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A necessidade do PAC no período eleitoral
A rede da Mídia Burguesa é impressionante. Tudo que é realizado pelo governo é oportunismo eleitoral. A tendenciosidade é tão grande que são incapazes de compreender um fenômeno singelo como a coincidência. Não, tudo é maquinação e conspiração do Foro de São Paulo. Paranóicos! Infelizmente, um jornal pequeno-burguês, como a “Folha“, entrou nessa barca furada, cujo objetivo é a destruição da esquerda. Aviso aos navegantes: a esquerda é eterna, pois, mesmo acabando o capitalismo, continuará viva nos gulags, ops!, no comunismo. Desde a Revolução Francesa, os conservadores e os agentes do atraso tentam destrui-la… em vão. Jamais conseguirão eliminar a chama da esperança por um mundo melhor.
Lembrem-se todos: mais vale uma esquerda imunda do que uma direita nojenta. Governo Lula? Este es un gobierno de mierda, pero es mi gobierno, mierda!
Li essa matéria abaixo em Nassif:
As ações eleitorais
A “Folha” insiste na história de que todo gasto público tem objetivo eleitoral. É evidente que todo governante procura maximizar o retorno eleitoral de suas obras.
Mas a implicância com o PAC é demais. Daqui a pouco, nenhum governante vai poder fazer qualquer obra em ano eleitoral (independentemente da sua relevância ou dos critérios de distribuição) porque será considerado eleitoral.
Olha a matéria da “Folha”. Na capa:
PAC privilegia 158 cidades no ano eleitoral
O governo Lula driblou o veto da lei eleitoral a repasses de recursos para obras novas nos três meses anteriores à eleição municipal e, sem alarde, listou por decreto quase 1.800 ações do PAC que terão gastos liberados na reta final, informa Marta Salomon. A lista de projetos tratados como prioritários, de transferência obrigatória, é liderada por saneamento, urbanização de favelas e construção de casas.
Veja só: privilegia cidades em ano eleitoral. Como se cidades fossem partidos políticos. Nas matérias internas, se lê que a cidade mais beneficiada será o Rio de Janeiro (de César Maia) seguido de São Paulo (de Gilberto Kassab). E em questões fundamentais: saneamento, habitação popular.
Onde, então, o caráter eleitoreiro das verbas? Aí a repórter tem que se virar e encontrar uma justificativa para a primeira página:
Os votos mobilizados pelo PAC poderão beneficiar tanto os atuais prefeitos que disputam a reeleição como seus adversários no pleito de outubro (!!!). No caso de São Paulo, por exemplo, a expectativa dos governistas é que a petista Marta Suplicy apareça vinculada ao PAC e não o atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM).
Se podem beneficiar tanto um quanto outro, o parágrafo poderia ter terminado com a frase: “E a expectativa dos governistas de São Pauylo é que o prefeito Gilberto Kassab (DEM) apareça vinculado às obras”.
Agora, cá para nós: se receber verbas do PAC em ano eleitoral fosse ruim para as eleições, Serra, Kassab e César Maia teriam assinado os convênios?

















Artur,
Eu li essa coisa no dia em que publicaram e comentei com os colegas a imbecilidade tanto do título quanto da intenção da Falha de São Paulo. A Falha não admite nenhuma iniciativa governamental em ano eleitoral, por ser eleitoreira. Claro, isso só vale agora, no governo Lula. O problema é que a gente tem eleição ano sim, ano não. Mas não adianta: mesmo que um programa seja lançado no intervalo de eleições, como quer a Falha, ainda assim receberá críticas (afinal, está sendo lançado num ano não-eleitoral para disfarçar a intenção de beneficiar seu partido na próxima eleição).
Já tive o desprazer de trabalhar na Falha e, para aumentar ainda mais meu nojo pela grande imprensa, também prestei serviço para a Veja. E pedi demissão da Falha exatamente por causa de uma sacanagem que exigiram que eu fizesse com o Lula, em uma matéria. E olhe que isso foi em 93, o “sapo barbudo” nem era ainda uma “ameaça real”.
Concordo com você: Este es un gobierno de mierda, pero es mi gobierno, mierda!
Aninha, vc trabalhou para a Veja?! Não diga isso, não, pois atualmente vivo paranóico e conspirativo. No dia da cachaçada do Torcedor Coral, chegarei disfarçado e ficarei anônimo, até vc mostrar tuas credenciais.
Ah, sim, acho pura coincidência o PAC sendo turbinado justamente na época das eleições. Imagina, Lula e os petistas jamais utilizariam um programa de governo em época eleitoral (hehe). É um belo gobierno de mierda!
Artur, é preciso lembrar que, na mesma Folha citada, de domingo passado, foi publicada a opinião do futuro presidente do TSE, Carlos Ayres Britto. Ele considera o “uso eleitoral do PAC” assunto delicado e que “vai transitar num fio de navalha”. E lembra também que, como eleições acontecem de dois em dois anos, há obras que precisam ser feitas e que não podem esperar. E vem a pergunta: “O país deve parar (em ano eleitoral?)” E termina se referindo à influência dessas obras no juízo do eleitor.
Muita sensata a opinião do ministro. Pelo menos coloca as duas faces do problema.
Ora, é claro que há influência sobre o eleitor. “Tomara que influencie”, como afirmou um ministro de Lula. Mas as cidades precisam das obras, isso ninguém pode negar.
Nessa passagem de Lula no Nordeste, entre os ditos interessantes dos seus discursos, vale a referência que ele fez ao ódio destilado pelos seus opositores. Claro que eles tem que fazer suas críticas, duras críticas, mas não com as caras congestionadas e desfiguradas pelo ódio, como a gente vê nos noticiários da TV. E Lula subindo no Ibope.
Um grande abraço, Erínia.