Enquanto o blog ajeita-se, adaptando-se ao tempo exíguo, leiam uma crônica picante de Gil, o Camargo:
O tempo que ela gastou para dar a volta na cama, entre pegar a cerveja na geladeira e apoiar-se no balcão, foi longo.
Ou foi o tempo correto, já que nenhum homem reclamaria daquilo.
A sensualidade era natural, quase sem estudo. A intenção era mesmo despir-se das roupas e do que ficou lá fora, deixando as provocações, se fosse o caso, para depois.
Ainda assim sabia que aquele que tivesse chance de conhecer esse momento jamais o esqueceria. Divertia-se e desfrutava desse poder mesmo sem intenções de tripudiar, ao menos naquele momento.
Não, o que buscava era prazer, nada mais.
Manteve o salto alto quando terminou de despir-se. Colocando a cerveja no copo deitado pra não fazer muita espuma, era a imagem de uma fêmea preparada. Nua e com os braços no balcão, provocava e alcançava um grau de excitação incrível: o tesão começava a escorrer por suas coxas.
Bebeu a cerveja de um gole só e moveu o celular de forma a fazer a ligação. Do outro lado da linha o marido atendeu.
Ela desandou a falar as mais loucas sacanagens. Primeiro disse que estava no cio. Depois, como se fizesse parte de algum ritual, passou a insinuar como gostaria de ser pega por trás.
Falou da posição em que se encontrava, com as pernas abertas e a bunda arrebitada, com os braços apoiados e empinada pelo sapato de salto alto. Comentou qualquer coisa sobre estar sozinha e perguntou se ele a pegaria do jeito que ela gostava.
Cada frase dita do outro lado da ligação era repetida por ela em voz alta, como que para confirmar os movimentos que o homem deveria fazer para deixá-la ainda mais tesuda. Enquanto falava e gemia, foi me guiando com o braço esquerdo para eu fazer o que ele faria, se estivesse mesmo lá, naquele quarto bonito de motel.
Excitada por um, trepava com outro.
- Puta que pariu, meu! Que mulher maluca! Que fodão!
- Não foi tudo isso não. Fiquei meio encanado, acabei não fazendo as coisas direito.
- Não é possível. Você começa a contar uma história dessas e na hora do melhor vem com essa conversa de que ficou encanado?
- Diga uma coisa. Sua mulher nunca ligou no seu trabalho pra falar umas sacanagens pra você?
- Poucas vezes, mas já sim.
- Então, cara…
Este artigo foi postado
em 1 de março de 2008, às 13:17h na categoria Crônicas.
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2 de março de 2008, às 10:52h
Abalou geral!
…talvez seja melhor deixar o celular desligado no trabalho… sabe-se lá…
abraços!
2 de março de 2008, às 19:02h
(rsrsrsrsrsrsrs), poxa bem que poderiam ter colocado a foto da ‘mulher-sapiens taradona’ né, esse cara peludo aí tá terrível !!!!
VanVan, tive meu celular roubado, corri e comprei outro, quem sabe a empregada lá de casa me liga !!!!
Abraços a todos !!!!
3 de março de 2008, às 8:42h
Caro André Tricolor Virtual,
Concordo totalmente contigo em relação a foto do peludão ai em cima.
Artur é chegado a essas pequenas torturas com seus leitores de vez em quando, ô bicho sádico!
Poderia ser tranquilamente uma Scarlett Johansson-Sapiens (peluda ou não) com peles de caça (vestimenta essa que os antropólogos denominaram biquíni) HEHEHE
Abração!
3 de março de 2008, às 11:23h
A solução é a seguinte: a mulher ligou, é melhor correr pra casa.
No mais, sempre um excelente texto de Gil.
Um abraço,
Dimas
4 de março de 2008, às 0:51h
Ótima crônica. Já a ilustração……Artur, não seria melhor uma “moça” primitiva/fake ao telefone, com umas peles (meio flintstones)?
Prepare-se! Scarlett vem aí como uma das irmãs Bolena. Imagine-a naqueles vestidos que apertam a cintura, levantam os peitos e os deixam quase saltando do decote……
4 de março de 2008, às 1:34h
Os hominídeos pediram e acatei; talvez, por uma questão de gênero, mas acatei.
4 de março de 2008, às 7:50h
Broder, você não acatou. Você ATACOU! Não há tesão que resista. Agora, as mulheres não mostraram muito interesse na crônica, né?
Inté.
Ah, parece que o primeiro turno do campeonato aí em riba já terminou. Quem ganhou, você pode me informar???
ABS
4 de março de 2008, às 8:44h
Que campeonato?!
E coloquei uma autêntica Homo sapiens neanderthalensis… Inclusive, a dita-cuja ganhou o Miss Caverna no ano 350 mil antes de Cristo.
4 de março de 2008, às 13:29h
Gil, adorei a crônica! Um trio parece sempre mais animado, não?
4 de março de 2008, às 17:41h
Gil, o jeito que você escreve é muito legal, pois no final a gente se surpreende e ri. Mas o conteúdo realmente é mais do interesse masculino.
Artur, sei que estás revoltado, mas não adianta fingir que o campeonato não existe, nem que o santa vai disputar o hexagonal da morte., ou seja, além da série C do brasileiro, há o risco de cair para a segunda do pernambucano em 2009. São fatos, meu querido, fatos.
4 de março de 2008, às 17:50h
Taciana:
Eu pensava diferente, que o conteúdo fosse de interesse também da turma da Mônica, mas pode ser que o (revelado) interesse masculino traga uma ponta de preocupação.
Artur tem sérios problemas com a atual conjuntura futebolística nacional aha aha aha
Pôxa, Marília, sou muito tímido pra essas coisas…
5 de março de 2008, às 13:45h
(rsrsrsrsrs),
‘miss caverna’ foi ótimo “Artur” … Poderia ter conseguido pelo menos uma ‘pose’ mais sensual dela !!!!!
… Valeu “Gil”
… Poxa “Taciana”, não precisa antecipar nosso sofrimento … Vamos ‘dá a volta por cima’ … isso vamos
abração pra vcs !!!!