americano todo cheio de boa vontade, foi olhar a bolsa por dentro e desapareceu para sempre.

Minha irmã é capaz de confundir qualquer pessoa quando discute – pode ser um gênio, possuir uma integridade cognitiva impressionante, mas discutiu um pouquinho de nada com minha queridinha… pumba!, não tem jeito, o efeito é imediato: dias na maior confusão mental, ciscando feito uma galinha. E eu?! Bem… er… vamos mudar de assunto!

Torcedor

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