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	<title>Comentários sobre: Mais intimidade e segredo</title>
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	<description>Crônica, política, doidice, o escambau!</description>
	<pubDate>Thu, 04 Dec 2008 05:11:16 +0000</pubDate>
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		<title>Por: perrusi</title>
		<link>http://www.blogdosperrusi.com/2008/05/12/mais-intimidade-e-segredo/#comment-927</link>
		<dc:creator>perrusi</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 May 2008 00:48:37 +0000</pubDate>
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		<description>Catatau, seu rizomático! Na Zona Autônoma Permanente, lugar de realização perene do desejo utópico, não existiria mais a problemática da "autencidade". Acho que, para um anarquista, como Hakim Bey, não existe algo mais ilusório -- no caso, aqui, ilusão como dispositivo de poder ou de assujeitamento - do que essa visão da intimidade autêntica (defendida por mim). A intimidade continuaria a envolver um nós, mas um bem diferente, implicando um anonimato que quebraria esse, no fundo, falso nós da autoria de sujeitos íntimos.

Tenho a necessidade de saber quem é o outro, quem é o autor; nesse sentido, reproduzo a necessidade moderna de, ao saber a autoria, controlar os processos de subjetivação. Eu me realizaria plenamente como um comissário do povo (minhas entranhas estão prenhes de totalitarismo -- hehe).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Catatau, seu rizomático! Na Zona Autônoma Permanente, lugar de realização perene do desejo utópico, não existiria mais a problemática da &#8220;autencidade&#8221;. Acho que, para um anarquista, como Hakim Bey, não existe algo mais ilusório &#8212; no caso, aqui, ilusão como dispositivo de poder ou de assujeitamento - do que essa visão da intimidade autêntica (defendida por mim). A intimidade continuaria a envolver um nós, mas um bem diferente, implicando um anonimato que quebraria esse, no fundo, falso nós da autoria de sujeitos íntimos.</p>
<p>Tenho a necessidade de saber quem é o outro, quem é o autor; nesse sentido, reproduzo a necessidade moderna de, ao saber a autoria, controlar os processos de subjetivação. Eu me realizaria plenamente como um comissário do povo (minhas entranhas estão prenhes de totalitarismo &#8212; hehe).</p>
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		<title>Por: Catatau</title>
		<link>http://www.blogdosperrusi.com/2008/05/12/mais-intimidade-e-segredo/#comment-926</link>
		<dc:creator>Catatau</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 May 2008 22:35:22 +0000</pubDate>
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		<description>Acho muito interessantes as relações de anonimato nos exemplos de Blanchot e... Hakim Bey. Como você disse, a intimidade é uma relação apenas autêntica quando há um "nós". 

Mas precisamente por isso, no caso do Hakim Bey o anonimato, a estratégia de afastar e dificultar o contato, o modo de se contactar "extraordinariamente" (via TAZ), fariam parte de uma estratégia de negar os lugares comuns e a futilidade que, sob muitos modos, circunscreveu esse "nós" na atualidade. 

O mesmo para a questão da autoria, em Blanchot. Não reduzi-la a querelas psicologizantes de autoria ("quem é esse que diz o que diz?"), manter  a linguagem literária como superfície e também como profundidade, diria respeito a fazer com que a obra de arte nada deva ao autor. Mais ou menos no sentido de que o que se diz não serve apenas para medir um autor, mas sim para nos situarmos precisamente naquilo que é dito... apenas a partir daí é que dois seres humanos poderiam olhar-se de igual para igual, não julgando QUEM diz, mas (se for para julgar) O QUÊ é dito.

Acho interessantes esses dois exemplos (ou pelo menos a direção que evocam), porque mostram precisamente como a ilusão pode servir para algo mais autêntico e efetivo do que a própria efetividade do "real" (ou do imediatamente dado).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acho muito interessantes as relações de anonimato nos exemplos de Blanchot e&#8230; Hakim Bey. Como você disse, a intimidade é uma relação apenas autêntica quando há um &#8220;nós&#8221;. </p>
<p>Mas precisamente por isso, no caso do Hakim Bey o anonimato, a estratégia de afastar e dificultar o contato, o modo de se contactar &#8220;extraordinariamente&#8221; (via TAZ), fariam parte de uma estratégia de negar os lugares comuns e a futilidade que, sob muitos modos, circunscreveu esse &#8220;nós&#8221; na atualidade. </p>
<p>O mesmo para a questão da autoria, em Blanchot. Não reduzi-la a querelas psicologizantes de autoria (&#8221;quem é esse que diz o que diz?&#8221;), manter  a linguagem literária como superfície e também como profundidade, diria respeito a fazer com que a obra de arte nada deva ao autor. Mais ou menos no sentido de que o que se diz não serve apenas para medir um autor, mas sim para nos situarmos precisamente naquilo que é dito&#8230; apenas a partir daí é que dois seres humanos poderiam olhar-se de igual para igual, não julgando QUEM diz, mas (se for para julgar) O QUÊ é dito.</p>
<p>Acho interessantes esses dois exemplos (ou pelo menos a direção que evocam), porque mostram precisamente como a ilusão pode servir para algo mais autêntico e efetivo do que a própria efetividade do &#8220;real&#8221; (ou do imediatamente dado).</p>
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