Eu sou paraibano, paraÃba até morrer.
É de lascar!
Não há explicação que me convença, seja ela sociológica, psicológica ou existencial. É falta mesmo de orgulho. É complexo de vira-lata.
Estivemos juntos em 1817.
Lutamos até a morte em 1824.
Sofremos horrores com o Império.
A República acabou com a esperança federalista.
O Estado Novo destruiu nossa indústria.
Quando estávamos recuperando um tico de dignidade, com todos movimentos sociais, culturais e polÃticos, vem o golpe de 64 e nos inscreve de vez na subalternidade.
Apesar disso tudo, os paraibanos insistem em ser paraÃbas e torcem pelos clubes cariocas, mesmo quando os dados mostram que há mais preconceito contra o nordestino do que qualquer coisa nesse paÃs varonil. Mas, não, batem no peito e dizem: eu torço por um clube de uma região que tem como um dos termos mais pejorativos, mais nojentos, a mofa de… paraÃba.
(Claro, estou brincando. Minha interpretação da história é capciosa. Não defendo a pernambucanidade, nem no futebol. É apenas uma forma carinhosa de homenagear todos os rubro-negros paraibanos da gema)