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Orelha do Livro da Semana

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Transcrevo a orelha do livro de Ivan Domingues, “Epistemologia das Ciências Sociais, Tomo I: positivismo e hermenêutica, Durkheim e Weber”, Edições Loyola, 2004. O cabra é professor da UFMG, sendo especialista em teoria do conhecimento. Tenho ainda de sua lavra, “O fio e a trama: reflexões sobre o tempo e a história”, editora Iluminuras, 1996, e de sua organização, “Conhecimento e transdisciplinaridade”, UFMG/IEAT, 2004. Quem escreveu a orelha foi Marcelo Perine, professor da PUC/Rio (muito fraquinha, mas vá lá…).

Lá vai:

Este primeiro tomo de Epistemologia das ciências humanas, Ivan Domingues, apresenta ao estudioso das ciências humanas a primeira parte, dedicada a Durkheim e Weber, de um panorama que só vai se completar com a publicação do segundo tomo sobre Marx e Lévi-Strauss. Entretanto, desde agora o leitor pode ter uma idéia da magnitude do projeto em curso e da acribia com que vem sendo realizado.

Fruto de uma longa familiaridade com os problemas relativos ao conhecimento humano, o Autor não poupa a seus leitores o esforço de cavar em torno dos fundamentos da questão. Embora a segunda e a terceira parte da obra possam polarizar a atenção do leitora já a partir do subtítulo, é na primeira parte que se encontra a ponta do diamante do labor filosófico do autor.

Com efeito, ao discorrer sobre as “formas de racionalidade e estratégias discursivas das ciências humanas na contemporaneidade”, o Autor enfrenta com acuidade problemas de epistemologia geral e suas implicações para as ciências humanas, tais como a questão dos paradigmas e modelos nas ciências humanas, seus padrões de cientificidade, seus esquemas de interpretação e suas exigências de verdade e de objetividade.

A grande coerência de uma obra tão extensa se deve, antes de tudo, ao fato de fazer da segunda e terceira partes uma espécie de campo de prova dos resultados obtidos em torno das questões epistemológicas fundamentais, desenvolvidas a partir do argumento do conhecimento criador. Sendo a coerência uma das virtudes maiores do discurso filosófico, o leitor tem motivos mais que suficientes para esperar verificá-la no já anunciado segundo tomo sobre Marx e Lévi-Strauss. 

DimasLins

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